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sábado, 24 de maio de 2014

A INCONSCIÊNCIA DOS MORTOS E AS PRÁTICAS ESPÍRITAS

VLÁFIO  - Ô Oswaldo, Até aí tu estás certo, Oswaldo. Somos intercessores em nome de Jesus

OSWALDO - Nada impede que os moradores dos Tabernáculos eternos o façam igualmente. Portanto, por sua lógica, os santos também intercedem e muito mais eficazmente porque eles não têm pecado e, por isso, estão em perfeita comunhão com Cristo.

Oswaldo, isso é espiritismo. Não há dúvida. Quem morreu, aguarda o dia da ressurreição. Está morto.  Quem intercede é Jesus e o Espírito Santo. Defunto morto não intercede por ninguém, isso é uma doutrina tipicamente espirita. É por isso que eu não vejo linha divisória entre idolatria e espiritismo. O cristianismo é uma doutrina diametralmente oposta a essa idéia de que os mortos estejam em plena atividade secretariando os intercessores Jesus Cristo e o Espirito Santo, este intercedendo por nós até com gemidos inexprimíveis. Salmos 6 - 4 Volta-te, Senhor, livra a minha alma; salva-me por tua benignidade. 5 Porque na morte não há lembrança de ti; no sepulcro quem te louvará?


Caríssimo Vláfio:

Estamos aqui falando da intercessão dos santos os quais, segundo a vontade de Deus, devem ser amados, louvados, honrados e exaltados: 

- Ver.: Lc 12,37; Rm 2,29; I Cor 4,5; I Pe 1,7; Jo 12,26; Rm 2,7; 2,10; I Tm 3,13; I Pe 1,7; I Pe 2,7 ;  Mt 23,12; Lc 1,52; 14,11; 18,14; Jo 13,32; At 13,17; Rm 8,17; 8,30; I Tm 3,13; I Pe 1,7; I Pe 2,7; Tg 4,10. 


Igualmente também, depois desta vida eles recebem imensos poderes para reinar, julgar e nos introduzir nos céus: 

Ver: Lc 16,9; Jo 5,45; Rm 2,27; 5,17;  I Cor 2,15; 6,2; 6,3; 2 Tm 2,12; Ap 5, 9-10; 20,6; 22,5;  Ap 20,4.  

Mas para que tantos poderes se não for para serem usados? E eles os usam a nosso favor.

Enfiaram na cabeça dos crédulos que após a morte todos os homens ficam num estado de inconsciência até à ressurreição no fim dos tempos. Se isso parece harmonizar-se em algumas partes das Escrituras, noutras, entretanto, não se adapta de forma alguma. É o que acontece com o salmo citado. Cristo ensinava que não se deve pôr remendos novos em roupas velhas, nem remendos velhos em roupas novas (Mt 9,16) e isto significa que muitos conceitos da Antiga Aliança não se adaptam aos da Nova e vice-versa. É o Novo Testamento a coroação do Antigo, portanto fiquemos neste último, obedecendo a marcha natural de revelação que foi, ao longo dos séculos sendo administrada didaticamente e de acordo com a capacidade de entendimento dos destinatários.

A revelação de Deus se deu também na forma mais branda possível. No princípio o Deus único e verdadeiro não se revelou a si mesmo em desacordo com as convicções entranhadas do velho Abraão. 

Ele era politeísta e adorava os deuses do panteão da Caldeia. 

Nesta altura, Deus, qual uma mãe que se inclina para seu bebezinho e lhe fala de acordo com a sua capacidade de entendimento, apresentou-se ao caldeu como um deus de menor importância que os maiorais, os deuses dos deuses. 

Com Abraão fez um pacto tornando-se o seu Deus e Abraão, sua família e seus servos, o seu povo; no exílio Abraão manda que seu filho se case com uma mulher oriunda de seus parentes que também eram idólatras; o mesmo aconteceu com seu neto Jacó, cuja esposa trouxe de Labão alguns ídolos. 

O próprio Abraão também  oferecia dons ao "deus altíssimo", cujo sacerdote se chamava Melquisedeque... mas, espere aí! O sacerdócio Israelita começou muito tempo depois quando já existiam as doze tribos de Israel. Melquisedeque era um sacerdote  e o "altíssimo" de que fala era El Elyon (Ver Melquisedeque, Sacerdote de El Elyon); somente mais tarde é que Deus se revela não como um Deus subalterno, mas como o Deus dos deuses; finalmente a Moisés ele se declara "Eu sou o que sou", verbo ser no sentido de "existir". Isto quer dizer que somente ele existe e que os demais não passam de fantasia. Finalmente temos a revelação do "Filho de Deus" e do "Espírito de Deus". Este ensina a Igreja sobre a natureza e pessoa de Jesus Cristo e sobre a Trindade Santa. 

Mas em que a "inconsciência" dos mortos não se encaixa? Os saduceus aceitavam apenas o Pentateuco. Para eles "Deus é Deus dos vivos e não dos mortos" e por isso negavam a ressurreição. Jesus, usando o Pentateuco e o seu próprio modo de pensar, prova que as almas dos justos estão vivas diante de Deus,
 lembrando-lhes as palavras divinas: “Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó (Ex 3,6 e 15) e concluindo com a sentença dos próprios saduceus: "... ele não é Deus dos mortos, mas Deus dos vivos" (Mt 22, 32).

Além disso ele dá exemplo dessa consciência em sua parábola do Rico Avarento e do pobre Lázaro que mostra claramente a consolação do justo e o castigo do injusto (Lc 16, 19-31).

Há também:  "Eu vos digo: fazei-vos amigos com a riqueza injusta, para que, no dia em que ela vos faltar, eles vos recebam nos tabernáculos eternos." (Lc 16,9). Aqui vemos nossos amigos morando nos tabernáculos eternos (Céu) donde aguardam para nos receber ali quando formos chamados a prestar conta junto a Deus.

O Apocalipse mostra as almas "debaixo do Altar" (no purgatório). Elas não tinham as "vestes brancas" exigidas para se entrar no céu (Hb 12,14), mas estas lhes foram dadas (Ap 6,9).

Louvar, amar, honrar os santos que estão junto a Deus, não tem nada a ver com as práticas espíritas. Em suas sessões, as almas dos mortos se manifestam através dos médiuns satisfazendo as curiosidades dos participantes e ensinando-lhes novas doutrinas que, na verdade, são heresias. 

Pior: eles não sabem com quem estão falando. Dizem que são espíritos dos mortos mas não têm como identificá-los. 

Mas, por que a Igreja proíbe esta prática? Justamente porque sob a alegação de se tratar de espírito de um morto, podem estar sendo doutrinados pelo próprio demônio.



Por: Oswaldo
Fonte: Debate Pastor x Padre
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