segunda-feira, 29 de julho de 2013

FUNDAMENTO E PILAR DE NOSSA FÉ


EVANGÉLICO - "A tradição é boa quando confirma a escrita, (...) Irineu; “De nada mais temos aprendido o plano de nossa salvação, senão daqueles através de quem o evangelho nos chegou, o qual eles pregaram inicialmente em público, e, em tempos mais recentes, pela vontade de Deus, nos foi legado por eles nas Escrituras, para que sejam o fundamento e pilar de nossa fé” (...).


"ÚNICO (???) fundamento e pilar de nossa fé" -
"Contra as
Heresias"
 de Ireneu Livro III,
Capítulo 1.1. 
Deveria mencionar livro, capítulo e subdivisões, para que pudéssemos examinar o contexto em que isto foi escrito. 

Não obstante, fui atrás e encontrei a passagem em destaque acima em "Contra as Heresias" de Ireneu no Livro III, Capítulo 1.1. 

PRESTEM BEM ATENÇÃO. Assim como texto bíblico assacado por nossos irmãozinhos protestantes que diz: "Toda a Escritura é inspirada por Deus, e útil para ensinar, para repreender, para corrigir e para formar na justiça" também em seu livro Santo Irineu não diz que "as Escrituras, são o ÚNICO fundamento e pilar da nossa fé". 


Veja, caríssimo leitor, que em ambos textos não aparece o termo "ÚNICO" ou seu equivalente. O que está escrito em sequência, mostra que Santo Ireneu não somente  não afirmou que as Escrituras são o "único fundamento e pilar de nossa fé", como mostra que a verdade nos foi transmitida pela tradição  que pode ser encontrada em toda a Igreja:

2.1 -  "Quando [os hereges] são vencidos  pelos argumentos tirados das Escrituras retorcem a acusação contra as próprias Escrituras, dizendo que é texto corrompido, que não tem autoridade, que se serve de expressões equívocas e que não podem encontrar a verdade nele os que desconhecem a TRADIÇÃO. Com efeito - dizem eles - a verdade não foi transmitida por escrito, mas por viva voz, o que levou Paulo a dizer: 'É a sabedoria que pregamos entre os perfeitos, não, porém, uma sabedoria deste século' "... 

(................................................)

3.1 - Portanto, a TRADIÇÃO DOS APÓSTOLOS que foi manifestada no mundo inteiro, pode ser descoberta em TODA IGREJA por todos os que queiram ver a verdade. Poderíamos enumerar aqui os bispos que foram estabelecidos nas igrejas pelos apóstolos e os seus sucessores até nós.(...)".

POSTAGEM SEGUINTE - Não creio que um dia tenham sido católicos os que depõem seus falsos testemunhos dizendo que encontraram a salvação em alguma “igreja evangélica”, porque os verdadeiros...






POSTAGEM ANTERIOR - "Uma só é a minha pomba, a minha perfeita, única filha da sua mãe e sem igual para a sua progenitora" (Cânt 6,9). Aquele que não guarda esta unidade poderá pensar que ainda guarda a fé?  (CIPRIANO - A UNIDADE DA IGREJA CATÓLICA)



domingo, 28 de julho de 2013

DEFENDENDO-SE CONTRA O ASSÉDIO DOS EVANGÉLICOS

O Espírito Santo, falando na pessoa do Senhor, designa esta Igreja única quando diz no Cântico dos Cânticos: "Uma só é a minha pomba, a minha perfeita, única filha da sua mãe e sem igual para a sua progenitora" (Cânt 6,9). Aquele que não guarda esta unidade poderá pensar que ainda guarda a fé? Aquele que resiste e faz oposição à Igreja poderá confiar que ainda está na Igreja? (CIPRIANO - A UNIDADE DA IGREJA CATÓLICA)

O assédio das seitas evangélicas aos Católicos que não estudam a doutrina da Santa Igreja


O artigo abaixo é de autoria de: V.De Carvalho com a colaboração de A.Silva – O qual o Blog Igreja Militante tem o prazer de reproduzir à pedido dos autores. Fonte: ECLESIA MILITANS

O contexto abaixo destina-se aos católicos para que estejam preparados para os ataques constantes de maus protestantes aos dogmas e confissões de fé da Santa Igreja. Lembramos que nem todos os protestantes observam o catolicismo com hostilidade e não poucos fiéis e pregadores realizam boas obras e assumem compromissos sólidos com a palavra de DEUS. Abaixo, conforme já disse, apresento uma espécie de sugestões que visam afugentar membros de denominações que se dizem protestantes, as quais insistem em polêmicas e que visam atacar dogmas de fé e preceitos católicos. Reconheço que é direito de todo e qualquer cidadão exercer livremente sua fé e até mesmo propaga-la, desde que tal empenho não venha demandar qualquer ato de violência ou grave ameaça. Repudio toda e qualquer forma de discriminação religiosa.........A abordagem de um protestante a um católico desinformado sobre a Santa Igreja inicia-se geralmente da seguinte maneira:

Protestante: “Posso falar um minutinho com o senhor ?”


Católico: “Sim”

Protestante: “O Senhor crê em DEUS ?”


Católico: “Sim”


Protestante: “O senhor crê na Bíblia ?”


Católico: “Sim”


ARQUEOLOGIA - VERDADES FORA DA BÍBLIA
Protestante: “O senhor concorda que a Bíblia é a verdade ?”. Nesse ponto o católico será doutrinado e muitas vezes convencido. A resposta do católico à pergunta do protestante, naturalmente, é sim. Lógico que o católico crê na Bíblia. Então o protestante diz, por exemplo: 


“O senhor diz crer na bíblia. Portanto, o senhor concorda que tudo aquilo que está fora da Bíblia não deve merecer crédito ?” 

Resposta de um católico sem instrução: “Sim. O que está fora da Bíblia tem que ser rejeitado.” 

O católico está pronto para questionar a fé católica e o magistério da Santa Igreja.

Prossegue o protestante: “O senhor poderia me mostrar pela Bíblia onde está escrito que Maria é medianeira ?” Ou então: “O senhor poderia me mostrar na Bíblia onde está escrito que Maria foi assunta ao céu ?”


O católico não instruído e que concordou com o protestante começa a se enrolar. A resposta católica à pergunta protestante deveria ser: Católico: 



“Creio sim na Bíblia. Creio tanto que sigo o magistério da Igreja, coluna e sustentáculo da verdade. E dessa forma, não questiono seus dogmas e confissões de fé. Não duvido, não divido e não careço de provas. Creio de todo o meu coração.” E o católico deveria perguntar ao protestante: “Onde está na sua Bíblia que própria Bíblia é a única fonte de revelação ?”
Infelizmente, grande parte dos católicos desconhece que o depósito integral da fé católica constitui-se de Sagradas Escrituras,Tradição Apostólica e o Magistério da Igreja. Por isso o católico acaba por aceitar os argumentos protestantes. 

Não estamos obrigados a provar nada pela Bíblia. São os protestantes que estão obrigados. Foram eles que acataram as heresias de Lutero homem.

O fato é que sempre que se parte de premissas falsas, chega-se a conclusões igualmente falsas. 

A Bíblia não se auto define como única fonte de revelação. 

Este é um questionamento que o protestante não faz a si mesmo. Quem lhe dá certeza de que a Bíblia é a única fonte de revelação se ela nada fala a respeito de si própria como tal ? Em verdade, o protestante copia a doutrina de Lutero. Lutero homem, portanto, falho.
Outra pergunta que um católico poderia fazer ao protestante é: 


A BÍBLIA DOS MÓRMONS INVENTADA PELO FALSO PROFETA
JOSEPH SMITH
“Onde está na sua Bíblia a relação dos livros inspirados ?” 

Ora, se a Bíblia nada fala a respeito dos livros inspirados, só é possível ao protestante crer na Bíblia se vier aceitar a autoridade católica, já que foi a Santa Igreja que compilou e definiu todos os textos e livros. O que Lutero homem, adúltero e bêbado fez, foi retirar livros e distorcer tantos outros. Eis a Bíblia protestante !
Como o protestante pode ter certeza se os livros que consulta são aqueles que foram inspirados se a Bíblia nada fala a respeito dos livros inspirados ? Para provar que sua Bíblia é a Bíblia correta, o protestante necessariamente terá que sair da Bíblia e crer em homens. Na prática, quando o protestante “provar” que a sua Bíblia é a Bíblia correta, estará em verdade dizendo que nem tudo está na Bíblia, pois a sua “veracidade” só poderá ser demonstrada fora da Bíblia que nada diz respeito sobre ser única fonte de revelação ou sobre os livros inspirados.
O protestantismo é contraditório em si mesmo. Algumas sugestões práticas podem ajudar aos católicos a inibirem o proselitismo protestante. Vejamos alguns exemplos:
Sabemos que a Bíblia não é contraditória em ponto algum e portanto, não seria possível que a mesma se auto definisse como única fonte de revelação e ao mesmo tempo instruísse os cristãos a seguirem o magistério da Igreja. Faça como eles. Peça o texto bíblico que define a Bíblia como única fonte de revelação. Certamente eles não encontrarão o texto e então o católico poderá dizer-lhe: “A Igreja e somente a Igreja é coluna e sustentáculo da verdade. Sem a Igreja a verdade não se sustenta.”

Quando um protestante disser, por exemplo, que crianças não devem ser batizadas, pergunte onde está escrito na Bíblia que não se deve batizar crianças e que todos só devem ser batizados quando tiverem “entendimento” ou quando decidirem levantar o dedo e “aceitar Jesus” em algum templo protestante? Pergunte logo a seguir por que ele não recita o pai nosso que está na bíblia e que Jesus professou ? E peça sempre os textos bíblicos.
Quando o protestante começar a citar dogmas católicos que ele julga que não encontram referências bíblicas, pergunte outra vez: “você crê na bíblia ? “ Pergunte ainda: “você crê de fato que a bíblia é 100% verdadeira ? “ Ele responderá sim. Não terá outra saída. Então diga: “A Igreja é coluna e sustentáculo da verdade”. Conclua: “Eu sigo o magistério da Igreja.” E pergunte: “você faz o mesmo ou crê em sua interpretação pessoal ? “ E logo a seguir afirme. “A Bíblia ensina que interpretação alguma é de caráter individual.” (2Pd 1,20 combinado com 3,15-16).


Se ele disser que segue o magistério da Igreja, pergunte de que Igreja ele está falando se nenhuma das igrejas protestantes existiam quando da compilação que deu origem a Bíblia.
O protestante poderá alegar que pertence à Igreja Invisível. Eles utilizam muito tal expressão para justificarem sua rebeldia contra a Santa Igreja. Aproveite e pergunte onde está na Bíblia que existe uma igreja invisível? Peça o texto bíblico que fala claramente sobre a Igreja invisível. Nós é que podemos falar em Igreja invisível. A Igreja nos ensina que igreja é muito mais do que construções.

Em algum momento ele dirá que a palavra de Deus manda examinar as escrituras. Eles confundem examinar com interpretar. Você pergunta mais uma vez:
“O senhor já leu na bíblia que nenhuma interpretação é de caráter individual?". Quando não possuem respostas eles fazem duas outras perguntas fora do contexto inicial. Fique atento. Só se deve passar para outro tema havendo a conclusão do tema anterior.
MAIS NOVA INVENÇÃO PENTECOSWTAL:
CHEIRAR A PALAVRA DE DEUS. O
ESPÍRITO SANTO NADA TEM A VER
COM ISSO!
Ele tentará dizer: “a bíblia manda ir a todo lugar e pregar.” Então lhe diga: “Ora, se a cada protestante pode ler a Bíblia e interpreta-la, ao invés de dízimos, por que não a impressão de Bíblias para todos?". E acrescente também: “Se você é inspirado pelo Espírito Santo quando lê a Bíblia, basta você entregar uma Bíblia para o seu irmão que ainda não crê que o próprio Espírito Santo irá iluminá-lo e orienta-lo também”.
O protestante poderá então dizer que a fé vem pelo ouvir. Então diga que se a fé vem pelo ouvir, e de fato vem, é melhor escutar o que a Santa Igreja ensina do que confronta-la a partir de um leitura meramente privada. E se todos que são protestantes já estão salvos pelo Sola Fide (basta crer), por que eles continuam pregando para quem já está salvo a partir de cultos e reuniões que celebram?
Pergunte, por exemplo, onde está escrito que Lutero é santo? Ele dirá que Lutero não é santo ou que não existe amparo bíblico para considera-lo como tal. Então emende: “Lutero não é santo? Você está me dizendo que ele é pecador como eu ou você ?” Eles gostam de jogar com palavras e estão prontos para usar tudo que você disser contra você mesmo. Ele terá que dizer que Lutero era pecador. Então pergunte por que ele segue a teoria de Lutero sobre o Sola Scritpura (Só a Bíblia) se sabe que Lutero era pecador ?
Antes que ele responda, pergunte se ele já leu na bíblia: “maldito o homem que confia em outro homem”? Se você fosse protestante debochado diria que se ele permanecer confiando em outro homem, no caso Lutero, estará afrontando a bíblia e andando fora da Palavra. Essas são expressões que eles gostam. Mas não use de escárnio. Isto não nos fica bem. Se você fosse protestante ainda poderia dizer-lhe para olhar somente para Jesus. Eles sempre dizem isso para nós. Por certo ele ficaria irritado e já não seguiria a doutrinação mental que recebeu. Mas nesta hipótese, usando deboche e presunção, que méritos teríamos?
Concentremo-nos nos ensinamentos da Santa Igreja e deixemos de lado os chavões comuns aos protestantes. Talvez nem seja necessário esse grande número de questionamentos que apontei para um católico se ver livre do assédio de um mau protestante. Talvez você não tenha experiência ou eloquência para sustentar um debate tão prolongado e tão cheio de nuances.
Alguns doutrinadores protestantes dizem que eles não devem insistir com alguém resistente. Segundo um destes doutrinadores, se um não quer, tem 8 ou 9 que são frágeis e, portanto não se deve perder tempo com aqueles que oferecem resistência. Você só não pode esperar que ele facilmente concorde com você e se converta. O objetivo é dispersá-lo.


A conversão de um protestante ao catolicismo raramente se dá por exercício intelectual. O protestante é filho de Lutero. E quando falamos filho e não seguidor, é porque até mesmo Lutero é seguido apenas parcialmente. Apenas quando lhes interessa, em especial no Sola Scriptura para afrontar o catolicismo. Portanto, sendo filhos de Lutero, são necessariamente auto suficientes e apologistas de suas próprias doutrinas particulares. Cada protestante é uma espécie de dono da Bíblia. Professor, mestre, teólogo, rei, sacerdote, profeta e sempre julgará conhecer mais de catolicismo do que o próprio católico.

Se consideram superiores ao Papa e mesmo ao Magistério da Igreja de 2000 anos. Não aceitam nem mesmo os seus pares, razão pela qual fundam milhares de denominações. Se chamado atenção, o protestante muda de denominação, faz beicinho, nega fala, rompe relacionamentos, sai de casa, larga família, deixa a denominação e vai para outra, quando não funda a sua própria seita.


Mesmo apontando alguns de seus pares como hereges, estes mesmos, quando o adversário é o catolicismo ou quando a questão é meramente estatística, rapidamente voltam a ser irmãos em Cristo e todos estão salvos e todos são bênçãos. É comum ouvir um crente dizendo: “Já somamos 20% da população brasileira.” É como se este crente conhecesse todos os demais crentes, todas as denominações e ao mesmo tempo fosse possível a todos pregarem o Cristo verdadeiro ao mesmo tempo que cada um prega um Cristo diferente do outro. O MAU protestante é um divisor por excelência. Por onde passa divide, questiona e jamais agrega. Só protesta e nada atesta. O protestante é ávido por falar e nunca está pronto para ouvir. Tudo quer ensinar e nada quer aprender. E como sabemos, quem sabe de tudo não carece de instrução.


Nós católicos, por nada sabermos é que seguimos o magistério da Igreja. Por isso nenhum de nós tem seguidores, mas todos seguimos a voz do pastor. Eles costumam dizer que “tomaram posição diante de DEUS.” Eles gostam desse chavão, entre tantos que criaram. Judas também tomou posição diante de DEUS. O Resultado todos já conhecem. Estivemos muito tempo adormecidos e a nossa mansidão aprendida na Igreja foi tratada como covardia pelos nossos “juízes”. Está na hora de reagirmos com sabedoria, rejeitando sempre qualquer tipo de violência, difamação, ofensas e preconceitos, mas jamais esquecendo que devemos combater a heresia, até mesmo por amor ao próximo, e, sempre, sempre, sempre, defender a Santa Igreja e a honra e dignidade da Santíssima Virgem.Combatamos o bom combate e não recusemos a perseguição.

Conclusão: 

Lembrem-se católicos que não estamos obrigados a responder ou provar nada pelo Sola Scriptura(Só a Bíblia). 

Nós seguimos o magistério da Igreja. Seguimos a Bíblia e a Tradição. É o protestante que está obrigado pelo princípio criado por Lutero homem.


Nossa fé pode ser explicada pela tradição e pelo Magistério da Igreja. A fé protestante não pode ser explicada pela Bíblia. 

Este é o “pulo do gato” do protestante. Imaginem que eu cobre de um ateu a guarda do domingo.. Seria estúpido da minha parte, sabendo que ele não é cristão, fazer-lhe tal cobrança. Agora imaginem que eu faça esta mesma cobrança, sendo que eu mesmo não guardo o domingo. Pois é. O protestante que escolheu para si o critério antibíblico “Só a Bíblia”, estabelece para nós o mesmo critério. Critério para o qual não estamos obrigados. E ele mesmo, que criou para si e para os demais o critério “Só a Bíblia”, é o primeiro a ignorá-lo quando, entre muitas situações, não observa a proibição da interpretação privada e a consagração da igreja como coluna e sustentáculo da verdade.
Poderíamos citar uma série de inobservâncias às disposições bíblicas cometidas pelos protestantes. Mas nem precisamos. Se um protestante não é igual ao outro em matéria de fé e doutrina, e, se todos utilizam a mesma Bíblia, é óbvio que, não havendo concordância, tem alguém andando fora da Bíblia. Não estamos dizendo que católicos são melhores do que protestantes ou que podemos julgar a fé que reside no coração de cada ser humano. Estamos apenas defendendo a fé católica contra os ignorantes e os maus.
Reconhecemos até mesmo que é direito de qualquer homem ou mulher permanecer no erro doutrinário se assim desejarem. Respeito o direito de qualquer homem ou mulher aderirem à fé, crença ou religião que mais lhe agradam.

Paz em Cristo e Salve Maria.

POSTAGEM SEGUINTE -  "... em tempos mais recentes, pela vontade de Deus, nos foi legado por eles nas Escrituras, para que sejam o fundamento e pilar de nossa fé” (...). RESPOSTA: Deveria mencionar livro, capítulo e subdivisões, para que pudéssemos examinar o contexto em que isto foi escrito. 

POSTAGEM ANTERIOR - Após efetuar uma exata verificação da possessão (Infestatio) em setembro de 1975, o Bispo de Würzburg, Josef Stangl, autorizou os padres Ernest Alt e Arnold Renz a realizarem os rituais do Grande Exorcismo, cuja base é o Rituale Romanum, que ainda era, à época, uma lei canônica válida desde o século XVII.



quarta-feira, 24 de julho de 2013

O EXORCISMO DE ANNELIESE MICHEL

Anneliese Michel (Leiblfing, Alemanha, 21 de setembro de 1952 — Klingenberg am Main, 1 de julho de 1976) era uma jovem alemã de família católica que acreditava ter sido possuída por uma legião de demônios, tendo sido submetida a uma intensa série de sessões de exorcismo pelos padres Ernest Alt e Arnold Renz em 1975 e 1976.


As graves conseqüências atribuídas ao rito de exorcismo sobre a jovem motivaram a abertura de um processo criminal pelos promotores de justiça locais contra os pais de Anneliese e os padres exorcistas, causando uma grande polêmica em toda a Europa e dividindo a opinião pública mundial. O Caso Klingenberg, como passou a ser conhecido pelo grande público, deu origem a vários estudos e pesquisas, tanto de natureza teológica quanto científica, e serviu como inspiração para os filmes O Exorcismo de Emily Rose, dirigido pelo cineasta estadunidense/norte-americano Scott Derrickson, e Requiem, dirigido pelo polêmico cineasta alemão Hans-Christian Schmid.



Infância



Anneliese Michel nasceu em Leiblfing, no estado federal alemão da Baviera, mas foi criada com as suas três irmãs no pequeno município de Klingenberg am Main. Seus pais, Anna e Josef Michel, muito religiosos, lhe deram uma educação profundamente católica. O pai de Anneliese mantinha a família trabalhando em uma serraria.

Tratamento médico

A verdadeira história de Emily Rose
A Primeira Comunhão de Anneliese Michel
Em 1968, com apenas dezesseis anos, Anneliese começou a apresentar sintomas e comportamentos que foram diagnosticados a princípio como epilepsia aliada a um quadro aparente de esquizofrenia, após vários exames na Clínica Psiquiátrica de Würzburg.

Durante a noite, o corpo de Anneliese subitamente se tornava rígido, sentindo um enorme peso sobre o peito, além de uma total incapacidade de falar.

Anneliese foi então enviada para o internamento no Hospital Psiquiátrico de Mittleberg, onde ela permaneceu em tratamento intensivo durante um período de aproximadamente um ano. Quando finalmente recebeu alta, foi ainda capaz de completar os seus estudos secundários e matricular-se na Universidade de Würzburg, onde iniciou os seus estudos em pedagogia.

A verdadeira história de Emily Rose
Anneliese Michel com 16 anos

Entretanto, durante todo esse tempo, Anneliese afirmava continuar escutar vozes ameaçadoras que diziam que ela "queimaria no Inferno" e ter visões assustadoras que ela mesma atribuiu a uma possessão demoníaca. Sem que os médicos encontrassem uma cura definitiva e sem uma explicação satisfatória para os sofrimentos da jovem, os seus pais começaram a cogitar que sua filha, de fato, estava possuída por alguma força sobrenatural maligna. Anneliese agora tinha visões de faces demoníacas durante as suas preces diárias, enquanto aumentava a sua intolerância a lugares e objetos sagrados e mergulhava cada vez mais em crises depressivas.



Durante todo esse período de tempo e até perto do final das sessões de exorcismo, Anneliese foi medicada com poderosos psicotrópicos. No início com Aolept (periciazina), que evita as convulsões por meio de sua ação direta no sistema nervoso, e depois com Tegretol (carbamazepina). A medicação se revelou ineficaz em deter as convulsões e fazer desaparecer as visões e vozes, que se tornaram mais e mais freqüentes para a jovem Anneliese.



O exorcismo


A verdadeira história de Emily Rose
Anneliese (á esquerda) e sua família

No verão de 1973, os pais de Anneliese foram até a paróquia local solicitando aos religiosos que submetessem a sua filha ao ritual de exorcismo. A princípio, o pedido foi negado, uma vez que a doutrina da Igreja Católica com respeito a essas práticas é muito restrita. Segundo a Igreja, dentre outras coisas, os possuídos devem ser capazes de falar línguas que nunca tenham estudado, manifestar poderes sobrenaturais e mostrar grande aversão aos símbolos religiosos cristãos.
Algum tempo depois, o padre Ernst Alt, considerado um perito no assunto, conclui que Anneliese já reunia as condições suficientes para a realização do exorcismo, de acordo com os procedimentos prescritos no Rituale Romanum.

A verdadeira história de Emily Rose
Anneliese com ataque epilético
Por essa época, Anneliese já tinha assumido um comportamento cada vez mais irascível. Ela insultava, espancava e mordia os outros membros da família, além de dormir sempre no chão e se alimentar com moscas e aranhas, chegando a beber da própria urina. Anneliese podia ser ouvida gritando por horas em sua casa, enquanto quebrava crucifixos, destruía imagens de Jesus Cristo e lançava rosários para longe de si. Ela também cometia atos de auto-mutilação, tirava suas roupas e urinava pela casa com freqüência.

Em 1974, após acompanhar de perto o comportamento de Anneliese, o padre Ernest Alt finalmente decidiu solicitar permissão ao Bispo de Würzburg para realizar o exorcismo e a permissão foi concedida.

A verdadeira história de Emily Rose
Anneliese amparada pelo pai
Após efetuar uma exata verificação da possessão (Infestatio) em setembro de 1975, o Bispo de Würzburg, Josef Stangl, autorizou os padres Ernest Alt e Arnold Renz a realizarem os rituais do Grande Exorcismo, cuja base é o Rituale Romanum, que ainda era, à época, uma lei canônica válida desde o século XVII.

No rito do exorcismo o padre deve portar um crucifixo e uma Bíblia, para poder utilizar as palavras ditas por Jesus Cristo com precisão. Deve fazer o sinal da cruz, abençoar a pessoa possuída e aspergir sobre ela água benta. O padre então ordena com fé e firmeza que o demônio deixe o corpo do possesso e ora pedindo pela salvação da vítima em nome de Jesus Cristo. As orações denunciam a ação maléfica de Satanás e rogam pela misericórdia de Deus. Normalmente, os padres levam o possesso para uma igreja ou capela, onde podem realizar o rito reservadamente, apenas com a presença dos familiares. As sessões de exorcismo não têm um prazo de duração específico, podendo se estender durante horas, dias ou meses.

A verdadeira história de Emily Rose
Sessão de Exorcismo
No caso de Anneliese, as 67 sessões de exorcismo que se seguiram, numa freqüência de uma ou duas por semana, se prolongaram inicialmente por cerca de nove meses, durante os quais ela muitas vezes tinha que ser segurada por até três homens ou, em algumas ocasiões, acorrentada. Ela também lesionou seriamente os joelhos em virtude das genuflexões compulsivas que realizava durante o exorcismo, aproximadamente quatrocentas em cada sessão.

Nas sessões, que foram documentadas em quarenta fitas de áudio para preservar os detalhes, Anneliese manifestou estar possuída por, pelo menos, seis demônios diferentes, que se autodenominavam Lúcifer, Caim, Judas, Nero, Hitler e Fleischmann, um padre caído em desgraça no século XVI.

Todavia, o Rituale Romanum, assim como o tratamento com psicotrópicos, também não surtiu o efeito desejado.

A Virgem

Durante o período em que esteve submetida ao exorcismo, onde continuava tomando os medicamentos, Anneliese relatou um sonho, onde teria se encontrado com a Virgem Maria, e que ela lhe teria proposto duas escolhas para a sua condição: ou ser liberada logo do jugo dos demônios ou continuar o seu martírio para que todos soubessem que o mundo espiritual e ação dos demônios no mundo existem de fato. Anneliese teria escolhido a segunda opção.


José Antonio Fortea, sacerdote católico y exorcista.Estos tips del 
Padre  fortea,  son  como dados por Dios a los hombres como un 
signo  de  alerta  ante  las  artimañas  del  diablo.  Tal  como  se 
explica  en   el   mismo   exorcismo,   esta   posesión   tan   larga 
constituye  una  llamada  de  atención  a  los  hombres  sobre   la 
batalla  que  todos  los  días  se desarrolla en el mundo espiritual 
entre  ángeles  y  demonios  en  su constante lucha por las almas 
humanas.  Es  por   consiguiente   un   caso-signo   que   Dios   ha 
concedido  a  la  humanidad  para  que  tome  conciencia  de   la 
posibilidad  de  quedar infectado por estos espíritus malignos que 
sólo buscan la condenación del mayor número de almas posibles.

Segundo entendimento do ensaísta Elbson do Carmo, em seu artigo [1], no Universo Católico: "Anneliese optou pelo martírio voluntário, alegando que seu exemplo enquanto possessa serviria de aviso a toda a humanidade de que o demônio existe e que nos ronda a todos, e que trabalhar pela própria salvação deve ser uma meta sempre presente. Ela afirmava que muitas pessoas diziam que Deus está morto, que haviam perdido a fé, então ela, com seu exemplo, lhes mostraria que o demônio age, e independe da fé das pessoas para isso"

Falecimento

Em 1 de julho de 1976, no dia em que Anneliese teria predito sua liberação, morreu enquanto dormia. À meia-noite, segundo o que afirmou, os demônios finalmente a deixaram e ela parou de ter convulsões. Anneliese foi dormir exausta, mas em paz, e nunca mais acordou, falecendo aos 23 anos de idade. A autópsia considerou o seu estado avançado de desnutrição e desidratação como a causa de sua morte por falência múltipla dos órgãos.

Nesse dia, o seu corpo pesava pouco mais de trinta quilos.




Julgamento


Logo após o falecimento de Anneliese, os padres Ernest Alt e Arnold Renz fizeram o comunicado do óbito às autoridades locais que, imediatamente, abriram inquérito e procederam às investigações preliminares.

A verdadeira história de Emily Rose
O padre Bob e Anna, a mãe, hoje com 85 anos
Os promotores públicos responsabilizaram os dois padres e os pais de Anneliese de homicídio causado por negligência médica. O bispo Josef Stangl, embora tivesse dado a autorização para o exorcismo, não foi indiciado pela promotoria em virtude de sua idade avançada e seu estado de saúde debilitado, vindo a falecer em 1979. Josef Stangl foi quem consagrou bispo o padre Joseph Ratzinger, que no futuro se tornaria o Papa Bento XVI.

O julgamento do processo, que passou a ser denominado como o Caso Klingenberg (em alemão: Fall Klingenberg), iniciou-se em 30 de março de 1978 e despertou grande interesse da opinião pública alemã. Perante o tribunal, os médicos afirmaram que a jovem não estava possuída, muito embora o Dr. Richard Roth, ao qual foi solicitado auxílio médico pelo padre Ernest Alt, teria feito a afirmação à época que não havia medicação eficaz contra a ação de forças demoníacas (cfe. fonte original: "there is no injection against the devil").

A verdadeira história de Emily Rose
O enterro de Anneliese
Os médicos psiquiatras, que prestaram depoimento, afirmaram que os padres tinham incorrido inadvertidamente em "indução doutrinária" em razão dos ritos, o que havia reforçado o estado psicótico da jovem, e que, se ela tivesse sido encaminhada ao hospital e forçada a se alimentar, o seu falecimento não teria ocorrido.

A defesa judicial dos padres foi feita por advogados contratados pela Igreja. A defesa dos pais de Anneliese argumentou que o exorcismo tinha sido ato lícito e que a Constituição Alemã protege os seus cidadãos no exercício irrestrito de suas crenças religiosas.

A defesa também recorreu ao conteúdo das fitas gravadas durante as sessões de exorcismo, que foram apresentadas ao tribunal de justiça, onde, por diversas vezes, as vozes e os diálogos — muitas vezes perturbadores — dos supostos demônios eram perfeitamente audíveis. Em uma das fitas é possível discernir vozes masculinas de dois supostos demônios discutindo entre si qual deles teria de deixar primeiro o corpo de Anneliese. Ambos os padres demonstraram profunda convicção de que ela estava verdadeiramente possessa e que teria sido finalmente libertada pelo exorcismo, um pouco antes da sua morte.

Ao fim do processo, os pais de Anneliese e os dois padres foram considerados culpados de negligência médica e foi determinada uma sentença de seis meses com liberdade condicional sob fiança.

Exumação

A verdadeira história de Emily Rose
O túmulo de Anneliese\
Antes do início do processo, os pais de Anneliese solicitaram às autoridades locais uma permissão para exumar os restos mortais de sua filha. Eles fizeram esta solicitação em virtude de terem recebido uma mensagem de uma freira carmelita do distrito de Allgaeu, no sudoeste da Baviera. A freira relatou aos pais da jovem que teria tido uma visão na qual o corpo de Anneliese ainda estaria intacto ou incorrupto e que esta seria a prova definitiva do caráter sobrenatural dos fatos ocorridos. O motivo oficial que foi dado às autoridades foi o de que Annieliese tinha sido sepultada às pressas em um sarcófago precário.

Os relatórios oficiais, entretanto, divulgaram a informação que o corpo já estava em avançado estado de decomposição. As fotos que foram tiradas durante a exumação jamais foram divulgadas. Várias pessoas chegaram a especular que os exumadores moveram o corpo de Anneliese do antigo sarcófago para o novo, feito de carvalho, segurando-o pelas mãos e pernas, o que seria um indício de que o corpo não estaria na realidade muito decomposto. Os pais e os padres exorcistas foram desencorajados a ver os restos mortais de Anneliese. O padre Arnold Renz mais tarde afirmou que teria sido inclusive advertido a não entrar no mortuário.

(Excluídas críticas de ateus e espíritas)

Legado

Em 1999, na cidade do Vaticano, o Cardeal Jorge Medina Estevez apresentou aos jornalistas a nova versão do Rituale Romanum, que vinha sendo usado pela Igreja Católica desde 1614. A nova versão, escrita em latim em 84 páginas com encadernação de couro carmim, veio depois de mais de dez anos de estudos e é denominada De exorcismis et supplicationibus quibusdam (em português: "De todos os gêneros de exorcismos e súplicas"). O Cardeal Estevez afirmou, durante a divulgação do rito reformado, que "a existência do demônio não é um ponto de vista, algo no qual se possa decidir acreditar ou não". O Papa João Paulo II aprovou o novo rito de exorcismo que agora é adotado em todo o mundo católico.

Anneliese na manhã do dia 01/07/1976
Segundo o Cardeal Jacques Martin, ex-administrador da Casa Pontifícia, em seu livro My Six Popes, o próprio Papa João Paulo II teria realizado um exorcismo em 1982, expulsando um demônio de uma mulher italiana que lhe fora trazida contorcendo-se, gritando e lançando-se ao chão. O Papa João Paulo II teria ministrado ainda dois outros exorcismos durante o seu pontificado[3].

Nos dias atuais, o túmulo de Anneliese Michel em Klingenberg em Main tornou-se um local de peregrinação para os cristãos que a consideram uma devota que experimentou extremos sacrifícios em um martírio voluntário para possibilitar a salvação espiritual de muitos.

Fonte: His Fier
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terça-feira, 23 de julho de 2013

A IGREJA CATÓLICA DESTRUIU TODOS OS ESCRITOS DOS PRIMEIROS CRISTÃOS!







O texto é propositalmente longo, mas a sua tese central (demonstrada à profusão de citações) é sucinta: basicamente, estes protestantes confessam que «os “pais de igreja” são de fato os pais da Igreja Católica Romana». Ou, de modo mais extenso: 









Todos os “pais de igreja” foram infectados com alguma falsa doutrina, e a maioria deles foi seriamente infectada. Até mesmo os denominados pais apostólicos do segundo século estavam ensinando o falso evangelho que o batismo, o celibato, e o martírio proveriam perdão de pecados (Howard Vos, Exploring Church History, pág. 12). E, a respeito dos “pais” posteriores, — Clemente, Orígenes, Cirilo, Jerônimo, Ambrósio, Agostinho, Teodoro, e João Crisóstomo — o mesmo historiador admite: “Nas suas vidas e ensinos, achamos a semente de quase tudo aquilo que surgiu depois. Em forma de semente aparecem os dogmas do purgatório, transubstanciação, mediação sacerdotal, regeneração batismal, e o inteiro sistema sacramental” (Vos, pág. 25).
Se por um lado é um alívio encontrar protestantes assumindo aquilo que nós católicos sempre dissemos (i.e., que a Igreja é e foi desde sempre Católica no mesmo sentido que o termo tem hoje em dia), por outro causa desconcerto a cegueira espiritual à qual podem ser levados os homens quando abandonam a Fé. A contradição chega a ser inacreditável: mesmo admitindo que o Cristianismo historicamente sempre foi aquilo que hoje em dia é pregado pela Igreja Católica, os hereges insistem em continuar protestantes!
O texto divide os Padres da Igreja em quatro grupos: pais apostólicos, ante-nicenos, nicenos e pós-nicenos. E não poupa a nenhum deles das acusações de “heresia” que, hoje em dia, os seguidores de Lutero gostam de vomitar sobre os que guardamos íntegra a Fé que recebemos dos Apóstolos. O texto não poupa sequer Santo Inácio de Antioquia! Ora, Santo Inácio é do primeiro século, foi discípulo de São João. Se nem no primeiro século havia Cristianismo nos moldes em que pregam atualmente os protestantes, cabe perguntar: e quando foi, então, que existiu Cristianismo sobre a terra? Se o registro histórico do Cristianismo dos primeiros séculos apresenta-O com as mesmas características que, hoje, encontram-se na Igreja Católica, que outra conclusão se pode tirar deste fato a não ser que o Catolicismo é, de fato, a fiel expressão histórica do Cristianismo? Se um herege encontra a Igreja Primitiva exuberantemente ensinando toda a Doutrina Católica que ele aprendeu a chamar de “heresia”, como não se perguntar se isto que lhe ensinaram ser “heresia” não é, na verdade, historicamente demonstrado, a mais legítima e pura expressão da Doutrina Cristã?
Para fugir a estas incômodas conclusões, os protestantes do referido site refugiam-se em um fideísmo francamente ridículo. Afirmam, sem o menor suporte racional para semelhante alegação, que a Igreja Católica destruiu todos os escritos dos primeiros cristãos (!) que continham a doutrina protestante. E, mesmo sem possuir nenhum indício desta pretensão absurda e irracional, não coram de vergonha ao afirmar o seguinte: «Isto não prova que a maioria das igrejas teve então a doutrina católica romana. Somente prova que esses escritos simpatizantes para com Roma foram permitidos sobreviver». A pergunta evidente a se fazer aqui seria, simplesmente, como é possível que os livros da Bíblia (que, segundo os protestantes, condenam as doutrinas católicas) tenham conseguido sobreviver a esta extraordinária reescrita da História do Cristianismo que a Igreja foi capaz de realizar?
Ora, se a Bíblia condena a Doutrina Católica, não teria sido fácil à Igreja (que «esteve no poder por um inteiro milênio», cuja «Inquisição alcançou os cantos mais distantes de Europa e além» e que  «fez tudo em seu poder para destruir os escritos daqueles que divergiam dela», como diz o artigo protestante) convenientemente apagar estes livros (ou as passagens destes livros) que A condenavam? Isto, no entanto, não foi feito. E, contraditoriamente, os protestantes seguem a Bíblia da Igreja ao mesmo tempo em que afirmam que Ela destruiu todos os escritos dos primeiros cristãos que combatiam o catolicismo então existente. Isto faz sentido para alguém?
Digno de nota também é o final do texto: lá, é feito um “alerta” a respeito do “poder dos Pais da Igreja em levar a Roma” (!), e são citados exemplos de convertidos famosos como o Beato John Newman e o Scott Hahn. Ora, ao invés de admitir o acerto desses ex-protestantes que preferiram abjurar de suas falsas crenças ao serem confrontados com as evidências de que a Igreja dos primeiros séculos era tão Católica Romana quanto a que hoje é guiada pelo Papa Bento XVI, os autores deste texto preferem “alertar” os seus leitores para que tomem “cuidado” com os textos dos Primeiros Cristãos! Ou seja, a tese deles é que os cristãos de literalmente todos os séculos são hereges: os únicos detentores do verdadeiro Cristianismo são os protestantes, e se falta suporte histórico para semelhante pretensão é justamente porque a Igreja – que sempre existiu – cuidou de varrer da história tudo que a podia desmascarar. Com este tipo de “lógica” não é possível debater.
Mas é bom divulgar textos assim para que os protestantes de boa fé possam, quiçá, com a graça de Deus, libertar-se das garras de Satanás e voltar ao seio da Igreja Católica, única e verdadeira Igreja de Cristo. Afinal, diante de tudo isso, talvez alguns protestantes de hoje (à semelhança de tantos outros) possam se libertar da sua heresia. Talvez a Virgem Santíssima os auxilie e eles, iluminados pelo Espírito Santo, ao perceberem que os primeiros cristãos eram católicos romanos, possam tirar a conclusão mais lógica: não que os primeiros cristãos eram hereges, mas sim que é impossível negar que o catolicismo romano seja, na verdade, o verdadeiro cristianismo.



POSTAGEM SEGUINTE - Após efetuar uma exata verificação da possessão (Infestatio) em setembro de 1975, o Bispo de Würzburg, Josef Stangl, autorizou os padres Ernest Alt e Arnold Renz a realizarem os rituais do Grande Exorcismo, cuja base é o Rituale Romanum, que ainda era, à época, uma lei canônica válida desde o século XVII.

POSTAGEM SEGUINTE - Nos anos 70-140 o número de seitas dentro da Igreja foi enorme. Basta recordar as dos ebionitas, satornilos, alobianos, severianos, apotácticos, sacóforos e hidropasianos entre outras. Quase todas elas tinham como base intelectual o gnosticismo dualista (dois princípios vitais) e esotérico...


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