sábado, 29 de agosto de 2015

HÁ CORPOS INCORRUPTOS DE SANTOS ENTRE OS PROTESTANTES E ORTODOXOS





Mensagem
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"A paz.



Queria saber qual a opinião da Igreja sobre curas e outras coisas que acontecem em igrejas protestantes. Seria realmente a ação do Espírito Santo ou seria prodigios realizados por demonios? O motivo dessa pergunta surgiu numa conversa com minha mãe que pegou carona com uma amiga que é adventista e no carro essa amiga comentava que "um pastor tinha ungido as pessoas" e uma mulher teria sido curada de um câncer, então minha mãe veio perguntar-me se numa seita isso poderia acontecer. E já que toquei no assunto seita: numa igreja que é considerada como religião e não como seita existe a ação do Espirito mesmo que a mesma não obedeça ao Magistério?"



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RESPOSTA:



Caríssimo Bruno César,

Pax et Bonum!



Agradecemos a confiança depositada em nosso Apostolado e pedimos perdão pela demora em responder-te.



CATEDRAL ORTODOXA DE SÃO PAULO
1. O ensino da Igreja sobre os milagres


Os milagres são sempre e invariavelmente a intervenção sobrenatural de Deus na vida de uma pessoa ou na história da humanidade e esta intervenção sempre está vinculada à confirmação da Revelação Divina, à ratificação do Evangelho, que nos liberta do pecado. O milagre é uma “assinatura de Deus” à Verdade que Ele revelou, a qual se encontra na Igreja que Ele fundou, Una, Santa, Católica e Apostólica. Deus só assina o que é seu, motivo pelo qual os milagres – falamos aqui de milagres verdadeiros – invariavelmente estão vinculados à Igreja Católica, única e verdadeira Igreja de Cristo.


Catecismo da Igreja Católica é claro a respeito, conforme citamos a seguir:


motivo de crer não é o fato de as verdades reveladas aparecerem como verdadeiras e inteligíveis à luz da nossa razão natural. Nós cremos ‘por causa da autoridade do próprio Deus revelador, que não pode enganar-se nem enganar-nos’. ‘Contudo, para que a homenagem da nossa fé fosse conforme à razão, Deus quis que os auxílios interiores do Espírito Santo fossem acompanhados de provas exteriores da sua Revelação’. Assim, os milagres de Cristo e dos santos, as profecias, a propagação e a santidade da Igreja, a sua fecundidade e estabilidade ‘são sinais certos da Revelação, adaptados à inteligência de todos’, ‘motivos de credibilidade’, mostrando que o assentimento da fé não é, ‘de modo algum, um movimento cego do espírito’” (n.156).

Neste trecho o Catecismo afirma, portanto, que os milagres são “sinais certos da Revelação”, “motivos de credibilidade”. Ora, sinal é o que indica o caminho certo; sinalizar é mostrar por onde se deve ir. Se o milagre é “sinal certo de Revelação” só poderá, portanto, ser sinal da Revelação Verdadeira, tal como Cristo nos ensinou e como está depositada na Fé da Sua Igreja. Um milagre, portanto, é um sinal da Verdade, um “motivo de credibilidade”, i.e., uma razão para crer na Verdade de Cristo. Ele está ligado, pois, necessariamente à Verdade de Cristo, da qual a Igreja Católica é depositária fiel.

Em outro momento, o Catecismo afirma o mesmo:

“Jesus acompanha as suas palavras com numerosos ‘milagres, prodígios e sinais’ (Atos 2,22), os quais manifestam que o Reino está presente Nele. Comprovam que Ele é o Messias anunciado. Os sinais realizados por Jesus testemunham que o Pai O enviou. Convidam a crer Nele. Aos que se Lhe dirigem com fé, concede-lhes o que pedem. Assim, os milagres fortificam a fé Naquele que faz as obras do seu Pai: testemunham que Ele é o Filho de Deus. Mas também podem ser ‘ocasião de queda’. Eles não pretendem satisfazer a curiosidade nem desejos mágicos. Apesar de os seus milagres serem tão evidentes, Jesus é rejeitado por alguns; chega mesmo a ser acusado de agir pelo poder dos demônios” (nn. 547-548).

Novamente ressalta-se aí a função do milagre: eles “manifestam o Reino de Deus”, “comprovam que Jesus é o Messias anunciado”, “fortificam a fé Naquele que faz as obras de seu Pai: testemunham que ele é o Filho de Deus”. São testemunhos do Reino, ratificação do Evangelho, comprovação da Verdade de Cristo. Assinatura de Deus, portanto: e Deus só assina o que é Seu.

2. O milagre não teria antes a função de aliviar os sofrimentos dos homens?

Os milagres, conforme nos mostram os Evangelhos, têm em primeiro lugar a função de testemunhar onde está a Verdade, de sinalizar onde Deus fala. Jesus Cristo realiza milagres em vários doentes, cura-os de suas enfermidades; mas sempre pela sua Fé Nele.

A principal doença do homem é o pecado. Por meio do pecado entrou no mundo a enfermidade, o sofrimento e a morte. É a libertação do pecado que Deus visa para o homem em primeiríssimo lugar, e esta libertação só pode ser consumada por meio da adesão plena ao Evangelho de Jesus Cristo, da Fé em Nosso Senhor, o único que nos salva da tirania do Demônio e do domínio do pecado.

O milagre ratifica, pois, em primeiro lugar, o Evangelho, porque é o Evangelho que nos cura da principal enfermidade: a enfermidade da alma, o pecado. Curando os sofrimentos do corpo, livrando-nos das doenças do organismo, Cristo visa, antes de tudo, voltar-nos a Ele, conduzir-nos a Ele, e levar-nos à nossa adesão ao Seu Evangelho.

O milagre não teria razão de ser se deixasse o homem à toa no mesmo estado de pecado e ignorância em que se encontrasse: que motivo teria Deus para realizar um milagre se Ele não levasse o homem a Ele? Que motivo teria Deus para curar o corpo se por meio disso não visasse antes curar a alma, pela libertação do pecado a partir do Evangelho? Assim Deus salvaria o corpo da enfermidade, mas deixaria o homem no mesmo estado de pecado e ignorância em que se encontra a sua alma! Salvaria o corpo, e deixaria a alma à revelia da condenação! Isto não é Misericórdia Divina, e não condiz com o projeto de Deus, que o Evangelho nos apresenta.

O milagre, portanto, só tem razão de ser porque Deus aí, pela sua ação poderosa e sobrenatural – seja curando o homem, seja realizando fenômenos inexplicáveis na história –, ratifica por meio dele o seu Evangelho, confirma sua Revelação, Revelação que salva o homem. E assim o milagre volta o homem a Deus; e, se o homem aceita este convite de Deus, poderá ser salvo. Deus assim harmoniza seus atos: salva o corpo para salvar a alma, age na matéria para agir mais ainda no espírito.

3. Os milagres na Igreja Católica

Sendo o milagre, necessariamente, uma ratificação do Evangelho, uma confirmação da Verdade de Cristo, intervenção divina na natureza e na história que visa a sinalizar a verdade de Sua Revelação, está o milagre necessariamente vinculado à Igreja Católica, fundada por Cristo e única detentora da Verdade.

E vários são os milagres ocorridos em meios católicos, sejam curas, sejam milagres permanentes – aqueles que estão aí para qualquer um ver.



As curas ocorridas em meios católicos, como Lourdes, por exemplo, passaram pelo crivo de especialistas e médicos, tendo sido consideradas inexplicáveis do ponto de vista científico ou natural, além de serem irreversíveis e associadas a um contexto religioso católico. Inserem-se, neste contexto, também as curas operadas por grandes Santos ainda em vida, como São Pio de Pietrelcina e São Pio X, por exemplo, que tinham o dom da cura.


Mas existem também curas alcançadas pela intercessão dos Santos após sua morte, milagres estes que atestam a santidade do indivíduo em um processo de canonização, quando são pela ciência confirmados como realmente inexplicáveis, sobrenaturais. As pílulas de Santo Antonio de Santana Galvão são um exemplo bastante recente e próximo, dado a canonização do Frei em 2007 pelo Papa Bento XVI em sua visita ao Brasil, onde estas pílulas foram bastante exploradas pela Mídia. Mas muitos milagres são também relatados por pessoas que recorreram à intercessão de outros santos; citamos apenas alguns: Santa Rita de Cássia, Santa dos Casos Impossíveis e Desesperados; São Peregrino Laziosi, Padroeiro dos doentes de câncer; São Camilo de Léllis, que dedicou toda a vida aos doentes, entre muitos outros.



Existem ainda os grandes milagres permanentes ocorridos na Igreja Católica, e que são completamente inexplicáveis para a ciência. É interessante notar que, no caso destes milagres, é ainda mais patente o caráter de ratificação da Verdade pelo milagre, pois estes estão sempre ligados à confirmação de algum ponto da doutrina católica que estava sob ataque ou sob o perigo da descrença na época em que ocorreu o milagre.

O milagre eucarístico de Lanciano é um ótimo exemplo. A hóstia consagrada se transmutou em carne em espécie e o vinho consagrado em sangue em espécie. Este milagre, acontecido há 12 séculos, ocorreu num momento em que os dogmas eucarísticos corriam perigo. O monge que consagrou a hóstia e o vinho que se transformaram em espécie – pois já o eram sacramentalmente – na Carne e no Sangue de Cristo era um dos que estavam em dúvidas sobre a Presença Real de Cristo na Eucaristia. E, embora se tenha passado há 12 séculos, ainda hoje permanece em perfeito estado de conservação a Carne e o Sangue, e os médicos que analisaram o milagre concluíram que são como se tivessem sido retirados hoje de uma pessoa viva! Todos os outros milagres eucarísticos – e são vários – possuem, com algumas poucas variações, as mesmas características.

O milagre do manto do índio Juan Diego em que apareceu Nossa Senhora de Guadalupe é igualmente impressionante. Institutos como a própria NASA fizeram descobertas estarrecedoras no milagre de Guadalupe, como o fato de a imagem não estar pintada no pano, mas suspensa sobre ele – como que levitando –; ou ainda o fato de que o material da imagem não existe neste mundo; ou os batimentos cardíacos que se pode escutar no ventre da Virgem Maria nesta imagem, na qual a Virgem está gestante. Este milagre ocorreu para que o Bispo da Diocese de Juan Diego atestasse a veracidade da aparição da Virgem Maria a Juan Diego, e a veracidade do pedido da Virgem, que queria fosse construída uma capela para os índios de uma aldeia. É ainda mais espantoso o fato de que, com o auxílio de potentes microscópicos, foi descoberta no olho da Virgem Maria, nesta imagem, a “fotografia” da reação do Bispo no exato momento em que a imagem apareceu, como refletida nas pupilas da imagem; e refletida nas pupilas do Bispo estava o próprio índio Juan Diego no momento em que abaixou seu manto e surgiu a imagem. 

Mas talvez o mais impressionante milagre permanente seja o Santo Sudário de Cristo, objeto de inumeráveis estudos, os quais comprovaram, entre outras coisas, que ele é mesmo da época de Cristo e mais: que aquela imagem não foi só marcada com o sangue no pano, mas que foi provocada por uma grande explosão de energia, semelhante à explosão de uma bomba atômica – seria o momento da Ressurreição? –, e que tal fluxo de radiação foi tão forte que no Sudário se pode perceber até os ossos do Cristo, como se ali tivesse sido aplicado um Raio-X. Inútil é falar sobre os incríveis fenômenos ligados ao Santo Sudário, pois são muitos. Muitos, e a cada dia são descobertos mais, e cada vez mais incríveis. Tanto que foi criada uma ciência especificamente para o estudo do Santo Sudário: a Sindonologia.

Existem ainda os inúmeros corpos incorruptos de santos, que estão há séculos sem se decomporem, e isso sem nenhum auxílio de mumificação!

Enfim, são milagres como estes que podem ser considerados milagres realmente verdadeiros, e diante dos quais a Ciência se cala e contempla a Deus.

Além disso, é importante salientar que tais milagres – realmente milagres, sobrenaturais – estão ligados à Igreja Católica. E necessariamente confirmam a Verdade de Cristo, da qual a Igreja é depositária fiel. Isto fica bastante patente nos milagres permanentes – que não existem em nenhuma outra Igreja ou religião a não ser a Católica – e que estão diretamente ligados à confirmação de alguma ponto da Revelação Divina.

Os milagres são sinais de Deus para atestar a sua autoria. E Deus só assina o que é seu. Estudiosos como Olavo de Carvalho e o Padre Quevedo já comprovaram, sob ótica puramente científica, que milagres verdadeiros só ocorreram antes de Cristo no judaísmo antigo, na época de Cristo com Ele próprio e depois de Cristo na Igreja Católica, a Nova Israel, destinatária da Nova Aliança. Isto é cientificamente comprovado.

São milagres que confirmam que a Igreja Católica é a verdadeira Igreja de Cristo. Estão aí, pra quem quiser ver, para os que crêem e para os que não crêem, provando a veracidade de nossa Igreja.


4. Milagres “fora” da Igreja Católica



Não existem milagres fora da Igreja Católica. Deus só assina o que é seu, e não poderia operar milagres fora da Sua Igreja, da religião por Ele revelada, e assim confirmar o homem no erro.

O que existem são milagres que ocorrem fora dos limites visíveis da Igreja, mas dentro de seus limites invisíveis. São milagres que ocorrem em católicos que visivelmente não pertencem à Igreja, mas pertencem invisivelmente à sua alma; são pessoas que, embora não professem a Fé Católica explicitamente, vivem em ignorância invencível, mas segundo os ditames da reta razão, e assim podem também salvar-se - por meio de Jesus Cristo, através da Igreja Católica, segundo a qual vivem mesmo sem conhecê-la. Estas pessoas são aqueles adeptos de outras religiões ou denominações cristãs que possuem uma ignorância invencível, que lhes impede de ver que a religião católica é a única verdadeira; e desta sua cegueira não possuem culpa própria. Os portadores desta ignorância invencível, mesmo sendo pertencentes a outra religião, se seguirem os ditames da Lei de Deus gravados no seu coração, podem ser chamados católicos pertencentes de maneira invisível à Alma da Igreja, ainda que não pertençam de maneira visível ao seu Corpo. O milagre fora dos limites visíveis da Igreja ocorre a estes (que pertencem aos limites invisíveis da Igreja), ou para convertê-los ou para atestar o que há de católico nestas pessoas, ainda que não pertençam plenamente à religião católica. Deus não realiza o milagre aí para confirmar a pessoa no erro, mas para facilitar-lhe a conversão e para mostrar-lhe onde está a verdade.

Não existe milagre desvinculado da Igreja Católica.

Por isso se diz que fora da Igreja Católica (e aí abrangemos os limites visíveis e invisíveis da Igreja) não existe milagre verdadeiro. O milagre verdadeiro só ocorre vinculado à religião católica, seja visivelmente, aos pertencentes ao Corpo da Igreja, seja invisivelmente, àqueles que, pela ignorância invencível, pertencem à Alma da Igreja.

Por isso podemos, sim, negar que o milagre verdadeiro ocorra em contextos não-católicos, pois mesmo se ocorrer fora dos limites visíveis da Igreja, estará, contudo, nos limites invisíveis da Igreja, isto é, num contexto católico igualmente. É impossível um milagre completamente desvinculado do contexto católico, caso contrário Deus estaria assinando algo que não é seu.

Os milagres verdadeiros – i.e., confirmadamente sobrenaturais – que ocorrem fora dos limites visíveis da Igreja, mas dentro dos seus limites invisíveis, ocorrem sempre relacionados direta ou indiretamente a algum elemento católico: seja um sacramental católico (uma bênção, por exemplo), seja uma oração católica – feita pela pessoa que recebeu o milagre, ou por uma segunda em prol desta primeira –, seja a estampa ou outra imagem de um santo, ou algum objeto de devoção católica (um Terço, p.ex.), etc. Para terceiros pode ser imperceptível este elemento, mas para a pessoa agraciada com o milagre este elemento será perceptível e lhe indicará o caminho certo: a Igreja Católica.

Uma prova patente da inexistência de milagres fora da Igreja Católica (e “fora” aí significa tanto fora dos limites visíveis quanto invisíveis da Igreja, e desvinculados de qualquer contexto ou elemento católico) são os santos incorruptos. Existem cadáveres incorruptos em ambientes anglicanos (como a Catedral de Canterbury) e em ambientes russo-ortodoxos. Mas estes cadáveres são sempre de épocas anteriores aos cismas das Igrejas Ortodoxas Orientais e Anglicanas! Após os cismas, pararam de ocorrer corpos incorruptos nestas comunidades, embora tenham continuado a ocorrer (e continuam) na Igreja Católica! Um dado como esse não pode ser ignorado.

Outro exemplo: Alphonse Ratisbonne e Theodore Ratisbonne foram agraciados com o grande milagre de uma visão da Virgem Maria Santíssima, mesmo sendo judeus; mas esta visão esteve ligada a um elemento católico (uma oração mariana) e logo depois estes se converteram ao Catolicismo, se tornaram padres e ainda fundaram uma Congregação de sacerdotes: a Congregação de Nossa Senhora do Sion, que visa à conversão dos judeus. O milagre, nestes judeus, ocorreu para que se convertessem e para atestar o que já possuíam de católicos. Enfim, tudo está, novamente, direcionado à Igreja Católica. Pois Deus só assina o que é seu.

Vale salientar que milagre é uma ação sobrenatural de Deus, sempre extraordinária. Não é toda coisa que é milagre. Quando Deus facilita, por exemplo, o acesso de uma pessoa a um tratamento para sua doença ou a um médico, sendo esta pessoa católica ou não, isto não é milagre, não é extraordinário nem sobrenatural. É simplesmente uma ação ordinária da Misericórdia de Deus.

Ações extraordinárias e sobrenaturais mesmo, que caracterizam um verdadeiro milagre, só ocorrem é ambientes católicos ou vinculados a algum elemento católico.

Aqueles shows de curas que se vê nos programas dos protestantes pentecostais não passa muitas vezes de um grande teatro de auto-sugestionamento, hipnologia e indução psicológica.


5. Curas e “Milagres” em comunidades protestantes

Com sua pergunta, creio que te refiras aos espetáculos de curas que presenciamos nos meios neo-pentecostais.

Historicamente falando, até hoje não existe sequer um “milagre” ocorrido em comunidades protestantes que tenha sido cientificamente comprovado como milagre verdadeiro, isto é, ação sobrenatural e inexplicável, de tal maneira que só se poderia conceber como intervenção divina.

Nenhum milagre ou cura ocorrido em meios protestantes é realmente sobrenatural. Na maioria das vezes, são curas obtidas por auto-sugestão do doente, efeitos placebos obtidos por indução psicológica; algo semelhante ao que pode obter um hipnologista. As técnicas dos pastores protestantes para isso são semelhantes à da PNL (Programação Neuro-Linguística), são recheadas de retórica, apelo sentimental e psicológico, que induzem a mente a enganar a dor ou cessar os sintomas da doença. Por estes meios, são curas perfeitamente explicáveis do ponto de vista científico e natural. Aliás, muitos psicólogos já usam terapias semelhantes para a obtenção das mesmas curas. Ademais, muitas vezes estas curas não são irreversíveis, mas apenas uma cessação momentânea dos sintomas, como um analgésico, obtida por auto-sugestionamento. Não podem ser consideradas, pois, milagres verdadeiros.

Aqueles shows de curas que se vê nos programas dos protestantes pentecostais não passa muitas vezes de um grande teatro de auto-sugestionamento, hipnologia e indução psicológica.

Um milagre verdadeiro, em alguma comunidade protestante ou cismática, só poderia ocorrer vinculado a algum elemento católico, que mostrasse à pessoa agraciada com o milagre onde está a verdade. Pois, conforme muito dissemos, Deus só assina o que é seu. E a divisão, a falta de unidade, a desunião, os erros doutrinários verificados em meios protestantes não são de Deus. Deus não poderia, pois, ratificar com sua assinatura coisas deste tipo.

Não há, pois, milagre verdadeiro fora da Igreja Católica.

Esperamos ter te ajudado.

Atenciosamente,

Taiguara Fernandes de Souza




Autor: Taiguara Fernandes de Sousa

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Taiguara Fernandes de Sousa.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

MAIS UMA QUE OS "CRENTES" ACABAM DE INVENTAR: "UMA BOA E GROSSA MENTIRA"...


O FERNANDO NASCIMENTO SURPREENDE MAIS UMA MENTIRA NAS BOCAS DOS EVANGÉLICOS QUE É A SEGUINTE:




Elisson Freire: outro protestante mentiroso.
Para sua facilidade, clique aqui: "MINHA LUTA" de Adolph Hitler. Mas nem precisa disso. Reproduzo aqui a página citada 152 e mais alguma coisa:







terça-feira, 25 de agosto de 2015

EDIR MACEDO ARREBATADO AOS CÉUS. OH, GLÓRIA!!!


Anderson Biscaro  que compartilhou o vídeo de Bispo Romualdo: "O que vocês acham? noticia de ultima hora houve o arrebatamento, e Edir Macedo foi levado pro céu, pastor ex-universal (Será que é o Valdomiro? ou será que é o RRSoares? ) que fundou a sua igreja não foi levado e não quis dar entrevista..."





Oswaldo De Paula Garcia: Os fariseus que perguntaram a Jesus quando viria do Reino de Deus, respondeu ele: "... o Reino de Deus já está no meio de vós". Mais tarde ele explica a seus discípulos:



"... naquela noite dois estarão numa cama: um será tomado e o outro será deixado; duas mulheres estarão moendo juntas: uma será tomada e a outra será deixada. Dois homens estarão no campo: um será tomado e o outro será deixado. Perguntaram-lhe os discípulos: Onde será isto, Senhor? Respondeu-lhes: Onde estiver o cadáver, ali se reunirão também as águias" (Lc 17,34-37).



Jesus foi arrebatado aos Céus, porém sua Igreja continua na terra. Em outra parte diz ele "Eis que estarei convosco até a consumação dos séculos" (Mt 28,20). 

Portanto, quem procura Jesus fora de seu lugar, que é a Igreja, estará desobedecendo a Cristo e seguindo a Satanás, autor de todos os cismas. 

Vejam o que disse Jesus, depois de afirmar que, depois de sua ressurreição seus discípulos não mais o veriam (Lc 17,22). É muito grave a advertência do Filho de Deus para a qual os iludidos com os falsos milagres (Mt 24,24), "milagres" que não suportam uma análise mais severa (Macedão, Mirão e demais):

"Então vos dirão: Ei-lo aqui; e: Ei-lo ali. Não deveis sair nem os seguir" (Lc 17,23).

Em Mateus, encontramos as mesmas advertências: "Se, pois, vos disserem: Vinde, ele está no deserto, não saiais. Ou: Lá está ele em casa, não o creiais" (Mt 24,26).


"NÃO SAIAIS!... NÃO CREIAIS"

Se você, meu irmão, SAIU E ACREDITOU, ainda não significa que você não é um ESCOLHIDO. Resta-lhe ainda uma esperança:

VOLTAR IMEDIATAMENTE À CASA DO PAI. Se, porém, ainda lhe restam dúvidas, verifique, você mesmo, se 
aquela igreja na qual você se encontra em meio de um turbilhão de seitas, pode mostrar-lhe, pelo menos, um MILAGRE que tenha sido rigorosamente examinado por peritos de renome e honestos. Se não pode, tenha esta certeza: você está numa furada porque Deus identifica sua verdadeira com milagres e prodígios VERDADEIROS. Se, mesmo assim, preferir ficar... é sinal de que você não é mesmo um dos ESCOLHIDOS.

CATÓLICOS, Jesus está INVISÍVEL em sua Igreja, aquela que foi por ele edificada sobre CEFAS (a pedra). Cuidado para não perder a sua fé. Aqueles que não tinham fé robusta, por causa de tantos falsos milagres, foram atrás de falsos cristos e falsos profetas:  "...levantar-se-ão falsos cristos e falsos profetas, que farão milagres a ponto de seduzir, se isto fosse possível, até mesmo os escolhidos" (Mt 24,14).

sábado, 22 de agosto de 2015

SOBRE A BELEZA


Uma lenda sobre a Beleza

Por MALBA TAHAN





Há uma lenda que fala sobre a beleza. Lenda essa esquecida pelos homens. Trata-se de uma lenda antiga, cheia de sabedoria.


Certa vez, por um triste capricho da Fatalidade, o poder do mundo foi cair nas mãos odientas da Vulgaridade.

— Que fez a Vulgaridade ao subir ao trono? Resolveu destruir e aniquilar a sua perigosa rival — a Beleza.

Chamando o Tédio, seu servo predileto, disse-lhe a execrável soberana:

— Detesto a Beleza! Quero fazê-la desaparecer da face da terra. Tens ordem para pendê-la e matá-la de qualquer modo.

O Tédio respondeu:

— Escuto e obedeço, senhora! Mas, afinal, como é a Beleza? Como poderei encontrá-la, se não a conheço?

— Ora, nada mais simples — tornou a Vulgaridade. — Interroga um poeta qualquer e logo saberás como é a Beleza.

Partiu o Tédio. Encontrando um poeta interpelou-o:

— Como é a Beleza?

Sem hesitar, respondeu o poeta:

— Ainda ignoras? A Beleza é loura, de olhos azuis da cor do céu; a sua pele é clara e rosada, as suas mãos...



— Basta! Tudo o mais que disseres seria fastidioso e inútil. Já sei como é a Beleza! Vou descobri-la por mais oculta que esteja.

E o Tédio partiu em busca da Beleza...

Depois de muito caminhar, chegou ao país de Moab, para além do grande deserto. Um camponês repousava sob uma árvore.

— Terás visto, por aqui — perguntou o Tédio — a Beleza que procuro?

— Queres descobrir a Beleza! — exclamou o camponês. — Ei-la precisamente ali, ó forasteiro!

E apontou na direção de uma jovem que se encaminhava para a ponte, levando ao ombro um pequeno cântaro.

O Tédio procurou certificar-se. A graciosa moça era morena, de olhos verdes e cabelos castanhos como as filhas de Judá! Mas como diferia da que fora descrita pelo poeta! Não, não podia ser a Beleza!

— A Beleza fugiu para a China! — informou um peregrino.

Seguiu o Tédio para a China e indagou de um rico mandarim que soltava papagaios de seda:

— Senhor! Teria a Beleza aparecido em vossa terra?

— Apareceu, sim — replicou, alegre, o mandarim. — Ei-la!

E com o seu dedo de unha longa e angulada, apontou para uma moça ocupada em fabricar lanternas de papel.

O escravo da Vulgaridade preparou-se para executar a ordem que recebera. Enganara-se, porém, o informante. A jovem que o mandarim indicara era pálida, esguia, tinha os olhos amendoados, os cabelos negros e ondulados. Não; aquela não podia ser a Beleza!

O Tédio deixou o país dos chineses e foi em busca de outros climas. Diante dele a Beleza fugia sempre, ocultando-se astuciosamente. Todo o seu esforço tornou-se inútil. Não conseguiu encontrar e destruir a Beleza!

Mas a eterna e incomparável Beleza só a encontra quem a procura com sabedoria. Sigam esse conselho meus amigos e amigas:

— Eis por que a Beleza floresce e domina, sob aspectos tão diversos, quando a observamos, nos inconquistáveis recantos e países do mundo. Aqui é morena e tem olhos negros, mais adiante é loura, de claros olhos de anil. Aqui é viva e alegre, para, além, surgir sentimental e terna!

É que a Beleza, para fugir do mal do Tédio e ao perigo da Vulgaridade, varia sempre e sem cessar.

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

"O BÊBADO E ANTISSEMITA" E A IGNORÂNCIA DO FERNANDO NASCIMENTO



Refutando Elisson Freire em seu malabarístico embuste intitulado: “Lutero bêbado antissemita e a ignorancia hipócrita do Fernando Nascimento”.


Logo no título de sua falácia, o sujeito escreveu “ignorancia” (sic), e a ignorância é minha, imagine. Não demorará e ele correrá para corrigir isso, depois de minha dica ortográfica. (Já dei um print).
Não vou perder tempo com os insultos pessoais de Elisson Freire a mim, Fernando Nascimento e a Nicélia Santos (grande amiga virtual), a quem ele dizia que era minha “secretária” sem eu nunca a tê-la visto pessoalmente e sequer ter pisado no Estado em que ela reside. As tentativas frustradas de Elisson Freire em tentar por um par de asas nas costas do sanguinário Lutero cairão definitivamente, pois vamos colocar Lutero e os próprios luteranos para calar o Elisson, provando que o heresiarca era mesmo um bêbado e um antissemita que inspirou Hitler e os nazistas a dizimarem seis milhões de judeus. Veja tudo em apenas dois atos.


1 - Elisson estava fantasiando. Lutero era mesmo um bêbado.

Depois de ter enchido a cara e sonhar que estava “derrotando” o papado, dizia o próprio Lutero:

"E enquanto eu dormia ou bebia a cerveja de Wittenberg junto de meus amigos Philipe e Amsdorf, a Palavra enfraquecia o papado de forma tão grandiosa que nenhum príncipe ou imperador conseguiu infligir-lhes tantas derrotas. Eu nada fiz: a Palavra fez tudo." (Martinho Lutero, LW 51.77), (Martinho Lutero, citado por Gordon Rupp, em Luther’s Progress to the diet of Worms, p.99. Works of Martin Luther – Filadélfia: Muhsenberg Press 1955.)

Na realidade, quando sóbrio, Lutero teve a oportunidade de enviar seu melhor representante, o Carlostad, para debater com o representante do Papa, o teólogo Johannes Eck, e foi derrotado vergonhosamente, e assim declarou em carta a Melanchton:

 “Eck tem as vantagens: ele triunfa e reina. Estes leipziganos não nos saudaram, nem visitaram, mas nos trataram como inimigos, enquanto acompanharam Eck em toda parte... para nossa vergonha... aí está todo o drama: começou mal e acabou pior... discutimos mal” (Enders: corr. II, 85, 20 de julho de 1519).

Em 6 de novembro de 1530, numa carta enviada a Jerônimo Weller, homem cheio de problemas psicológicos, Lutero aconselha:

"Quando o Diabo te afligir com estes pensamentos [ideias melancólicas], palestra com os amigos, bebe mais largamente, joga, brinca ou ocupa-te em alguma coisa. De vez em vez se deve beber com abundância, jogar, divertir-se, e mesmo cometer algum pecado, por ódio e acinte ao Diabo, para lhe não darmos a oportunidade de perturbar a consciência com ninharias... Quando o Diabo te disser 'não bebas', responde-lhe: já que me proíbes, hei de beber, e em nome de Jesus Cristo, beberei mais copiosamente..."

Após ter dado estes "sábios conselhos", o reformador acrescentou, baseado na sua própria experiência:

"Por que pensas que eu bebo assim com mais largueza, cavaqueio com mais liberdade e banqueteio-me com mais frequência, senão para atormentar e ridicularizar o demônio, que quer atormentar e ridicularizar a mim?... Todo o Decálogo [os Dez Mandamentos da Lei de Deus] deve sumir dos nossos olhos e da nossa alma, de nós, tão perseguidos e molestados pelo Diabo." (Propôs de Table, dos discípulos de Lutero.

- O valor dessa obra, como elemento de análise da personalidade de Lutero, foi salientado numa frase incisiva, na página 810 do volume V do Larousse du XX" siècle: "Nenhum livro é mais próprio para fornecer uma idéia tão completa do que era Lutero na intimidade.")

Assim comprova-se que Lutero era um bêbado que usava o Diabo como desculpa. Ainda hoje, muitos seguidores seus ao serem pegos em práticas criminosas, acusam igualmente o Diabo pelos seus atos.

2 - Elisson estava mentido Lutero era mesmo um antissemita. Os luteranos já reconhecerem isso:

Os cristãos luteranos afirmam que a Igreja Luterana tem esse nome em homenagem ao seu mais famoso líder, porém não acata todos os escritos teológicos de Lutero, principalmente os escritos que atacam os judeus. Desde os anos 1980, alguns órgãos da Igreja Luterana formalmente denunciaram e dissociaram-se dos escritos de Lutero sobre os judeus. Em novembro de 1998, no 60º aniversário de Kristallnacht, a Igreja Luterana da Baviera emitiu uma afirmação:

"é imperativo para a Igreja Luterana, que sabe que é endividada ao trabalho e a tradição de Martinho Lutero, de levar a sério também as suas declarações anti-judaicas, reconhece a sua função teológica, e reflete nas suas conseqüências. Temos que nos distanciar de cada [expressão de] antissemitismo na teologia Luterana".

Estas “Expressões de antissemitismo” a que se referem os luteranos, estão por exemplo no panfleto de Lutero  “CONTRA OS JUDEUS E SUAS MENTIRAS”, obra esta, reproduzida na ‘História do Antissemitismo’, de Leon Poliakov. Dizia o raivoso Lutero contra os judeus:

“(…) Finalmente, no meu tempo, foram expulsos de Ratisbona, Magdeburgo e de muitos outros lugares… Um judeu, um coração judaico, são tão duros como a madeira, a pedra, o ferro, como o próprio diabo. Em suma, são filhos do demônio, condenados às chamas do Inferno. Os judeus são pequenos demônios destinados ao inferno.” (‘Luther’s Works,’ Pelikan, Vol. XX, pp. 2230).

”Queime suas sinagogas. Negue a eles o que disse anteriormente. Force-os a trabalhar e trate-os com toda sorte de severidade … são inúteis, devemos tratá-los como cachorros loucos, para não sermos parceiros em suas blasfêmias e vícios, e para que não recebamos a ira de Deus sobre nós. Eu estou fazendo a minha parte.” (‘About the Jews and Their Lies,’ citado em O’Hare, in ‘The Facts About Luther, TAN Books, 1987, p. 290).

E ainda:

“Resumindo, caros príncipes e nobres que têm judeus em seus domínios, se este meu conselho não vos serve, encontrai solução melhor, para que vós e nós possamos nos ver livres dessa insuportável carga infernal – os judeus.” (Martim Lutero: Concerning the Jews and their lies [A respeito dos judeus e suas mentiras], reimpresso em Talmage, Disputation and Dialogue, pp. 34-36.)

No livro Why the Jews(Por Que os Judeus?), Dennis Prager e Joseph Telushkin escrevem:
“(...) os escritos posteriores de Lutero, atacando os judeus, eram tão virulentos que os nazistas os citavam freqüentemente. De fato, Julius Streicher (nazista), argumentou durante sua defesa no julgamento de Nuremberg que nunca havia dito nada sobre os judeus que Martim Lutero não tivesse dito 400 anos antes”. (...) “Ao executarem seu primeiro massacre em larga escala, em 9 de novembro de 1938, no qual destruíram quase todas as sinagogas da Alemanha e assassinaram trinta e cinco judeus, os nazistas anunciaram que a perseguição era uma homenagem ao aniversário de Martim Lutero.” (Dennis Prager e Joseph Telushkin: Why the Jews? The reason for anti-Semitism [Por que os Judeus: A causa do antissemitismo] (Nova York: Simon & Shuster, 1983), p. 107.)

Fica assim comprovado que todos os esforços malabaristicos de Elisson Freire em tentar santificar Lutero foram vãos. As palavras abaixo de Erasmo de Rotterdam, ao inconteste bêbado, antissemita e também mentiroso Lutero, bem serviriam para denunciar o aleivoso malabarista Elisson Freire.

Erasmo de Rotterdam a Lutero:

"Revelarei a todos que mestre insigne és em falsificar, exagerar, maldizer e caluniar. Mas já toda gente o sabe... Na tua astúcia sabes torcer a própria retidão, desde que o teu interesse o requeira. Conheces a arte de mudar o branco em preto e de fazer das trevas luz". (Grisar, Luther, II, 452 e ss, apud Franca, IRC: 200, nota 96).

Para conhecer mais de Lutero, acesse: “Conhecendo Lutero” em:


E ainda: “O Nazismo nasceu do Protestantismo (Inédito)”:
http://fimdafarsa.blogspot.com.br/2013/09/o-nazismo-nasceu-do-protestantismo.html.











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