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segunda-feira, 18 de setembro de 2017

PEDIDOS DE PERDÃO DO PAPA JOÃO PAULO II


Sobre os pedidos de perdão do papa João aulo II


A quem, por que e por quem o Papa pediu perdão.
1. Igreja e membros da Igreja
2. Por quem o Papa pediu perdão ?
3. Antecedentes
4. Comentários e texto do pedido de perdão

1. Igreja e membros da Igreja
"Papa reconhece os pecados da Igreja"!, "Igreja pedirá perdão por seus pecados". "Papa pede perdão pelos erros da Igreja Católica".

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Estes são exemplos das manchetes que no mês de março passado apareceram com grande destaque e freqüência na imprensa. Em muitos casos a notícia abaixo da manchete seguia a idéia básica contida na mesma, falando dos "pecados da Igreja Católica em dois mil anos de história", etc. Em outros, como é bastante comum na imprensa, os comentários não concordavam com as respectivas manchetes, mas corretamente falavam nas "faltas que os cristãos cometeram contra o Evangelho", os "métodos não evangélicos a que os cristãos recorreram", etc.

Este é um assunto muito delicado, que tanto levou a exageros e extrapolações dos meios de comunicação como lançou confusão entre os próprios católicos, seja pelas afirmações confusas e mesmo falsas da mídia, seja pela falta de uma conceituação adequada dos termos "Igreja" e "membros da Igreja".

Detenhamos-nos um pouco para examinar este ponto e procurar esclarecê-lo. "A Igreja é o Povo que Deus reúne no mundo inteiro" (Ref.1, nº 752). "Cristo é a Cabeça deste povo, que é então o seu Corpo" (Ref.1, nº 753). "Uma pessoa torna-se membro deste povo pela fé em Cristo e pelo Batismo" (Ref.1, nº 782 e 784), e "com isto torna-se intimamente unida a Cristo" (Ref.1, nº 790). Observe-se que não basta o batismo para tornar-se membro da Igreja. É necessário estar unido a Cristo através do Magistério da Igreja. Esta pessoa estará então em comunhão perfeita com a Igreja católica. O Catecismo da Igreja Católica, mais detalhadamente, apresenta o seguinte: "São incorporados plenamente à sociedade da Igreja os que, tendo o espírito de Cristo, aceitam a totalidade da sua organização e todos os meios de salvação nela instituídos e na sua estrutura visível — regida por Cristo através do Sumo Pontífice e dos Bispos — se unem com Ele pelos vínculos da profissão de fé, dos sacramentos, do regime e da comunhão eclesiásticos " (Ref.1, nº 837). Estes são os católicos. Há ainda os cristãos "que crêem em Cristo e foram devidamente batizados", mas "não professam na íntegra a fé ou não guardam a unidade da comunhão sob o sucessor de Pedro". Estes "estão constituídos numa certa comunhão, embora não perfeita, com a Igreja católica" (Ref.1, nº 837). "Justificados pela fé no Batismo são incorporados a Cristo e, por isso, com razão, são honrados com o nome de cristãos, e merecidamente reconhecidos pelos filhos da Igreja católica como irmãos no Senhor"(Ref.1, nº 1271).Naturalmente, as considerações que faremos referem-se somente aos membros da Igreja católica.

A Igreja, unida a Cristo, é santificada por Ele; por Ele e nele torna-se também santificante (Ref. 1, nº 824). Mas enquanto Cristo, "santo, inocente, imaculado, não conhece o pecado, mas veio apenas para expiar os pecados do povo, a Igreja, reunindo em seu próprio seio os pecadores, ao mesmo tempo santa e sempre necessitada de purificar-se, busca sem cessar a penitência e a renovação. Todos os membros da Igreja, inclusive os seus ministros, devem reconhecer-se pecadores. Em todos eles o joio do pecado continua mesclado ao trigo do Evangelho, até o fim dos tempos. A Igreja reúne, portanto, pecadores alcançados pela salvação de Cristo, mas ainda em via de santificação" (Ref. 1, nº 827).

Portanto, a Igreja é ao mesmo tempo santa e pecadora. Santa por sua cabeça, Cristo, e por sua alma, o Espírito Santo, mas pecadora por seus membros sejam eles leigos, membros das Sagradas Ordens (Bispos, presbíteros e diáconos) ou do estado religioso. O Papa, no Encontro com o Conselho Ecumênico das Igrejas, Genebra, 1984, referiu-se claramente à corrupção moral que apareceu não só entre os fiéis leigos mas também na hierarquia da Igreja, em diversos níveis: "Não obstante as mazelas morais que no curso da história marcaram a vida de seus membros e até mesmo dos seus responsáveis, a Igreja Católica está convencida de ter conservado no ministério do Bispo de Roma, em plena fidelidade á Tradição apostólica e à fé dos Padres, o pólo visível da unidade e a garantia desta (Ref.2, p. 213).

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E, na Carta Encíclica Ut unum sint, o Papa volta ao assunto:
"A Igreja Católica reconhece e confessa as fraquezas de seus filhos, consciente de que os seus pecados constituem igualmente traições e obstáculos à realização dos desígnios do Salvador" (Ref.3, item 3).

"A Igreja Católica afirma que, ao longo dos dois mil anos de sua história, foi conservada na unidade com todos os bens que Deus quer dotar a sua Igreja, e isto apesar das crises, por vezes graves, que a abalaram, as faltas de fidelidade de alguns de seus ministros e os erros em que diariamente incorrem os seus membros. A Igreja Católica sabe que, graças ao apoio que lhe vem do Espírito Santo, as fraquezas, as mediocridades, os pecados, e ás vezes as traições de alguns de seus filhos, não podem destruir aquilo que Deus nela infundiu tendo em vista o seu desígnio de graça" (Ref.3, item 11).

É, portanto, pelos membros da Igreja, leigos ou não, que João Paulo II pediu perdão. Isto está bem claro no texto divulgado por Novo Milênio nº 248 (Ano V, 27/03 a 02/04/2000). Aí se observa claramente que foi pedido perdão pelos pecados dos filhos da Igreja. Citemos alguns trechos que comprovam o que estamos afirmando (no capítulo 4 reproduziremos o texto na íntegra):

— "[…] tua Igreja peregrina […] acolhe em seu seio em cada época a novos membros que lutam por sua santidade e a outros que, em desobediência a ti, contradizem a fé professada no Santo Evangelho". Em nome destes últimos é que o Papa pediu perdão.

— " […] em algumas épocas da história os cristãos às vezes agiram com métodos de intolerância e não seguiram o mandamento do amor, desfigurando assim o rosto da Igreja, Tua Esposa".

— " Oremos para que recordando os padecimentos sofridos pelo povo de Israel, os cristãos possam reconhecer os pecados cometidos por muitos deles contra o povo da Aliança".

Dom Sinésio Bohn deixou bem clara a distinção que deve ser feita entre Igreja e membros da Igreja em seu artigo publicado em Novo Milênio de 20 a 26/03/2000, ao comentar que o pedido de perdão foi feito "a Deus e à humanidade pelas ofensas e pecados cometidos por pessoas da Igreja". Também Pe. Jacinto Bergmann, escreveu acertadamente sobre o "arrependimento do seu povo", "os pecados cometidos no passado por tantos filhos da Igreja" (Novo Milênio, 10 a 16/04/2000 e Novo Milênio, 17 a 23/04/2000).

2. Por quem o Papa pediu perdão?
A insistência nos "pecados da Igreja" foi tal que até publicações católicas passaram, em algumas notícias e outros tantos artigos, a repetir aquelas afirmações, algumas vezes com o mesmo teor, outras vezes veladamente. Por exemplo, ao afirmar que "o Papa João Paulo II pediu perdão a Deus e à humanidade por todos os erros cometidos ao longo de dois mil anos da história da Igreja Católica", fica-se na dúvida: pecados da Igreja como entidade ou pecado de seus filhos, maus filhos, leigos ou não, que não seguiram seus ensinamentos?

Entretanto, lendo-se o texto dos pedidos de perdão feitos por João Paulo II na Missa extraordinária do dia do perdão, na Basílica de São Pedro, Vaticano, em 12/03/2000, domingo, observa-se que foi pedido perdão por atos e omissões de filhos da Igreja, não por ela, como instituição criada por Cristo.

As seguintes palavras de João Paulo II comprovam o que dissemos: "Quando o segundo milênio já se encaminha para seu término, é justo que a Igreja assuma com maior consciência o peso do pecado de seus filhos, recordando todas as circunstâncias em que eles se afastaram do Espírito de Cristo e de seu Evangelho, oferecendo ao mundo, em vez do testemunho de uma vida inspirada nos valores da fé, o espetáculo de modos de pensar e de agir que eram verdadeiras formas de contra-testemunho e de escândalo. Embora sendo santa por sua incorporação em Cristo, a Igreja não se cansa de fazer penitência: ela reconhece sempre como seus, diante de Deus e dos homens, os filhos pecadores" (Ref.4, p.36-37). Em Memória e Reconciliação lemos o seguinte: "Santificada pelo Pai, mediante o sacrifício do Filho e o dom do Espírito, ela é em certo sentido também pecadora, enquanto assume realmente sobre si o pecado daqueles que ela mesmo gerou no batismo, assim como Cristo Jesus assumiu o pecado do mundo" (Ref.5, p.31).

João Paulo II já havia tocado nestes problemas em sua Carta Apostólica "Advento do Terceiro Milênio". Eis alguns tópicos desta Carta Apostólica, em que ele lamenta os pecados dos filhos da Igreja, de tantos cristãos (Ref.4, p.39): "Outro capítulo doloroso, sobre o qual os filhos da Igreja não podem deixar de tornar com espírito aberto ao arrependimento, é a condescendência manifestada, especialmente em alguns séculos, perante métodos de intolerância ou até mesmo de violência no serviço à verdade". Mas, logo a seguir, João Paulo II nos alerta para os perigos de um julgamento com os nossos atuais costumes, conhecimentos, critérios, etc. : "Certo é que um correto juízo histórico não pode prescindir da atenta consideração dos condicionamentos culturais da época, pelos quais muita gente podia ter considerado, em boa-fé, que um autêntico testemunho da verdade comportasse o sufocamento da opinião de outrem ou, pelo menos, a sua marginalização. […] Mas a consideração das circunstâncias atenuantes não exonera a Igreja do dever de lastimar profundamente a fraqueza de tantos filhos seus, que lhe deturparam o rosto, impedindo-a de refletir plenamente a imagem do seu Senhor crucificado, testemunho insuperável de amor paciente e de humilde mansidão" (Ref.5, p.31).

E, mais adiante: "E quanto ao testemunho da Igreja no nosso tempo, como não sentir pesar pela falta de discernimento, quando não se torna mesmo condescendência, de não poucos cristãos perante a violação de direitos humanos fundamentais por regimes totalitários? E não será porventura de lamentar, entre as sombras do presente, a corresponsabilidade de tantos cristãos em formas graves de injustiça e marginalização social? Seria de perguntar quantos deles conhecem a fundo e praticam coerentemente as diretrizes da doutrina social da Igreja." (Ref.4, p.41).
Já em anos anteriores João Paulo II tinha, por várias vezes, pedido perdão por atos e omissões dos católicos. Eis alguns exemplos:

— Em Olomonc, República Checa, em 21 de maio de 1995, referindo-se às guerras de religião: "Hoje, eu, Papa da Igreja de Roma, em nome de todos os católicos peço perdão das injustiças infligidas aos não católicos no curso da história atribulada desses povos. E ao mesmo tempo garanto o perdão da Igreja Católica pelo mal que seus filhos sofreram" (Ref.6, p.332).
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Jindřich Štreit | Fotografia 1965-2005 - Olomouc Art Museum
— Em maio do mesmo ano, referindo-se agora à Segunda Guerra Mundial: "Os cristãos da Europa devem pedir perdão, reconhecendo que múltiplas foram as responsabilidades na construção da máquina bélica" (Ref.2, p.6 e 141 — mensagem de João Paulo II por ocasião do 50º aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial na Europa).

Ao falar contra a escravidão, na visita á Casa dos Escravos, ilha de Gorée, Senegal, em 22 de fevereiro de 1992: "Tais homens, mulheres e crianças foram vítimas de um vergonhoso comércio do qual tomaram parte pessoas batizadas, mas que não viviam sua fé […]. Deste santuário africano da dor negra, imploramos o perdão do céu. Nós oramos para que no futuro os discípulos de Cristo se demonstrem plenamente fiéis à observância do mandamento do amor fraterno que lhes foi legado pelo seu Mestre. Nós oramos para que os cristãos nunca mais sejam os opressores dos próprios irmãos …" (Ref.2, p.222-223).

Lembramos que já muito antes dos pedidos de perdão dos quais estamos tratando, Paulo VI, em 29 de setembro de 1963, na abertura da segunda sessão do Concílio Vaticano II, já havia pronunciado seu pedido de perdão aos cristãos não católicos: "Aqui o nosso discurso se volta com reverência aos representantes das denominações cristãs separadas da Igreja Católica […]. Se alguma culpa a nós for imputada por essa separação, nós, humildemente pedimos perdão a Deus por ela e da mesma forma pedimos perdão aos irmãos que porventura se sintam ofendidos por nós; e estamos preparados também, pelo que nos diz respeito, a perdoar as ofensas das quais a Igreja tem sido objeto, e a esquecer a dor que lhe foi infligida na longa sucessão de dissensões e separações (Ref.2, p.32).

3. Antecedentes
Tendo em vista a celebração do Jubileu do Ano 2000, o Cardeal Joseph Ratzinger propôs o estudo do tema "A Igreja e as culpas do passado" à Comissão Teológica Internacional, da qual ele era o Presidente. Do texto aprovado pinçamos alguns trechos que nos pareceram importantes para o tema que estamos abordando:

"A dificuldade que se apresenta é a de definir as culpas passadas, por causa, especialmente, do juízo histórico que isso exige, porque em tudo o que aconteceu é sempre diferente a responsabilidade ou as culpas atribuídas aos membros da Igreja enquanto crentes, da responsabilidade que se pode atribui à sociedade dos séculos ditos 'de cristandade' ou as estruturas de poder nas quais o temporal e o espiritual estavam estreitamente entrelaçados. Uma hermenêutica histórica é, quando menos, necessária para fazer adequada distinção entre a ação da Igreja como comunidade de fé e a ação da sociedade nos tempos de osmose entre elas"(Ref.5, p.18-19).

"Quais as condições de uma correta interpretação do passado do ponto de vista do saber histórico ? Para determiná-las, é preciso levar em conta a complexidade da relação que intercorre entre o sujeito que interpreta e o passado objeto da interpretação: em primeiro lugar, é preciso ressaltar a recíproca estraneidade entre eles. Fatos ou afirmações do passado são, antes de tudo, 'passados': como tais não são totalmente redutíveis às instâncias atuais, mas têm uma densidade e uma complexidade objetivas que os impedem de ser dispostos de maneira unicamente funcional aos interesses do presente. É necessário aproximar-se deles mediante uma investigação histórico-crítica que utilize todas as informações disponíveis em vista da reconstrução do ambiente, dos modos de pensar, dos condicionamentos e do processo vital em que os eventos e as afirmações se situam, para verificar os conteúdos e os desafios que — exatamente por sua diversidade — eles propõem ao presente." (Ref.5, p.40).

"Deve-se ainda ter em conta — no reconhecimento das culpas passadas e dos referentes atuais que melhor poderiam assumi-las — a distinção entre Magistério e autoridade na Igreja. Nem todo ato de autoridade tem valor de Magistério, de onde um comportamento contrário ao Evangelho de uma ou mais pessoas revestidas de autoridade por si não implica o envolvimento do carisma magisterial, assegurado pelo Senhor aos Pastores da Igreja, e conseqüentemente não exige um ato magisterial de reparação." (Ref.5, p.58).

"A Igreja se reconhece como existencialmente santa em seus santos: enquanto se alegra com essa santidade e percebe seu benefício, confessa-se não pouco pecadora, não enquanto sujeito do pecado, mas enquanto assume com solidariedade materna o peso da culpa de seus filhos, para cooperar em sua superação no caminho da penitência e da novidade de vida. Por isso a Igreja reconhece o dever 'de lastimar profundamente as fraquezas de tantos filhos seus, que lhe deturparam o rosto, impedindo-o de refletir plenamente a imagem de seu Senhor crucificado, testemunha insuperável de amor paciente e de humilde mansidão" (Ref.5, p.38). Assim como Cristo, sendo inocente, assumiu os nossos pecados, João Paulo II solicita que "a Igreja se responsabilize com a mais viva consciência do pecado de seus filhos" (Ref.5, p.38).

A mídia, por ma fé ou por ignorância (muitas vezes por ambas), não faz essa distinção essencial entre a Igreja Santa por sua Cabeça, Cristo, e pecadora em seus filhos. Por isso João Paulo II sempre fala em pecados dos filhos, dos membros da Igreja, pecados que a Igreja assume como seus, à semelhança de Cristo, que se imolou por nós.

No memorando intitulado "Reflexões sobre o Grande Jubileu do ano 2000" e distribuído aos cardeais convocados para um consistório extraordinário, um dos itens era referente a um "olhar atento para a história do segundo milênio da Igreja para reconhecer os erros cometidos por homens seus e, em certo sentido, em seu nome". Na abertura desse consistório, em 13 de junho de 1994, João Paulo II disse que "Diante desse Grande Jubileu a Igreja tem necessidade da metanoia, ou seja, do discernimento das falhas históricas e das negligências dos seus filhos em relação às exigências do evangelho. Só o reconhecimento corajoso das culpas e também das omissões pelas quais os cristãos, de um modo ou de outro, tornaram-se responsáveis, como também o generoso propósito de emendar-nos com a ajuda de Deus poderão dar impulso eficaz à nova evangelização e tornar mais fácil o caminho para a unidade" (Ref.6, p.335-336). O cardeal Giacomo Biffi, arcebispo de Bolonha, em sua carta pastoral Christus hodie, 1995, fez algumas considerações alertando para a complexidade e delicadeza do tema. Reproduzimos o seguinte (Ref.6, p.338):

"É um tema de grande importância e também muito delicado, que pode transformar-se em ambigüidade e até mal-estar espiritual, especialmente entre os fiéis mais simples". E, acrescentamos, constituiu-se em um "prato cheio" para certos veículos de comunicação, que, com afirmações errôneas e dúbias, causaram confusão entre católicos sem um conhecimento ao menos razoável de sua fé.
Continua o cardeal Biffi: "A Igreja considerada na verdade de seu ser não tem pecados, porque é o 'Cristo total': seu 'chefe' é o Filho de Deus, a quem não se pode atribuir nada de moralmente imputável. Contudo, a Igreja pode e deve fazer seus os sentimentos de amargura e de dor pelas transgressões pessoais de seus membros. seus são os filhos, não os pecados destes, embora os pecados de seus filhos mereçam sempre as suas lágrimas de mãe sem mácula".

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Este é um ponto fundamental, no qual insistimos: distinguir entre a Igreja santa e pecadora. Santa como Mãe e Mestra, como Corpo Místico de Cristo, e pecadora em seus filhos. Estes estão plenamente incorporados á sociedade da Igreja, de tal modo que, "se um membro sofre, todos os membros compartilham o seu sofrimento; ou se um membro é honrado, todos os membros compartilham a sua alegria" (1 Cor 12,26).

4. Comentários e texto do pedido de perdão
Resumindo, a Igreja somos nós os batizados, desde que unidos a Cristo através do Magistério da Igreja, nossa Mãe e Mestra. As nossas faltas, individuais, afetam o Corpo Místico de Cristo, a Igreja, mas não foi ela que as fez. A atitude muito louvável de João Paulo II parece-nos semelhante ao comportamento de um pai que vai pedir desculpas a alguém ofendido por um filho seu. Não foi o pai que agiu mal, mas ele sente-se responsável pelos desvios de conduta de seu filho, que não seguiu seus ensinamentos e conselhos. Neste sentido, relembramos as palavras de João Paulo II, que parecem exprimir a razão pela qual nosso Papa apresentou seus pedidos de perdão, tão comentados, criticados por uns e elogiados por outros: "Uma alma que se rebaixa pelo pecado arrasta consigo a Igreja e, de certa maneira, o mundo inteiro […]. Todo o pecado repercute com maior ou menor veemência, com maior ou menor dano, em toda a estrutura eclesial e em toda a família humana" (Ref.7, p.41-42). Se encaramos a parte humana da Igreja, então sim poderemos dizer que é necessária uma contínua conversão do povo de Deus. "Embora sendo santa por sua incorporação em Cristo, a Igreja não se cansa de fazer penitência: ela reconhece sempre como próprios, diante de Deus e dos homens, os filhos pecadores". Sobre isto, afirma a Constituição Conciliar Lumen Gentium : 'A Igreja, contendo pecadores no seu próprio seio, simultaneamente santa e sempre necessitada de purificação, exercita continuamente a penitência e a renovação." (Ref.4, p.37). À semelhança de Cristo, que tomou sobre si os nossos pecados, a Igreja assume os pecados de seus filhos, e por eles pede perdão a Deus.

Eis o texto dos pedidos de perdão , tal como foi publicado em Novo Milênio [8]:
"Irmãos e irmãs, supliquemos com confiança a Deus, nosso Pai misericordioso e compassivo, pequeno na ira e grande no amor e na fidelidade, que aceite o arrependimento de seu povo que confessa humildemente suas próprias culpas e pede por misericórdia."

1. Confissão dos pecados em geral:
Oremos para que nossa confissão e nosso arrependimento estejam inspirados no Espírito Santo, nossa dor seja consciente, profunda e considerando com humildade as culpas do passado em uma autêntica "purificação da memória", sigamos um caminho de verdadeira conversão.

Senhor Deus, tua Igreja peregrina, santificada sempre por Ti com o sangue de teu filho, acolhe em seu seio em cada época a novos membros que lutam por sua santidade e a outros que, com desobediência a Ti, contradizem a fé professada no Santo Evangelho. Tu, que permaneces fiel mesmo quando nós te somos infiéis, perdoa nossas culpas e nos concede ser, entre os homens, autênticos testemunhos Teus. Por Cristo Nosso Senhor.

2. Confissões das culpas no serviço da verdade:
Oremos para que cada um de nós, reconhecendo que também os homens da Igreja, em nome da fé e da moral, tenham recorrido, às vezes, a métodos não evangélicos em seu justo dever de defender a verdade, imitem o Senhor Jesus, manso e humilde de coração.

Senhor, Deus de todos os homens, em algumas épocas da história os cristãos às vezes agiram com métodos de intolerância e não seguiram o mandamento do amor, desfigurando assim o rosto da Igreja, tua esposa. tem misericórdia de seus filhos pecadores e aceita nosso propósito de buscar e promover a verdade na doçura da caridade, conscientes de que a verdade só se impõe com a força da própria verdade. Por Cristo Nosso Senhor.

3. Confissão dos pecados que comprometeram a unidade do corpo de Cristo:
Oremos para que o reconhecimento dos pecados que lastimaram a unidade do Corpo de Cristo e feriram a caridade fraterna abram caminho para a reconciliação e a comunhão de todos os cristãos.

Pai misericordioso, na véspera da paixão, Teu filho orou pela unidade dos que Nele crêem: eles, no entanto, ao contrário de Tua vontade, se enfrentaram e se dividiram, se condenaram e se combateram. Imploramos ardentemente o Teu perdão e Te pedimos o dom de um coração penitente, para que todos os cristãos, reconciliados Contigo e entre si em um só corpo e em um só espírito, possam reviver a experiência edificante da plena comunhão. Por Cristo Nosso Senhor.

4. Confissão das culpas em relação a Israel:
Oremos para que, recordando os padecimentos sofridos pelo povo de Israel, os cristãos possam reconhecer os pecados cometidos por muitos deles contra o povo da Aliança, para assim purificar seu coração.

Deus de nossos pais, tu elegeste Abraão e sua descendência para que Teu Nome fosse dado a conhecer pelas nações: nos dói profundamente o comportamento de quantos, no curso da história, causaram sofrimento a teus filhos e agora Te pedimos perdão, queremos nos comprometer em uma autêntica fraternidade com o povo da Aliança. Por Cristo Nosso Senhor.

5. Confissão das culpas cometidas com comportamento contra o amor, a paz, os direitos dos povos, o respeito pelas culturas e pelas religiões:
Oremos para que, contemplando a Jesus, Nosso Senhor e Nossa Paz os cristãos se arrependam das palavras e condutas às vezes suscitadas pelo orgulho, o ódio, a vontade de domínio sobre os demais, a hostilidade com os grupos sociais mais enfraquecidos, como são os imigrantes e os ciganos.
Senhor do mundo, Pai de todos os homens, por meio de Teu Filho nos pediste para amar os inimigos, fazer bem aos que nos odeiam e orar pelos que nos perseguem. Muitas vezes, no entanto, os cristãos desmentiram o Evangelho e, cedendo à lógica da força, violaram os direitos de etnias e povos, depreciando suas culturas e tradições religiosas. Mostra-Te paciente e misericordioso conosco e nos perdoa. Por Cristo Nosso Senhor.

Oração final:
Ó Pai misericordioso, Teu filho Jesus Cristo, juiz de vivos e mortos, na humildade de sua primeira vinda, resgatou a humanidade do pecado e, em Seu retorno glorioso, pedirá contas de todas as culpas: concede Tua misericórdia e Teu perdão dos pecados a nossos irmãos e a nós, Teus servos, que impulsionados pelo Espírito Santo, possamos voltar a Ti arrependidos de todo o coração. Por Cristo Nosso Senhor.


BIBLIOGRAFIA
1 — Catecismo da Igreja Católica – Ed. conjunta Vozes, Paulinas, Loyola, Ave-Maria, 1993.
2 — João Paulo II – Carta Encíclica Reconciliatio et Paenitentia (Sobre a Reconciliação e a Penitência na Missão da Igreja de Hoje),02/12/1984. Ed. Vozes, Documentos Pontifícios, nº 204, 1984.
3 — João Paulo II – Carta Apostólica Tertio Millennio Adveniente (Advento do Terceiro Milênio) , 10/11/94. Ed. Vozes, Documentos Pontifícios, nº 262, 1995.
4 — Memória e Reconciliação — A Igreja e as Culpas do Passado — Comissão Teológica Internacional. Ed. Loyola, 2000.
5 — Luigi Accattoli – "Karol Wojtyla, o homem do final do milênio". Ed. Paulinas, 1999.
2 — Luigi Accattoli – "Quando o Papa pede perdão". Ed. Paulinas, 1997

FONTE: VERITATIS SPLENDOR

EVANGÉLICOS - LISTA DE SUAS PRINCIPAIS HERESIAS


4)- Na Bíblia não existe  a menor referência ao surgimento da Igreja Luterana e sua doutrina, fundada por Lutero em 1517. Observe a seguir o que está escrito sobre os credos e as confissões da Igreja Luterana:  “Os credos ecumênicos e as confissões luteranas ( com especial referência à Confissão de Augsburgo, 1530, e o Catecismo Menor de Lutero, 1529) não estão em pé de igualdade com a palavra de Deus, mas são palavras humanas em resposta à Palavra de Deus, devendo sempre ser testadas à luz das Escrituras. No entanto, não devem ser desprezados como orientação para a fé. Embora em muito menor grau, essa distinção vale, obviamente, também para hinos e liturgias, testemunhos cantados e celebrados no culto – a matriz da vida cristã e comunitária”. (cf.. pg. na internet) – O surgimento de uma nova igreja, os credos, as confissões de Augsburgo e o catecismo menor, formam o início das heresias protestantes. Nada disso está na Bíblia.Na Bíblia não existe qualquer referência à Igreja Calvinista, fundada por Calvino na Suíça, em 1541. O Calvinismo foi originalmente um movimento luterano. O próprio Calvino assinou a confissão luterana de Augsburg de 1540. Por outro lado, a influência de Calvino começou a fazer sentir-se na reforma Suíça, que não foi Luterana, tendo seguido a orientação conferida por Ulrico Zuínglio. Tornou-se evidente que a doutrina das igrejas reformadas tomava uma direção independente da de Lutero, graças à influência de numerosos escritores e reformadores, entre os quais João Calvino era o mais eminente, tendo por isso esta doutrina tomado o nome de Calvinismo.



1)- Os protestantes afirmam: basta ter fé
.  O apóstolo Tiago, afirma: a fé sem obras é morta. (Cf. Tg 2,19). – Negar o valor das obras como expressão de fé, é uma heresia protestante. Não está escrito na Bíblia que, só alcançam a salvação, as pessoas que  fazem parte de uma igreja protestante. – Isso, é uma heresia protestante. Não está escrito na Bíblia, que a salvação acontece a partir do momento em que alguém se entrega a Jesus numa igreja protestante. – Isso, é uma heresia protestante.



2)- Na Bíblia não está escrito que SÓ A BÍBLIA É FONTE DA PALAVRA DE DEUS. - A afirmação: “Só a Bíblia!” É uma heresia protestante. Na Bíblia Deus nos fala. Mas nos fala também até através de uma pequena flor que nasce à beira da estrada e por meio do espaço sideral, etc. Paulo, afirma: “As perfeições invisíveis  de Deus – não somente seu poder eterno, mas também sua eterna divindade – são claramente conhecidas, através de suas obras, desde a criação do mundo”.  (Rm 1,19-20).

3)- Na Bíblia não está escrito que ela (Bíblia) pode ser objeto de uma interpretação pessoal = LIVRE ARBÍTRIO. – Isso é uma heresia protestante combatida pelo apóstolo Pedro. (cf. 2Pd 1,20). Porque as pessoas lêem a Bíblia e a interpretam de acordo com a própria cabeça, vemos surgir de uma hora para outra, mais uma igreja protestante.


Quem está certo? Lutero, Calvino ou Zuinglio? 

As discordâncias entre eles formou a base das heresias protestantes. Sobre Calvino, não podemos esquecer que durante o seu comando na Suíça, foi queimado  vivo o médico Miguem de servet, por negar o pecado original. Este acontecimento é uma demonstração do radicalismo protestante que perseguiu e até mandou matar. A maneira como Calvino, que além de líder religioso, era também  chefe político, implantou o protestantismo na Suíça, tira dos protestantes, o direito de criticar a Igreja Católica com relação à inquisição.O Calvinismo também defende uma Teologia Aliancista e os Sacramentos como meio da graça, Santa Ceia e Batismo, incluindo o Batismo de criança.

Afinal quem está certo? Qual destas doutrinas protestantes é a verdadeira ?

Calvino (um dos pais do protestantismo) defende os Sacramentos como meio para se obtiver a graça e  o batismo de crianças. Outros fundadores de igreja não aceitam. – Estas divergências fazem parte das heresias protestantes:

a)- Na Bíblia não existe a Igreja Anglicana fundada por Henrique VIII, na Inglaterra no ano de 1534. O Anglicanismo expressa a sua fé nas palavras de dois grandes credos históricos do cristianismo: o Credo Apostólico e o Credo Niceno, que foram escritos no tempo da igreja indivisa e constituem a confissão normativa da fé católica ainda hoje.  Esta afirmação da Igreja Anglicana, merece uma consideração: Esta igreja, aceita a profissão de fé católica e  reconhece que estes credos têm suas origens no tempo dos apóstolos. Por que então, as outras igrejas protestantes não declaram a mesma fé? Isso faz parte das heresias protestantes.Para nós, as Sagradas Escrituras contêm toda a doutrina necessária para a salvação e nada que nelas não possa ser lido ou provado pode ser tido como artigo de fé ou necessário para a salvação. Vejam a contradição: Após declarar a profissão de fé dos credos Apostólicos e Niceno, os Anglicanos afirmam que: “para a salvação, só pode ser aceito o que possa ser lido nas Sagradas Escrituras”. Ora, os Credos Apostólicos e Niceno,não estão escritos na Bíblia. Então, se para a salvação só pode ser aceito  o que possa ser lido na Bíblia, os Anglicanos não deviam aceitar os credos apostólicos e niceno. –Mas, isso, faz parte das heresias protestantes.Entretanto, a tradição cristã abrange muito mais do que a Bíblia. Nela se inclui a valiosa contribuição dos grandes santos e pensadores cristãos, a liturgia, o tesouro devocional acumulado durante séculos e as implicações morais da fé cristã na vida diária. (cf. na Internet).Neste parágrafo, os Anglicanos afirmam que: “a tradição cristã abrange muito mais do que está escrito na bíblia”.

b)- Na Bíblia não existe o nome da Igreja Menonita, fundada por  Menno Simons, na Holanda em 1550. O mais importante líder “Ana batista”, Menno Simons pregava uma Igreja livre e pacifista, desvinculada de governos. Acreditava na divindade de Cristo e no batismo unicamente de adultos e que proclamavam a sua fé em Jesus Cristo. A Bíblia era a autoridade máxima da sua doutrina.Quem eram os Ana batistas? Era uma igreja ou uma seita? Por que o Menon itas aceita a doutrina dos Ana batista e discordam de Calvino (um dos fundadores do protestantismo)? por que não aceitam o batismo de criança? Na Bíblia não está determinado a idade para receber o batismo. Tudo isso, faz parte das heresias protestantes.

c)- Na Bíblia não aparece o nome da Igreja Presbiteriana, fundada  por John Knox, na Escócia em 1567 - Apesar da Igreja Presbiteriana ser oriunda da Reforma Protestante do Séc. XVI, ela mantém o caráter católico da Igreja (traduzida literalmente e especificamente como uma só "Igreja Universal"), como está declarado no Credo Niceno-Constantinopolitano, ainda que não submissa à autoridade do Bispo de Roma.Faz parte das heresias protestantes as constantes contradições. A Igreja presbiteriana se declara “católica” quando se diz “Igreja Universal”, mas não aceita a autoridade do bispo de Roma, que desde as origens da Igreja vem sendo considerado o que coordena, preside e serve a todos, atendendo ao que Jesus disse: “Pedro, apascenta as minhas ovelhas...” Se esta ordem tivesse sido dada somente a Pedro, no momento em que ele morreu, as ovelhas ficaram sem pastor... Se Jesus pensou em apascentar todas as ovelhas, atribuiu esta responsabilidade também aos “PEDROS” que iriam substituir àquele que o negara 3 vezes. – Aceitar o credo Niceno-Constantinopolitano e não aceitar a autoridade do bispo de Roma, é resultado das heresias protestantes. Nada disso você encontra nas Sagradas Escrituras.  Os Presbiterianos afirmam categoricamente:  O governo presbiteriano é uma forma de organização da Igreja que se caracteriza pelo governo de um Presbitério, ou seja: uma assembleia de presbíteros, ou anciãos. Esta forma de governo foi desenvolvida como rejeição ao domínio por hierarquias de bispos individuais (forma de governo episcopal). Esta teoria de governo está fortemente associada com os movimentos da Reforma Protestante na Suíça e na Escócia (calvinistas), com as igrejas reformadas e mais particularmente com a Igreja Presbiteriana. (cf. Internet).

ATENÇÃO: Os protestantes condenam a Igreja Católica, afirmando que, inventou doutrinas que não estão na bíblia. PERGUNTO: De tudo que leu até aqui, como sendo doutrina protestante, onde você encontra na Bíblia estas doutrinas protestantes?

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Robert Browne
d)- Na Bíblia não existe o nome da Igreja Congregacional, fundada por Robert Browne, na Inglaterra em 1580. (Objetivo) Divulgar a palavra de Deus entre o povo com maior abundância, como o principal meio de melhorar a situação da Igreja. Além da pregação, que é de grande ênfase no culto, os cristãos devem intensificar a leitura da Bíblia nos lares, com criação de reuniões de estudo bíblica e oração conforme citação de 1 Co 14.  O Sr. Robert Browne, fundou uma igreja com o objetivo de melhorar a situação da igreja, dando ênfase ao culto e à leitura da Bíblia. PERGUNTO: Qual igreja? A que ele fundou? Ele tinha autoridade para fundar uma igreja diferente das que já existiam? Por que ao invés de fundar outra igreja, não se dedicou a melhorar a situação das igrejas protestantes já existentes? - Esta atitude de divisão do “Corpo Místico de Cristo” que é sua Igreja, faz parte das heresias protestantes.A doutrina da Igreja Congregacional é a seguinte: Praticar o sacerdócio universal de todos os crentes e Distinguir claramente entre doutrina bíblica e heresia, agindo, porém, com cautela e moderação em controvérsias confessionais, não considerando e nem tratando o outro como inimigo, mas gerando uma união fraterna.A Igreja Congregacional, prega a união fraterna. No entanto, são muitas as igrejas protestantes que pregam a separação. Algumas, só consideram irmãos e salvos, o que são da mesma igreja... Um exemplo: O meu tio (que foi um amor de pessoa, serviu a todos que o procuraram) nasceu, viveu e morreu católico.  Na véspera de sua morte, foi visitado por duas senhoras protestante. Quando souberam de sua morte, afirmaram: É lamentável que tenha morrido sem se entregar a Jesus!... Quem ouviu esta afirmação, tirou a seguinte conclusão: Ele foi parar no inferno porque não aceitou Jesus como seu único e verdadeiro salvador. – Se eu estivesse presente, teria perguntado: A salvação é obra gratuita de Jesus ou depende desta igreja? Isso faz parte das heresias protestantes.A Igreja Congregacional afirma: O batismo no Novo Testamento é um sacramento instituído por Cristo (Mt.28.19). É uma consagração ao Senhor e aceitação no seio da igreja como povo de Deus. O batismo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e a fé são o essencial.    O hábito de apadrinhar as crianças por ocasião do batismo tem a sua causa principal nos procedimentos da igreja primitiva. Quando a vida dos pais crentes corria perigo convidavam irmãos na fé para que prometessem cuidar de seus filhos se, porventura, fossem martirizados por causa de sua fé. Os padrinhos devem auxiliar os pais na educação e formação cristã de seus filhos. Um curso de orientação para o batismo apresenta as regras de apadrinhamento.(cf. Internet) – A Igreja Congregacional, existe desde o ano 1560 e afirma que: O batismo no Novo Testamento é um sacramento instituído por Cristo (Mt..28.19). e que acontece no seio da Igreja. 

- Pergunto: Qual igreja? A Luterana? A Calvinista (que batizava crianças) ou de outras que não aceitam o batismo de criança? – Qual igreja protestante aceita o batismo como “sacramento”? A Igreja Católica tem sua doutrina definida sobre estes assuntos. - É fácil perceber como os protestantes não se entendem. Eles discordam entre si e porque estas doutrinas não estão escritas na Bíblia, posso afirmar que tudo isso, faz parte das heresias protestantes.

e)- Você não encontrará na Bíblia o nome da Igreja Batista que foi fundada por John Smith, na Holanda, no ano de 1604.  Doutrina: - Crença no Batismo de adulto por imersão - assim como os Ana baptistas, eles creem que o batismo seja uma ordenança para as pessoas adultas (ordenança, para os batistas, é diferente de sacramento: deve ser obedecida, mas é apenas ato simbólico e não obrigatório para salvação), que deve ser respeitada a menos que o indivíduo não tenha oportunidade de ser batizado. A diferença em relação aos anabaptistas, é que os batistas praticam o batismo por imersão. Celebração das ordenanças do batismo e também da ceia memorial (não sacramental), repetindo o gesto de Cristo e os apóstolos ("fazei isso em memória de mim") partilhando-se o pão e o vinho entre todos os membros da Congregação.Na Bíblia, não se encontra por escrito estas interpretações (grifadas e em negrito). Por isso, os protestantes, não têm razão de afirmar que a Igreja Católica inventou doutrinas que não estão nas Sagradas Escrituras. Se na Bíblia, não está escrito que o batismo  é ordenança ou ato simbólico, esta afirmação faz parte das heresias protestantes.

Coloco aqui, um momento importante na disputa sobre o batismo de criança:

Esta contenda tem um momento maior no confronto  entre Pelágio e Agostinho (no ano 411). Pelágio afirmava: Deus é justo e o homem é livre.. Por isso, só os adultos que pecam, devem ser batizados. As crianças são inocentes, por isso, não precisam do batismo. Agostinho, afirmava:

“Existe um paralelismo entre Adão e Cristo: Se Jesus veio salvar todos os homem, é porque todos pecaram em Adão: Visto que a morte veio por um homem, é também por um homem que vem a ressurreição dos mortos: Assim como todos morrem em Adão, em Cristo todos receberão a vida. (1Cor 15,21-22).”

Esta disputa não está na Bíblia. – A Igreja Católica segue o pensamento de Agostinho. A maioria dos protestantes seguem a doutrina de Pelágio.Porém, para os protestantes, a Igreja Católica é herética por seguir Agostinho, mas não se consideram heréticos por seguir Pelágio ? Que foi condenado???Como a doutrina de Pelágio, nem a da Agostinho, estão escritas na Bíblia, quem são os hereges, os católicos ou os protestantes?

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John Wesley
f)- Na Bíblia não existe a menor referencia à Igreja Metodista, fundada por John Wesley, na Inglaterra em 1739. - Ensinamentos: A Bíblia: Aceitamos as Sagradas Escrituras, os livros do Antigo e do Novo Testamento, como Palavra inspirada por Deus e necessária à salvação.A Bíblia não faz referencia aos Mórmons (Igreja de Jesus Cristo dos santos dos últimos dias), fundada por Joseph Smith, que escreveu outro testamento de Jesus, conhecido como “Livro de Mórmon” nos Estados Unidos em 1830. Algumas das crenças básicas da Igreja são: Deus é nosso Pai Celestial. Ele nos ama e deseja que voltemos a Ele. Jesus Cristo é o Filho de Deus. Ele é nosso Salvador. Ele nos redime da morte proporcionando a Ressurreição. Ele nos salva do pecado quando nos arrependemos. Por meio da Expiação de Jesus Cristo, podemos voltar a viver com Deus se guardar Seus mandamentos. O Espírito Santo nos ajuda a reconhecer a verdade. Os primeiros princípios e ordenanças do evangelho são fé em Jesus Cristo, arrependimento, batismo, e recebimento do dom do Espírito Santo. A Igreja de Jesus Cristo restaurada à Terra. A autoridade do sacerdócio de Deus existe hoje em Sua Igreja, da mesma forma que na Igreja original.Existe uma igreja verdadeira diferente da original? De onde o Sr. Smith, tirou esta ideia? Qual das igrejas protestantes tem a autoridade do sacerdócio de Deus? Isso é pura heresia protestante.A Bíblia e o Livro de Mórmon são a Palavra de Deus. – O livro de Mórmon é Palavra de Deus? Existe heresia protestante maior do que essa? Deus revela Sua vontade aos profetas hoje em dia, da mesma forma que o fazia antigamente. – Quem são estes profetas de hoje? Onde podemos encontrá-los? O que é ser profeta atualmente?  Nossa vida tem um propósito sagrado. As famílias podem ficar juntas para sempre. Por meio do serviço aos outros, podemos experimentar a alegria e ficar mais perto de Deus.  A melhor maneira de receber respostas para suas perguntas é conversar com um amigo ou conhecido que seja membro da Igreja.

g)- Você não encontra na Bíblia o nome da Igreja Adventista, pois foi fundada por William Miller, nos Estados Unidos em 1831. O termo "adventista" refere-se à crença no advento, ou seja, na segunda vinda de Jesus à Terra. O termo "sétimo dia" é uma referência à crença do sétimo dia da semana como sendo o dia da semana que Deus estabeleceu para o descanso físico e espiritual do homem. Existem muitas controvérsias doutrinárias entre esta  e  outras igrejas evangélicas. Uma crítica se refere ao fato de que os escritos deEllen G. White seriam considerados no mesmo nível de autoridade que a Bíblia: Inspirados por Deus e infalíveis.Embora a Conferência Bíblica da IASD, de 1919, houvesse estabelecido, de forma coerente, que a inspiração dela foi verbal e não escrita, e essa mesma Conferência tenha firmado entendimento de que os escritos Ellen G. White não são autoridade teológica final em assuntos doutrinários, e que a Bíblia é a única regra de fé e de prática, a IASD oficialmente, e atualmente, estabeleceu, em sua crença Nos 18, a existência do Dom Profético e o papel de Ellen G. White como "contínua e autorizada fonte de verdade e proporcionam conforto, orientação, instrução e correção à Igreja", . Além disso, também creem que o Dom de Profecia é extensível a qualquer crente dentro dos dons espirituais, muito embora não pratiquem ou promovam rotineiramente este dom.Quem quiser ter uma ideia de como os Adventistas são combatidos pelos próprios protestantes porque negam que jesus é Deus, consulte na página da “CACP”. Segundo eles, a Igreja Aventista não passa de uma seita herética que conduz as pessoas para o inferno. – Será que a CACP é o caminho para o céu e se julga capaz de condenar outros caminhos? Se isso for verdade, estamos TODOS (católicos, budistas, islâmicos, taoistas, macumbeiros, ateus, etc.) estão condenados ao fogo do inferno. Então, o projeto de Jesus que veio salvar TODA  humanidade ficará frustrada...  No final dos tempos, o céu será habitado por uma igreja protestante (não sei qual), e o número dos salvos será muito pequeno. Grande, será o número dos condenados... Isso faz parte das heresias protestantes.

h)- Na Bíblia não existe uma igreja chamada de “O Exército da Salvação”, fundado por William e Catarina Booth, na Inglaterra, em 1865.

Qual igreja a verdadeira Igreja ? A fundada por Smith? Lutero? Calvino? Henrique VIII? William e Catarina Booth?

5)- Na tradição apostólica e Patrística, encontramos a contribuição dos santos que tornaram mais claras e adaptadas ao tempo, as mensagens bíblicas. Tudo que é feito para tornar atual a pessoa de Jesus e sua doutrina (liturgia) e as normas que ajudam a viver a fé cristã, não estão escritas na Bíblia. Este tesouro está na TRADIÇÃO. Porém, os protestantes negam TUDO e declaram: SÓ A BÍBLIA! Desconhecendo a realidade da tradição que eles mesmos aceitam quando afirmam e elaboram doutrinas que não estão escritas, contradizendo o dogma: SÓ A BÍBLIA. – Tudo isso faz parte das heresias protestantes.

6)- Qual Bíblia? A católica com 73 livros ou a protestante com 66 livros ?

No ano 100 da era cristã, os rabinos judeus se reuniram no Sínodo de Jâmnia (ou Jabnes), no sul da Palestina, a fim de definir a Bíblia Judaica. Isto porque nesta época começavam a surgir o Novo Testamento com os Evangelhos e as cartas dos Apóstolos, que os judeus não aceitaram. Nesse Sínodo, os rabinos definiram como critérios para aceitar que um livro fizesse parte da Bíblia, o seguinte:
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JÂMNIA - UMA ESCOLA RABÍNICA


(1) Deveria ter sido escrito na Terra Santa;

(2) Escrito somente em hebraico, nem aramaico e nem grego;

(3) Escrito antes de Esdras (455-428 a.C.);

(4) Sem contradição com a Torá ou lei de Moisés.

Esses critérios eram mais nacionalistas, mais do que religiosos, fruto do retorno do exílio da Babilônia em 537aC.


Por esses critérios não foram aceitos na Bíblia judaica da Palestina os livros que hoje não constam na Bíblia protestante, citados anteriormente. Mas a Igreja católica, desde os Apóstolos, usou a Bíblia completa: A SEPTUAGINTA.

a)- Até o ano de 1.500, a única Bíblia Cristã existente na face da terra era a Bíblia Católica! Foi Martinho Lutero, um ex- sacerdote, excomungado pela Igreja, que, ao criar a “sua” igreja, denominada de “Igreja Luterana”, forjou a “sua bíblia”, tomando a Bíblia Católica com os SETE LIVROS tirados por ele porque o incomodava com suas teses heréticas, e que passou desde então a ser chamada de “bíblia protestante”.

b)- Aliás, a Bíblia que os Apóstolos e Evangelistas nos deixaram contém exatos 73 livros. Martinho Lutero, simplesmente tirou SETE LIVROS DA BÍBLIA CATÓLICA e “fez” assim a “sua bíblia protestante”, contendo 66 Livros. PERGUNTA QUE NÃO CALA: Com que autoridade ele fez isto ?.

c)- Ora, todos sabemos que o número de satanás, causador de divisões é 6(Seis). Sabemos que é ele (satanás) quem causa divisão e discórdia no Povo de DEUS.

d)- Portanto, Martinho Lutero foi um instrumento que o maligno usou para tirar milhões de criaturas da presença (física) de Deus na Eucaristia, e da única e verdadeira Igreja fundada por Cristo ( Conf. Mateus 16,18), e dividir os Cristãos entre si.O número 666 significa número de homem. Na Bíblia encontramos que o número 7 significa algo espiritualmente completo. Costuma estar relacionado ao bem e à perfeição. (Num. 8:2, Lev. 4:6,17; 8:11; Apoc. 1:4). Já o número 6 significa imperfeição ou algo incompleto, pois não chega a ser sete. Então três vezes o numero 6 significa ênfase da imperfeição ou completa imperfeição. Satanás irá querer imitar a Trindade divina, pois vemos a atuação de Satanás, da besta e do falso profeta. O 666 é portanto, a imperfeição elevado ao seu grau máximo. Concluindo: o número de Martinho Lutero é 6 (seis)número de homem, e a “sua bíblia” tem 66 (sessenta e seis) livros, o que dá o número 666... O que pensar diante disso?

7)- Livre arbítrio: A graça de Deus não é imposta, o ser humano pode aceitá-la ou rejeitá-la. Quando, então, demonstramos esta boa vontade, a graça passa a operar em nós dando-nos então a possibilidade de praticar as boas obras que de outra forma nos seriam impossíveis. O Espírito Santo santifica nossa vontade de tal maneira que passamos a escolher o bem e dizer não ao mal e ao pecado. O resultado desse processo de santificação se traduz em obras que buscam implantar a santidade na terra, unindo o cristão aos seus irmãos e irmãs.A definição de “livre arbítrio” não está muito precisa,  porque, “arbitrar” que dizer julgar. Aceitar ou não, a graça de Deus, é um ato de liberdade.

8)- O batismo: Praticamos o batismo por aspersão, embora aceitemos o batismo por imersão ou derramamento. Aceitamos o batismo infantil. O batismo é o sacramento de incorporação da pessoa à comunidade de fé. Observe que os metodistas, contrariando outras igrejas protestantes, aceitam o batismo de criança e falam bem da Ceia do Senhor... Porém, nada do que está definido pelos metodistas (grifado e em negrito) encontra-se escrito na Bíblia. Os protestantes dizem que só aceitam o que está escrito na Bíblia e acusam a Igreja Católica de inventar doutrinas estranhas às Sagradas Escrituras. Ora, se existe doutrinas católicas e protestantes que não estão ESCRITAS  na Bíblia, católicos e protestantes agem da mesma maneira criando doutrinas que não  estão na bíblia. Por que as doutrinas católicas são heréticas e as protestantes, não?

9)- A Ceia do Senhor –É uma celebração do amor redentor de Deus e de sua graça capacitadora. Significa comunhão com Deus e a comunidade de fé e compromisso renovado com a missão.Alguns protestantes e outros não entendem que a ceia do Senhor não foi instituída pela Igreja, mas por Jesus Cristo e, por isso, abrem a sua participação a todas as pessoas, de qualquer idade, que se sintam em comunhão com Deus.De tudo que está grifado, não encontramos POR ESCRITO na Bíblia nem mesmo a definição de Deus e de Jesus, muito menos as outras afirmações. Por isso, os protestantes estão errados quando negam à  Igreja Católica o poder de definir doutrinas que não estão definidas na Bíblia. Ora, se existe doutrinas católicas que não estão ESCRITAS  na Bíblia, os protestantes agem da mesma maneira fazendo afirmações doutrinais que não estão na bíblia.
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10)- Na Bíblia não existe  estas definições de Deus, da Santíssima Trindade e de Jesus (Deus e homem). Estas doutrinas foram definidas pela  Igreja Católica no Concílio de Nicéia (325) e Constantinopla (381). Como os protestantes só aceitam o que está na Bíblia, isso é mais uma heresia protestante.

11)- Sobre o Pecado Original: Cremos  que os nossos primeiros pais foram criados num estado de inocência, porém, pela sua desobediência, perderam a sua pureza e felicidade; e que, em consequência da sua queda, todos os homens se tornaram pecadores, totalmente depravados, e como tais incorrem com justiça na ira de Deus. Esta doutrina de que, pelo pecado de Adão  todos os homens se tornaram pecadores  “(pecado original)” foi defendida por S. Agostinho contra Pelágio que afirmava que mesmo depois de Adão, o homem nasce sem pecado.  No Concílio de Cartago (418) a Igreja Católica condenou a doutrina de Pelágio e ratificou a de Agostinho. 

Algumas igrejas protestantes não aceitam o “pecado  original” seguindo a doutrina de Pelágio. Por isso, não batizam crianças. Isso, faz parte das heresias protestantes, pois, uns aceitam e outros negam o “pecado original”.

12)- A FALSA DOUTRINA DO ARREBATAMENTO PROTESTANTE, OU SEJA AS TRÊS VINDAS DE CRISTO - DEIXADOS PARA TRÁS ?





Por : Tradução: Rondinelly Ribeiro

Fonte: Bread of Life Catholic Apologetics Webring

Segundo algumas igrejas evangélicas, antes da grande tribulação descrita no Apocalipse, a população cristã da terra desaparecerá. Serão "arrebatados" por Cristo antes do julgamento. Isto está descrito no início do capítulo 6, os sete selos, continuando no capítulo 8, as sete trombetas, e se concluindo no capítulo 16, as sete taças da ira de Deus.

As passagens bíblicas mais comumente apontadas como suporte para esta doutrina são:

Ap 3,10: Visto que guardaste minha recomendação de perseverar, eu te guardarei na hora da prova, que virá sobre o mundo inteiro, para provar os habitantes da terra.

Lc 17,34-35: Eu vos digo: nessa noite estarão dois numa cama; um será arrebatado, o outro deixado; haverá duas mulheres moendo juntas, uma será arrebatada, a outra deixada.

Mt 24,40-41: Dois homens estarão num campo: um será levado e outro será deixado; duas mulheres estarão moendo, uma será levada e outra deixada.

1Ts 4,15-17: Isto vo-lo dissemos apoiados na palavra do Senhor: nós, que ficarmos vivos até a vinda do Senhor, não precederemos os mortos; pois o próprio Senhor, ao soar uma ordem, à voz do arcanjo e ao toque da trombeta divina, descerá do céu; então ressuscitarão primeiro os cristãos mortos; depois nós, que estivermos vivos, seremos arrebatados com eles entre as nuvens no ar, ao encontro do Senhor; e assim estaremos sempre com o Senhor.

Estas são as passagens mais comumente referidas como uma crença num arrebatamento "pré-tribulação". Isto ocorrerá um pouco antes do aparecimento da besta fera do Apocalipse, e todos os chamados cristãos salvos serão levados ao paraíso.

Aqui esta teoria toma diferentes caminhos, nas várias intenções de explicar o destino dos arrebatados e dos não arrebatados antes e depois do cumprimento das profecias apocalípticas. O rumo mais comum do pensamento se dirige desta forma: antes do arrebatamento e do aparecimento da besta, a terra sofrerá o juízo. Então o demônio será lançado no inferno, e os mártires mortos serão ressuscitados e reinarão com Cristo por um período de mil anos.

Ap 20,4: Vis uns tronos, e sentados neles os encarregados de julgar; e as almas dos que haviam sido decapitados por causa do testemunho de Jesus e da palavra de Deus, os que não adoraram a fera nem sua imagem, os que não aceitaram sua marca nem na fronte nem na mão. Viveram e reinaram com o Messias por mil anos.

Estes e os arrebatados irão existir em corpos ressuscitados enquanto que os sobreviventes da tribulação se converterão ao cristianismo, mas permanecerão mortais. Após estes mil anos, a besta será novamente libertada, enganando muitos dos sobreviventes e tentará empreender uma guerra contra os santos, mas fogo do céu irá consumi-los e, então, finalmente a besta será vencida e lançada no fogo do inferno para sempre.

Ap 20,7-10: Passados mil anos, soltarão satanás da prisão, e sairá para extraviar as nações nas quatro partes do mundo, Gog e Magog. Irá reuni-los para a batalha, inumeráveis como a areia do mar. Avançarão sobre a superfície da terra e cercarão a fortaleza dos santos e a cidade amada. Caiu um raio do céu e os consumiu. O diabo que os enganava foi arremessado ao fosso de fogo e enxofre, com a fera e o falso profeta: serão atormentados dia e noite pelos séculos dos séculos.Então o dia do julgamento de toda a humanidade irá imediatamente se seguir.

Ap 20,11-15: Vi um trono grande e branco, e nele alguém sentado. De sua presença fugiram a terra e o céu sem deixar rastro. Vi os mortos, grandes e pequenos, de pé diante do trono. Abriram-se os livros, e abriu-se também o livro da vida. Os mortos foram julgados segundo as suas obras, segundo o que estava escrito nos livros. O mar devolveu seus mortos. Morte e Hades devolveram seus mortos, e cada um foi julgado segundo suas obras. Morte e Hades foram arremessados ao fosso de fogo (esta é a morte segunda, o fosso de fogo). Quem não estiver inscrito no livro da vida será arremessado ao fosso de fogo.
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Tudo isto é bastante interessante à primeira vista. O problema é que a doutrina do arrebatamento pressupõe que haverão três "segundas vindas" de Jesus. Uma no arrebatamento, outra no início do reinado de mil anos e outra ainda no julgamento final. Entretanto, todas as evidências bíblicas apontam para apenas uma segunda vinda de Jesus.

Mt 24,27.30: Pois, como o relâmpago aparece no levante e brilha até o poente, assim será a chegada do Filho do Homem. Então aparecerá no céu o estandarte do Filho do Homem. Todas as raças do mundo farão luto e verão o Filho do Homem chegar nas nuvens do céu, com glória e poder.

Mt 25,31: Quando chegar o Filho do Homem com majestade, acompanhado de todos os seus anjos, sentará em seu trono de glória.

Por estas passagens vemos que Jesus virá apenas uma vez, quando irá assumir o seu trono. Da mesma forma os apóstolos também falam em apenas uma segunda vinda de Cristo.

1Cor 15,22-23: Visto que todos morrem por Adão, todos recuperarão a vida em Cristo. Cada um por usa vez: a primícia é Cristo; depois, quando ele voltar, os cristãos.

2Ts 2,1.8: Irmãos, pela vinda do Senhor nosso Jesus Cristo e nossa reunião com ele...Então se revelará o iníquo, que será destruído pelo Senhor Jesus com o sopro de sua boca e anulará com a manifestação de sua vinda.

1Tm 6,14: Eu te recomendo que conserves o mandamento sem mancha nem repreensão, até que apareça o Senhor nosso Jesus Cristo.

Tt 2,13: Esperando a promessa feliz e a manifestação da glória do nosso grande Deus e do nosso Salvador Jesus Cristo.

No mesmo versículo utilizado para sustentar a doutrina do arrebatamento, Paulo nos diz que haverá somente uma segunda vinda do Senhor.

1Ts 4,15: Isto vo-lo dissemos apoiados na palavra do Senhor: nós, que ficarmos vivos até a vinda do Senhor, não precederemos os mortos.

Outros apóstolos também concordam que haverá somente uma segunda vinda de Cristo.

Tg 5,7: Irmãos, tende paciência até que venha o Senhor. Prestai atenção no lavrador, como espera com paciência até receber as primeiras chuvas e as tardias, com a esperança do valioso fruto da terra.

2Pd 3,10: O dia do Senhor chegará como um ladrão. Então o céu desaparecerá com estrondo, os elementos se desfarão em chamas, a terra com suas obras ficarão em chamas, a terra com suas obras ficará evidente.

Paulo continua na mesma linha de pensamento em outras partes de suas cartas.

1Ts 5,2: Pois vós mesmos sabeis muito bem que o dia do Senhor virá como um ladrão de noite.

Falando de sua segunda vinda, Jesus aplica apenas um dia.

Mt 24,42: Assim, pois, vigiai, porque não sabeis o dia em que chegará o vosso Senhor.E continua a falar neste dia no singular.

Mt 24, 36 (Mc 13,32): Quanto ao dia e à hora, ninguém os conhece...

E finalmente, após a ascensão de Jesus, o anjo diz:

At 1,11: - Homens da Galiléia, que fazeis aí olhando o céu? Este Jesus que vos foi arrebatado para o céu, virá como o vistes partir para o céu.

Ele ascendeu uma vez, retornará uma só vez. Desapareceu nas nuvens uma só vez, aparecerá nas nuvens uma só vez.

Outro aspecto questionável da doutrina do arrebatamento é que vários setores da humanidade serão ressuscitados em corpos imortais em tempos diferentes. Primeiro os cristãos salvos serão transformados em "um abrir e fechar de olhos".

1Cor 15,51-52: Eu vos comunico um segredo: nem todos morreremos, mas todos nos transformaremos. Num abrir e fechar de olhos, ao último toque de trombeta (que tocará), os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós nos transformaremos.

Depois da tribulação, os mártires ressuscitarão e reinarão com Cristo por um período de mil anos como demonstramos em Ap 20,4. Finalmente, no juízo final todos os restantes serão ressuscitados ou para a punição eterna ou para a vida eterna.

Jo 5,28-29: Não estranheis isto: chega a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz. Os que agiram bem ressuscitarão para viver, os que agiram mal ressuscitarão para ser julgados.

O problema é que em nenhum lugar da Bíblia há qualquer indicação de que diferentes partes da humanidade ressuscitarão em tempos deferentes. Ap 20,5-6 nos fala sobre uma "primeira ressurreição", mas Santo Agostinho, no século 4, nos deu a correta interpretação desta primeira ressurreição, que se refere ao renascimento pelo batismo ou o "nascer de novo" como descreve Jesus em sua conversa com Nicodemos em Jo 3,1-8. Entretanto, o foco do arrebatamento é a segunda ressurreição, ou a transformação dos ainda vivos, ou a ressurreição dos mártires em forma imortal ocorrerem em um piscar de olhos. A doutrina do arrebatamento pressupõe que estas coisas ocorrerão em três momentos diferentes. Porém vimos que Cristo retornará apenas uma vez, então o dia da ressurreição também será apenas um.

Jo 6,44: Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o atrair; e eu o ressuscitarei no último dia.
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Jesus nunca disse "eu o ressuscitarei antes da tribulação ou antes ou após mil anos". Não, Ele disse que nos ressuscitará no último dia.

São Paulo nos diz que todos os que estiverem vivos durante a segunda vinda de Cristo serão levados entre as nuvens e permanecerão com Ele para sempre.

1Ts 4,16-17: O próprio Senhor, ao soar uma ordem, à voz do arcanjo e ao toque da trombeta divina, descerá do céu; então ressuscitarão primeiro os cristãos mortos; depois nós, que estivermos vivos, seremos arrebatados com eles entre as nuvens no ar, ao encontro do Senhor; e assim estaremos sempre com o Senhor.

O que está relacionado com 1Cor 15,51-52: Eu vos comunico um segredo: nem todos morreremos, mas todos nos transformaremos. Num abrir e fechar de olhos, ao último toque de trombeta (que tocará), os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós nos transformaremos.

E também com 1Jo 3,2:Queridos, já somos filhos de Deus, mas ainda não se manifestou o que seremos. Sabemos que, quando ele aparecer, seremos semelhantes a ele e o veremos como ele é.

Note que nas duas passagens de Paulo "os cristãos mortos ressuscitarão primeiro" e serão "ressuscitarão incorruptíveis". Eles serão ressuscitados da mesma forma que os que vivem serão transformados "em um abrir e fechar de olhos" e serão levados às nuvens. Os que não estiverem em Cristo ressuscitarão para o julgamento como Ele mesmo afirmou em Jo 5,28-29.

Jo 5,28-29: Não estranheis isto: chega a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz. Os que agiram bem ressuscitarão para viver, os que agiram mal ressuscitarão para ser julgados.

Este é único dia da "segunda ressurreição". Ocorrerá apenas uma vez na única segunda vinda de Cristo.

E, finalmente, os defensores da doutrina do arrebatamento afirmam que Jesus virá em segredo e levará consigo os eleitos. Mas lemos em Ap 1,7 que: eis que vem com as nuvens. Todos os olhos o verão, mesmo aqueles que o traspassaram. Por sua causa, hão de lamentarem-se todas as raças da terra. Sim. Amém.

De acordo com a Bíblia, haverá apenas uma segunda vinda de Cristo, quando se dará a ressurreição e o julgamento final, como Ele afirma em Ap 22,12, quando retornará apenas uma vez:Eis que venho em breve, e a minha recompensa está comigo, para dar a cada um conforme as suas obras. 

A FALSA DOUTRINA DO ARREBATAMENTO 

Por Carlos Caso-Rosendi

Tradução: Carlos Martins Nabeto
 

Fonte: Vox Fidei

Muitos fundamentalistas e protestantes evangélicos adotam uma crença conhecida como "O Arrebatamento". Existem muitas variações desta doutrina. A série popular de livros "Deixados para Trás", escrita por Tim Lahaye e Jerry Jenkins, apresenta apenas uma dessas variações.

Para defender suas ideias, os partidários do "Arrebatamento" citam alguns versículos genéricos da Bíblia, inclusive 1Tessalonicenses 4,15-17:"Nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, não precederemos os que dormem. Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares".

E também costumam citar 1coríntios 15,51-52:

"Na verdade, nem todos dormirão, mas todos serão transformados; num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados".

Destas mínimas passagens misteriosas resultam predições detalhadas e precisas que preenchem volumes e mais volumes, complementados com calendários, datas, tabelas e gráficos. A versão apresentada nos livros da série "Deixados para Trás" é denominada "dispensionalismo pré-milenarista e pré-tribulacional". Sua proposta consiste em afirmar que no futuro a terra experimentará um reinado de Jesus que durarão mil anos. Imediatamente antes deste reinado, os "verdadeiros crentes" serão "arrebatados" por Jesus, ascendendo com Ele de maneira secreta e silenciosa, entra as nuvens. Para eles não importa que a Bíblia mencione uma forte voz e uma trombeta... a maioria dos partidários do "arrebatamento" garante que o evento ocorrerá em segredo.Esta interpretação exagerada assegura que aqueles infelizes que serão "deixados" sofrerão um período de sete anos de tribulações - uma espécie de última chance para a fé.
Resultado de imagem para charge sete anos de tribulação

Ao findar os sete anos, Jesus retornará para uma Segunda Vinda "extra", desta vez com legiões de fiéis. Juntos, derrotarão o Anticristo e iniciarão os mil anos do reinado de Jesus sobre a terra. A ironia disto tudo é que os protestantes crêem que é a Igreja Católica quem sustenta ensinamentos "antibíblicos" (apontando a doutrina católica sobre Maria como o maior exemplo), muito embora a crença no "arrebatamento" seja aceita sem questionamentos e com pouquíssima substância bíblica. É irônico também que muitos protestantes que acreditam que a Igreja Católica alterou os seus ensinamentos muitas vezes no decorrer dos séculos, admitam hoje o conceito de "arrebatamento", sendo que tal doutrina nunca é encontrada na História do Cristianismo, pois não aparece nem na literatura católica, nem na protestante até o século XIX, quando surgiram suas primeiras manifestações nas obras de John Nelson Darby, um ministro fundamentalista que posteriormente se converteu em sacerdote anglicano.

Os ensinamentos da Igreja Católica sobre o fim dos tempos são muito menos detalhados - e ainda muito menos dramáticos - do que os de John Nelson Darby e Tim Lahaye.É certo que a Igreja sustenta a Segunda Vinda de Jesus. Um exemplo conhecido encontra-se na frase do Credo de Nicéia: "E de novo há de vir em sua glória para julgar os vivos e os mortos"; e há outro na afirmação de São Paulo, de que os crentes serão "levados" até o Senhor.

No entanto, no tocante a data e a natureza destes eventos, a Igreja diz muito pouco, uma vez que há certas coisas que são reservadas por Deus:

"As coisas ocultas concernem ao Senhor, nosso Deus; porém, as reveladas, são para nós e para os nossos filhos, para que pratiquemos sempre todas as palavas desta Lei" (Deuteronômio 29,29).

E, como nos adiantou o Senhor Jesus Cristo:

"Quanto ao dia e a hora, ninguém sabe - nem os anjos dos céu, nem o Filho, mas apenas o Pai" (Mateus 24,36).

Para ter uma ideia mais detalhada sobre o ensino magisterial da Igreja sobre o fim dos tempos, leia os parágrafos 671 a 679 do Catecismo da Igreja Católica.

Todos os artigos disponíveis neste sítio são de livre cópia e difusão deste que sempre sejam citados a fonte e o(s) autor(es).

Para citar este artigo:Apostolado Veritatis Splendor: DEIXADOS PARA TRÁS - A DOUTRINA DO ARREBATAMENTO. Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/1894. Desde 01/09/2003.

JUÍZO FINAL E JUÍZO PARTICULAR - O ARREBATAMENTO DA IGREJA:

Para entender sobre o Arrebatamento da Igreja devemos antes estudar sobre o Juízo Final e Juízo Particular (por autores católicos)I - O JUÍZO PARTICULAR ocorre imediatamente após a morte, e define se a alma vai para o Céu, inferno ou purgatório. Não há uma ação violenta de Deus, mas simplesmente a alma terá nítida consciência do que foi sua vida terrestre, e assim, se sentirá irresistivelmente impelida para junto de Deus (Céu), ou para longe da presença de Deus (Inferno) ou ainda para um estágio de purificação (Purgatório).O JUÍZO FINAL ou UNIVERSAL é a tomada de consciência, do indivíduo e de todos os homens, das obras boas e más que cada um realizou. Note que é diferente do Juízo Particular.

Neste, Deus revela a cada um, em foro privado, a pureza de intenção que definiu sua sorte no além. Já o Juízo Universal não se trata de uma segunda instância, pois o julgamento individual já ocorreu no Juízo Particular, mas simplesmente revelará a todos os homens os mistérios da história da humanidade e todos os efeitos positivos ou negativos das atitudes de cada um. Tudo será manifesto a todos. Dia de triunfo da Verdade e da Justiça.

Após o Juízo Final segue-se o Tanque de Enxofre (Inferno) para os ímpios e o Paraíso para os justos.

Dom Estêvão Bettencourt, OSB; Fonte: Apostila do Mater Ecclesiae - Escatologia; WWW.AGNUSDEI.CJB.NETII.

Juízo particular e juízo final Além do juízo particular, que acontece imediatamente depois da morte, a fé da Igreja diz que no fim do mundo será julgada toda a humanidade. Este segundo juízo será de todos e na presença de todos os homens, ao final dos tempos, e por isto é chamado de juízo final ou juízo universal. Sentido do juízo final juízo final não mudará em nada a sentença estabelecida no juízo particular, mas servirá para que resplandeça a sabedoria e a justiça divina, para prêmio dos bons e castigo dos maus, também em relação ao corpo. Perante Cristo, que é a Verdade, será revelada definitivamente a verdade em relação a cada homem com Deus. O juízo final revelará até suas ultimas consequências o que cada um fez - bom ou mal- ou tenha deixado de fazer durante sua vida terrena.

O juízo final revelará que a justiça de Deus triunfa sobre todas as injustiças cometidas por suas criaturas e que seu amor é mais forte que a morte. Autor: Jayme Pujoll e Jesus Sanches Biela Fonte: Livro "Curso de Catequeses" da Editora Palabra, Espana Tradução: Pe. Antonio Carlos Rossi Keller - http://www.veritatis.com.br/artigo.asp?pubid=1028III - Diz S. Paulo que após a morte sucede-se o Juízo; trata-se do Juízo Particular e não do Juízo Final, quando ressuscitaremos. No Juízo Particular encontramos o nosso destino até o final dos tempos: a salvação (indo diretamente para o céu ou passando por uma purificação preliminar) ou a condenação (indo para o inferno).Consideremos, então, que o Senhor viesse hoje: todos os mortos - justos (inclusive os que estavam no purgatório) e injustos - ressuscitariam (cf. At 24,15) e seriam julgados - publicamente - juntamente com aqueles que se encontravam vivos; então o que cada um tiver feito será revelado diante de todos e haverá apenas 2 destinos finais: a Vida Eterna (para os justos) e o castigo eterno (para os injustos).

Resultado de imagem para purgatórioSe por um lado parece que há vantagem pelo fato de ficar vivo até o Dia do Senhor, para não passar eventualmente pelo purgatório, por outro exige mais responsabilidade da parte do cristão: Porque ninguém - senão Deus - sabe o dia e hora do Juízo Final.

Porque o resultado do julgamento será fulminante: ou a Vida ou a Morte eterna. http://www.veritatis.com.br/agnusdei/pr26. htmIV - Está dito do dia do juízo, que os homens verão aqueles que, entre vós, viveram vidas ímpias e tiveram obras falsas quanto aos mandamentos de Jesus Cristo. Porém, os justos, tendo boas obras e sofrido tormentos, bem como aborrecido os prazeres da alma, quando contemplarem aos que têm obras más e negaram a Jesus com suas palavras e atos, sendo castigados com penosos tormentos e um fogo inextinguível, darão glória a Deus, dizendo: "Há esperança para Aquele que serviu a Deus de todo coração".
http://www.veritatis.com.br/agnusdei/2clem7.htmV -

Há dois juízos: o particular e o universal Juízo particular de cada um, se dá logo após a morte, quando recebemos nossa sentença eterna. Podemos, então, ser condenados ao inferno ou ser enviados ao céu. Caso tenhamos morrido em pecado venial, nossa alma é enviada ao purgatório, para se purificar, e, depois, vai ao céu, para sempre.No fim do mundo, todos os homens que estiverem vivos então, morrerão. Depois é que se dará o Juízo universal. No Evangelho Nosso Senhor diz que, no dia do Juízo Final, o mundo atual sofrerá grandes cataclismos e os mortos -- (todos os homens estarão já mortos) -- ressuscitarão, voltando a ter seu corpo e sua alma unida. Todo será reunido num local, no vale de Josafat. Os bons serão colocados? Direita de Jesus Cristo, e os maus? Esquerda. E Cristo fará o Juízo Universal. Este não será o Juízo de cada alma, -- que já foi feito, e não será mudado -- e sim o julgamento do que os homens fizeram na História.

Tudo isso você poderá ler no Evangelho de São Mateus Nos capítulos XXIV, onde Cristo fala dos sinais do fim do mundo, e no capitulo XXV, onde ele conta como será o Juízo Final. Os maus serão ressuscitados com seus corpos, que farão transparecer em seu aspecto, o pecado em que morreram. Os bons terão corpos gloriosos: luminosos, impassíveis, imortais e ágeis, semelhantes ao corpo de Cristo depois de sua Ressurreição gloriosa. Os pecados dos bons, dos quais eles já foram perdoados e purgados no purgatório, aparecerão como cicatrizes gloriosas como os de um soldado vencedor numa batalha.Após o Juízo Final, os homens serão mandados, ou para o céu, ou para o inferno, eternamente.

Não haverá mais o purgatório. Orlando Fedeli.

http://www.montfort.org.br/perguntas/juizo.htmlVI 

"Irmãos, não queremos que ignoreis coisa alguma a respeito dos mortos, para que não vos entristeçais, como os outros homens que não têm esperança. Se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, cremos também que Deus levará com Jesus os que nele morreram. Eis o que vos declaramos, conforme a palavra do Senhor: por ocasião da vinda do Senhor, nós que ficamos ainda vivos não precederemos os mortos. Quando for dado o sinal, ? voz do arcanjo e ao som da trombeta de Deus, o mesmo Senhor descerá do céu e os que morreram em Cristo ressurgirão primeiro. Depois nós, os vivos, os que estamos ainda na terra, seremos arrebatados juntamente com eles sobre nuvens ao encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor. Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras".

Muitos interpretaram erroneamente este texto, achando que os últimos homens não morrerão, mas serão arrebatados ao céu ainda vivos. Particularmente as seitas pentecostais gostam desta interpretação, que se encaixa perfeitamente na sua escatologia de pinel: um grupo escolhido passando para o paraíso sem a dor da morte. Daí marcarem datas para o fim do mundo, prometendo aos que se dedicar a ela a vida eterna fácil... (ex.: testemunhas de adonay).Mas a Bíblia deve ser interpretada no conjunto, não isoladamente, e também diz São Paulo: "Assim como todos morreram em Adão, assim todos serão vivificados em Cristo". (I Cor. 15,22). Além do que, nesta mesma passagem de Tessalonicenses, se diz que "que Deus levará com Jesus os que nele morreram". Portanto, para ir com Cristo, é preciso morrer primeiro. Os que serão arrebatados morrerão neste arrebatamento, para que possam então renascer e ter a vida eterna.

Assim sempre entendeu a Igreja, cuja doutrina se encontra bem expressa nas palavras de S. Ambrósio: "Nesse arrebatamento sobrevirá a morte. À semelhança de um sono, a alma se desprenderá do corpo, (mas) para voltar ao corpo no mesmo instante. Ao serem arrebatados, morrerão. Chegando, porém, diante do Senhor, novamente receberão suas almas, em virtude da (própria) presença do Senhor; porquanto não pode haver mortos na companhia do Senhor". (Ambr. in 1 Th. 4, apud. Catecismo Romano, I XII 6)".Marcos Libório.http://www.montfort.org.br/perguntas/arrebatamento.htmlVII - Somos dotados de corpo e alma, e se quem decide de nossas ações é nossa vontade livre, o corpo coopera com nossas boas e más ações.

Portanto, o corpo será ressuscitado, no fim do mundo, para ser punido ou premiado junto com a alma. No fim do mundo, todos os homens morrerão, e, depois, ressuscitarão em corpo e alma, para serem publicamente julgados por Deus. Este será o juízo universal, ou juízo final.Os bons ressuscitarão com um corpo glorioso, imortal, brilhante, ágil e impassível, e serão levados ao céu em corpo e alma. Os maus ressuscitarão com um corpo que espelhará a sua feiura de alma, e, depois de julgados por Cristo, serão lançados no fogo eterno do inferno, como diz Cristo no Evangelho de São Mateus, Cap. XXV, 31-46. Orlando Fedeli
http://www.montfort.org.br/perguntas/juizo_final. HTMLVII - Era conveniente que houvesse também um juízo mais geral, em que todo o gênero humano estivesse presente, para que todos contemplassem a atuação de Deus e dos homens na história, e compreendessem a imensa justiça e misericórdia que Deus usou para castigar os maus e premiar os bons.
Resultado de imagem para castigar os maus e premiar os bons

Este juízo universal ou Final se dará no final do mundo, e será precedido pelos sinais do fim dos tempos, sendo o sinal mais impressionante a ressurreição de todos os homens sob o som de uma trombeta. Reunido então todo o gênero humano no vale de Josafat, Cristo mandará seus anjos para separarem os bons dos maus, e apartá-los para sempre. Uns para o descanso eterno, outros, os maus, para o fogo eterno.Marcos Libório. - http://www.montfort.org.br/perguntas/novissimos. HTMLIX - O Juízo Final é a explicação da história, que será desvendada aos olhos de todos, tantos dos justos como dos preceitos. Serão postos às claras todos os pecados ocultos, todas os milagres de Deus, todos os grandes atos de heroísmo e todas as consequências dos méritos ou pecados das almas... Tudo isso é contado no Juízo Final. É o grande desfecho da história.

Nunca um precito voltará ao Céu e nunca um santo descerá ao inferno. A morte, o Céu ou o Inferno, são eternos. Deus leva muito a séria a nossa falta de seriedade! Se quisermos ser santos, devemos ser sérios e pensar nos "novíssimos", a saber: Morte, Juízo, Céu e Inferno. Em vários trechos do Evangelho, Nosso Senhor nos manda pensar nos novíssimos: "Pense nos teus novíssimos e não pecarás eternamente”. Eis o que falta à humanidade. Dizia o Pe. Antônio Vieira que a Morte é uma coisa certa, incerta e única. É certa porque todos sabem que vão morrer, tanto ricos como pobres. É incerta, pois ninguém sabe quando.

E é única por não haver uma segunda chance.Frederico Viotti http://www.lepanto.com.br/Perg29-7-99.html#OPX - A alma culpada diante do Juiz sentimento comum entre os teólogos que o Juízo particular se faz logo que o homem expira, e que no próprio lugar onde a alma se separa do corpo, aí é julgada por Jesus Cristo, que não manda ninguém em seu lugar, mas vem Ele mesmo para este fim.

http://www.lepanto.com.br/DCNovis.htmlXI

Exposições do Magistério da Igreja:

Catecismo da Igreja Católica 677; 678; 679; 681; 1021; 1022;1032;1038-1041;1470. Concílio Vaticano II - Lúmen Gentium 48(132);. Outras: IV Concílio de Latrão; Concílio de Trento - Decreto Cum Hoc Tempore; Carta Eis Exemplo de Inocêncio III; II Concílio de Lyon - Profissão de Fé de Miguel Paleólogo; Constituição Benedictus Deus de Bento XII;CITAÇÕES BÍBLICAS Ap 20, 12; 2Pd3, 12-13; Mc 12, 38-40; Lc 12, 1-3; Jô 3, 20-21; At 24, 15; Jo 5, 28-29; Mt 25, 31-33-46; Jo 12, 48;

CONCLUINDO:

Observe que a afirmação SÓ A BÍBLIA (Escrituras), entra em completa contradição com a doutrina dos Apóstolos, com a própria escritura e tradição protestante, bem  como estes outros termos que não encontramos nas escrituras: Teologia da Prosperidade, somente as escrituras, somente a Fé e somente a Graça, Campanhas, desafios, etc. Portanto, isto sim que vemos atualmente no protestantismo são heresias tipicamente Protestantes e invencionices humanas.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO


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