sábado, 19 de abril de 2014

ABRAÃO ERA IDÓLATRA E MORREU IDÓLATRA PORQUE DEUS HAVERIA DE SE REVELAR NO TEMPO CERTO

Quando Deus escolheu a Abraão para constituir um povo para si ele, Abraão, adorava os deuses da Caldeia tais como Shamash (deus do Sol e da justiça), Anu (senhor dos céus), Sin (deusa da Lua) e Ishtar (deusa da guerra e do amor).

O Todo-Poderoso exigiu dele apenas ser aceito como seu deus particular e de sua família. Era a condição mínima para deste grande homem erigir uma grande nação na qual iniciaria passaria a se revelar sobre si mesmo e sobre o destino do próprio homem, sua criatura. 
O Texto bíblico que me chamou a atenção  sobre este aspecto da revelação se liga à seguinte passagem: 
"
Melquisedeque, rei de Salém e sacerdote do Deus Altíssimo, mandou trazer pão e vinho, e abençoou Abrão, dizendo: “Bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo, que criou o céu e terra! Bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus inimigos em tuas mãos!” E Abrão deu-lhe o dízimo de tudo" (Gn 14, 18-20). 

Idade do Bronze Final, Ugarit, Estátua de El

A pergunta surge espontaneamente: "Sacerdote do Altíssimo... Como?!". Esses povos vizinhos de Abraão não eram todos pagãos? Ainda:  O sacerdócio do verdadeiro Deus Altíssimo não começou com Aarão depois do cativeiro egípcio a que se submeteram os filhos de Abraão? 

Claro está que esse "Deus Altíssimo" não é JAVÉ DEUS que se revelaria bem mais tarde a Moisés em meio às sarças ardentes. 

Quem, então, seria este "Deus Altíssimo", para o rei-sacerdote de Salém? 

Sim, trata-se de EL ELYON o "Deus Altíssimo" do panteão fenício. Isso vi na Bíblia de Jerusalém em sua nota "v" no rodapé. Agora vejo mais este artigo cuja leitura recomendo aos usuários de meu blog:



"Quando Elyon repartia as nações" - Dt 32,8-9 e os porões da tradição do Antigo Testamento





1. Não é um texto fácil de enfrentar - Dt, 32,8-9. Há tantas informações aí, e empacotadas numa forma poética tão concisa - e, ainda, sendo vítima de correção teológica de escribas judeus -, que ousar se aproximar desses versos é um risco enorme.

2. Há uma semana, na aula de Teologia Sistemática - se não me engano - mencionei a passagem. Mas não a mencionei enquanto referência bíblica, mas apenas como temática mitológica: quando El dividia as nações, eu disse, entre os filhos dos deuses, a Yahweh coube Judá.

3. Por e-mail, recebo, hoje, a cobrança da referência. Trata-se de Dt 32,8-9. A leitura do texto hebraico me força a uma correção - não se trata de El, literalmente, mas de Elyon. Vou apresentar uma tradução rápida aqui: "quando Elyon deu as nações por possessão, quando ele repartiu os filhos de Adão, ele estabeleceu as fronteiras dos povos de acordo com o número dos filhos dos deuses - assim a porção de Yahweh foi seu povo, e Jacó o território de sua propriedade" (Dt 32,8-9) ORIGINAL DA SEPTUAGINTA: "
8 ὅτε διεμέριζεν ὁ ὕψιστος ἔθνη ὡς διέσπειρεν υἱοὺς Αδαμ ἔστησεν ὅρια ἐθνῶν κατὰ ἀριθμὸν ἀγγέλων θεοῦ 9 καὶ ἐγενήθη μερὶς κυρίου λαὸς αὐτοῦ Ιακωβ σχοίνισμακληρονομίας αὐτοῦ Ισραηλ". TRADUÇÃO PARA O LATIM: "8 QUANDO dividebat gentes Altissimus, QUANDO separabat filios Adam, constituit terminos populorum juxta Numerum filiorum Israel. 9 Pars autem Domini, ejus Populus: Jacob funiculus hæreditatis ejus" [uma vez que só considero uma tradução adequada quando se faz a partir da tradução de todos os textos ocorrentes na Bíblia Hebraica, e traduzi rapidamente, não considero a tradução "acabada", mas serve para os propósitos dessa comunicação].

4. Antes, uma informação. O texto hebraico não traz a expressão "filhos dos deuses" - traz "filhos de Israel". Os especialistas recomendam corrigir "filhos de Israel" para "filhos dos deuses", seguindo a tradução da Septuaginta e o texto hebraico encontrado em Qumran. A conclusão a que chegaram, e com a qual concordo, é que a evidência nos induz a dar por certo que um escriba ortodoxo, chocado com a implicação do texto hebraico, tenha "corrigido" a espressão "benê elohim" (ou equivalente), supostamente original (o que se verifica, ainda, na LXX e em Qumran), para a expressão "benê Israel".

5. Corrigida a tradução, é muito curiosa a sua informação. Judá coube a Yahweh por possessão, por desígnio de Elyon, no dia em que o próprio Elyon distribuía as nações aos filhos dos deuses. A estrutura narrativa sugere que Elyon fosse o chefe de um panteão de deuses, e que Yahweh lhe estivesse sujeito, tendo sido vinculado a Judá, como deus desse povo, na assembléia divina.




Ídolos de Barro do Marajó
6. Naturalmente que estamos diante de uma camada da tradição muito estranha, se levarmos em conta a "teologia" final do Antigo Testamento - Yahweh é Deus único, e todos os outros são ilusões e ídolos de barro. Bem, nos termos de Dt 32,8-9, as coisas não eram ainda assim compreendidas, e Elyon aparecia como um eficiente administrador dos mundos das nações, dando a cada deus um povo específico - e a Judá, Yahweh.

7. Dt 32, todavia, é um texto de polêmica com os "falsos ídolos", o que torna a referência ainda mais difícil de administrar. Sequer poderíamos dizer que se trate indiscutivelmente de uma narrativa antiga - o que, todavia, não se pode descartar.

8. Por enquanto, fiquemos apenas com essa constatação geral: há passagens da Bíblia Hebraica que são desconcertantes. A tradição ortodoxa tratará de aplainar as farpas, como quem usa uma plaina sobre uma tábua, para alisá-la, e deixá-la adequada ao uso. A pesquisa histórica, não - ela se agarrará a um curto-circuito desse tipo e o terá como a ponta de um fio solto, e tentará puxar a ponta do fio até descobrir, se for possível, o novelo de onde ele sai.

9. Esse fio de Dt 32,8-9 é um daqueles que nos levaria até as tradições mais antigas de Israel ou Judá, ou de ambos, os dias em que Yahweh não era, ainda, um deus único, mas dividia a teologia - a religião - com outros deuses, alguns deles até mais "eminentes" do que o próprio Yahweh.

10. Entre aqueles dias, antigos, e hoje, quanta distância. Mas aqueles dias ainda olham para nós com seu olho descuidado, e sua pele se arrepia nas páginas antigas das Escrituras. Todo o pó dos séculos não foi suficiente - nem com a ajuda zelosa do escrita santa - para ocultar de nós os dias inaugurais...

OSVALDO LUIZ RIBEIRO


Fonte: PERORATIO



Por este estudo se vê que, pouco a pouco, os deuses principais vão sendo eliminados, ficando para trás e o único e verdadeiro Deus, que se nos manifesta através de sinais perfeitamente identificáveis que são os milagres, prodígios e portentos, revelando-se aos homens, à medida que estes podem suportar. Portanto, nesta revelação divina há os seguintes degraus:

1.º - O Deus único e verdadeiro respeita a capacidade de compreender de seus filhos. Não exige que Abraão abandone suas divindades. Pelo contrário, se põe como um subordinado que escolhe para si uma família da qual se faz o Deus protetor. Ele é o Deus de Abraão e depois, o Deus de Abraão, Isaque e Jacó.

2.º - Nesta fase ele já se manifesta como um dos deuses superiores e depois, o Deus dos deuses;

3.º - Finalmente, ele revela a Moisés como "aquele que é", isto é, aquele que existe, dando a entender que todos os demais deuses não existem a não ser na imaginação de seus seguidores;

4.º - Desde o princípio da Bíblia se pode notar que este Deus não é uma só pessoa, por exemplo: "Façamos o homem a nossa imagem e semelhança" (Gn 2,26); "
E o Senhor Deus disse: “Eis que o homem se tornou como um de nós..." (Gn 3,22);

5.º - Dá a entender que se trata de uma família, a trindade, nas pessoas dos três anjos, um dos quais dialoga com Abraão como se fosse Deus (Gn 18);

6.º - O que era oculto se torna mais claro com a encarnação do Verbo na pessoa de Jesus, denominado "Cristo" (ungido) o qual se declara "Filho de Deus", portanto, tendo a mesma natureza divina de quem o gerou, motivo pelo qual os judeus o condenaram à morte por blasfêmia: "... porque, sendo homem, te fazes Deus" (Jo 10,33);


7.º - Por fim, com a vinda do Espírito Santo no Pentecostes, temos a revelação quase completa sobre a natureza divina. Se o Espírito Santo é Deus, fica claro na seguinte passagem: "Pedro perguntou-lhe: «Ananias, porque deixaste que Satanás tomasse posse do teu coração? POR QUE MENTES AO ESPÍRITO SANTO, conservando uma parte do preço do terreno? Não podias conservá-lo para ti sem o vender? E mesmo que o vendesses não podias ficar com todo o dinheiro? Então, porque fizeste isso? TU NÃO MENTISTE AOS HOMENS, MAS A DEUS». (At 5,3-4);

8.º - Observe que Deus, através de sua Igreja, coluna e sustentáculo da verdade (1Tm 3,15), continua ainda tornando sempre mais claro este mistério divino: "... O Paráclito, o Espírito Santo que o Pai enviará em meu nome, vos ENSINARÁ TUDO e vos RECORDARÁ TUDO o que eu vos disse" (Jo 14,26)..

Autor: Oswaldo
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