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sábado, 30 de novembro de 2013

CAMPANHA PELA APROVAÇÃO DO VOTO IMPRESSO NO SENADO FEDERAL

O Projeto de Lei Nº 5498/2009 que institui a Reforma Eleitoral, aprovado na Câmara dos Deputados em 8 de julho, já está na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) do Senado Federal, onde aguarda designação de relator. Antes de seguir para votação em Plenário, a matéria ainda deverá ser aprovada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado Federal.Impressão do voto 1A proposta trata de dois assuntos distintos. De um lado é apresentado o texto que regulamenta o uso da internet nas campanhas eleitorais – uma aberração, diga-se de passagem. Do outro, um grande passo para a transparência do processo eleitoral brasileiro – a implementação da impressão do voto, a partir das Eleições Gerais de 2014. Para maiores informações sobre a Reforma Eleitoral e o Voto Impresso – leia os artigos publicados pela equipe [Fraudes UE].

Para que a regulamentação do uso da internet seja aplicada nas Eleições Gerais de 2010, a proposição terá de ser sancionada até 30 de setembro de 2009. O caso da (re)criação da impressão do voto é diferente. Desde que aprovada antes de setembro de 2013, o módulo impressor entrará em vigor durante as Eleições Gerais de 2014.

Ao contrário do uso da internet nas campanhas eleitorais, a questão da impressão do voto não será penalizada pelo curto espaço de tempo ou mesmo pela indisposição dos senadores para votarem a matéria em regime de urgência. Para nós, defensores da necessidade do voto impresso para fiscalização e auditoria do processo eleitoral, o que realmente importa é a manutenção do Artigo 5º no Projeto de Lei Nº 5.498/09 e sua posterior aprovação.

O primeiro passo foi dado pelo deputado federal Brizola Neto, líder do PDT na Câmara dos Deputados. Foi ele quem pediu a inclusão da parte final do Projeto de Lei Nº 5.498/09, sob o argumento de que é impossível recontar os votos em caso de suspeita de fraudes. A segunda vitória foi obtida com a aprovação da Reforma Eleitoral na Câmara dos Deputados. Resta agora a aprovação pelo Senado Federal e a sanção do Presidente da República.
O caminho a ser percorrido ainda é longo e, para piorar, cercado de interesses políticos contrários aos da população. Por isso, agora é a nossa vez de contribuir. Informar aos senadores que somos favoráveis à proposta é a melhor forma de evitar que a impressão do voto seja tratada como moeda de troca.
Pensando nisso, lançamos oficialmente a “Campanha pela aprovação do voto impresso no Senado Federal”.Impressão do votoA proposta é semelhante à metodologia adotada pela campanha #ForaSarney, que reuniu mais de 5,8 mil seguidores no Twitter – rede de microblogs que permite postagens de no máximo 140 caracteres. Como eles, iremos empreender uma “passeata virtual” (em menor escala, infelizmente).
Para quem não sabe, chamamos de “passeata virtual” um movimento coordenado pela internet, com a realização de diversas ações paralelas objetivando o mesmo fim. No nosso caso, será um convite para que todos os internautas brasileiros participem do movimento pela aprovação da impressão do voto no Senado Federal. As ações poderão ser realizadas de diversas formas: envio de mensagens SMS, publicação de artigos em blogs, postagem de mensagens no Twitter e, principalmente, o envio de mensagens para os e-mails dos senadores.
Para facilitar a mobilização, iremos dividir a nossa “passeata virtual” em duas frentes distintas. A primeira será a divulgação.
No orkut, existe a comunidade criada pelo Paulo Castelani, intitulada “Quero voto eletrônico impresso”. Se você possui um perfil cadastrado nesta rede social, poderá participar da comunidade e divulgar o movimento para seus amigos.
No twitter, temos o perfil @fraudeurnas, onde divulgamos as últimas notícias sobre a Reforma Eleitoral e a situação do voto impresso. Quem já possuir um perfil cadastrado no microblogging, poderá participar da campanha retwittando (RT) alguma das mensagens abaixo.Rapidez ou eficiênciaNão é reciboSe você é editor de um site ou blog, poderá utilizar este texto, bem como um dos banners criados pela equipe [FraudeUE]. Caso tenha conhecimento em softwares de edição de imagem e queira contribuir com um banner exclusivo, agradecemos antecipadamente.
A segunda frente de atuação será o envio de mensagens para os e-mails dos senadores. Precisamos entregar nosso recado: eles precisam saber que a impressão do voto é importante e que os eleitores pedem sua aprovação.
A orientação de trabalho é simples: envie e-mails aos senadores com o pedido de aprovação da proposta de implementação da impressão do voto. Sabemos que os senadores não irão ler os e-mails pessoalmente, mas temos certeza que eles ficaram sabendo do interesse do eleitorado pela aprovação da proposta.
Como sugestão, deixamos a seguinte mensagem:
Prezado(a) Senador(a),
Sou a favor da impressão do voto como forma de fiscalização e auditoria do processo eleitoral. Quero conferir meu voto. Preciso ter a certeza que ele será realmente direcionado para o candidato escolhido por mim.
Enganar eleitores e candidatos é uma atitude fraudulenta, inaceitável em um estado democrático.
Diversas suspeitas de fraude eleitoral nas urnas eletrônicas circulam pelo país desde a implementação do voto eletrônico. A Justiça Eleitoral sempre ocultou as provas e as testemunhas. A mídia se mantém inerte neste assunto. Vários candidatos não ocuparam seu cargo de direito, e a Justiça nada fez. É fato.
Pense bem antes de votar pela retirada do Artigo 5º do Projeto de Lei Complementar Nº 141/09. Sem a impressão do voto, você poderá ser, nas próximas eleições, a próxima vítima deste sistema.
Voto às cegas é crime. A urna eletrônica precisa imprimir um comprovante do voto. Auditoria é um direito de qualquer candidato. 
O Sr(a). sabia que a Alemanha e a Holanda proibiram constitucionalmente o uso das urnas eletrônicas? Tem conhecimento que o Paraguai recebeu gratuitamente as urnas eletrônicas brasileiras e devolveu por falta de segurança no processo eleitoral?
Lembre-se: mais de 50 países vieram conhecer o sistema eletrônico de votação adotado no Brasil, mas NENHUM deles adotou.
A aprovação Artigo 5º do Projeto de Lei Complementar Nº 141/09 será a uma conquista para a democracia brasileira. Participe você também desta iniciativa. Vote SIM pela implementação do voto impresso.
Se você quer escrever sua própria versão, sugerimos que leia o depoimento redigido pelo Paulo Castelani e remetido aos senadores.
A primeira sugestão de envio da mensagem é através do programa de e-mails utilizado por você. No campo PARA, digite o endereço eletrônico de todos os senadores, separados por vírgula. Para facilitar, copie a seqüencia de e-mails disponibilizada pela equipe [Fraude UE]. Sugerimos que marque a opção “confirmação de leitura”, possibilitando verificar posteriormente quais senadores leram os e-mails enviados.
Existe também uma outra forma de enviar e-mails para todos os senadores. Acesse o site do Senado Federal. Clique no banner “Alô Senado”.  Escolha a opção “Sugestões e consultas”, escolha a opção “Comissão e Liderança” e depois “todos os senadores”. Preencha seus dados e envie a mensagem.
Internautas! Enviem sua mensagem para todos os senadores. Mobilização já! 
Os leitores que tiverem interesse poderão acompanhar a tramitação do Projeto de Lei Complementar Nº 141/2009, através do Cadastro de Atividade Legislativa do Senado Federal.
“A internet virou uma plataforma política por excelência, possibilita cada vez mais a mobilização e tem efeito imediato. A rede tem força em mobilizar jovens, ao mesmo tempo em que coloca os políticos sob análise.” (Ronaldo Lemos, professor de Direito da FGV)

Saiba mais sobre o assunto:



2 comentários:

Marcos Martino on 12 de agosto de 2009 14:07 disse...
Minha impressão é que a impressão dos votos melhora a segurança, mas não resolve definitivamente a situação. Acaba que o problema pode ser no auferir, no computar esses votos para um ou outro candidato. Seria muito complicado conferir quem votou em quem após a eleição se as pessoas levarem seus recibos de voto pra casa. A não ser que cada voto impresso deixasse outra cópia para apurações.
Fraude Urnas Eletrônicas on 12 de agosto de 2009 20:42 disse...
Olá Martino,

Receba as boas vindas de toda a equipe [FraudeUE].

Realmente a impressão do voto não é a solução para todos os problemas. Entretanto, diante do atual posicionamento do TSE, que teima em afirmar que as urnas são invioláveis, a impressão do voto é um primeiro passo para uma efetiva solução.

Assim como você, grande parte dos brasileiros estão tendo um entendimento errado sobre o artigo 5º da Reforma Eleitoral.

Acreditamos que o uso do termo "comprovante de votação" tem contribuído negativamente. A analógica direta com os comprovantes bancários, em que o cidadão leva para casa, tem incentivado os eleitores a acreditar que o comprovante de voto seja uma ideia direcionada ao eleitor.

Muito pelo contrário. O voto impresso não é para o eleitor. É pela segurança da votação. Como bem citado por você, o artigo §3º do Projeto de Lei Nº 5.498/09, determina que o voto materializado não terá contato físico direto com o eleitor.

Caberá ao eleitor conferir se seu voto foi registrado da forma correta, confirmando a impressão. Caberá aos candidatos que se sentirem lesados, solicitar recontagem dos votos impressos.

Assim, ganha o eleitor, que terá certeza que seu voto foi direcionado para o candidato escolhido. Ganha o candidato, que terá certeza da votação obtida.

Sugiro que dê uma lida nos demais artigos publicados na seção Reforma Eleitoral e Voto Impresso.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

INOVAÇÕES ROMANISTAS - SEGUNDA "INOVAÇÃO" - AS IMAGENS


EVANGÉLICO - Mas não poderá negar que ao menos o culto das imagens é uma inovação; é um paganização do cristianismo.


A   SERPENTE   DE  BRONZE HASTEADA  NO  DESERTO 
POR  ORDEM DE DEUS - Todos os feridos pelas serpentes  
que  olhavam para ela eram instantaneamente 
curados
CATÓLICO - Não é inovação nem paganização; é simplesmente obediência à lei de Deus, o qual mandou honrar seus servos fiéis.

- Aos servos fiéis, sim, mas às imagens, não.

- Se eu honro a um amigo, eu lhe venero também o retrato; uma coisa tem relação com a outra.

- Mas Deus proibiu todas as imagens.

- Se fosse assim, teria proibido também os retratos que também são imagens.

- Mas é que os retratos não se adoram; e os católicos adoram as imagens. São idólatras.

- O Sr. pecou e merece o inferno.

- Por que?

- Porque Jesus disse: "quem disser a seu irmão 'ímpio' merece o fogo do inferno", e o Sr. disse pior, disse que os católicos são idólatras.

- Mas eles se ajoelham diante de uma imagem; e isso é idolatria.

-  Ajoelhar-se ainda não é adorar. Adoração é um ato interno: é reconhecer alguma coisa como Deus. E isso não fazem os católicos.

- Eles adoram um pau, uma pedra; e rezam aos mesmos.

- O que fazem é venerar, não o pau, ou a pedra em si mesmos, e sim pelo que representam.



- Mas eles dizem "este é Santo Antônio, aquela é Santa Terezinha".

-Dizem isso figuradamente, assim como o Sr. diz diante de uma retrato de seu pai "este é meu pai". O sentido é "este representa meu pai", pois não é?

- Deixo de saber. O que sei é que ouço muitos católicos: "Eu adoro os santos".

- Mas não com o sentido de adorar, como se adora a Deus.

- Deixo de saber. Adorar é adorar, e só se adora a Deus.

- Então em português uma palavra só poder ter uma significação? Meu caro, há muito palavras que têm muitos sentidos. Por exemplo, há no campo certo animal a que chamamos burro. E o mesmo nome damos a certa classe de gente...

- Adorar é adorar.

- Olhe que a teimosia tem parentesco com a ignorância.

- Lá sei eu! Só sei que adorar é adorar.

- Escute, os pais são Deus?

- Não, Sr.

- As noivas são Deus?

- Não.

- E, no entanto, os filhos e os noivos, quando escrevem aos pais ou às noivas, dizem: meus adorados pais ou minha adorado Fulana... É ou não é?

- Mas, embora os católicos não adorem as imagens, Deus proibiu que se fizessem imagens.

- Isso é que não.

- Sim, Sr. - Disse Deus: (Êxodo 20,4). Não farás para ti imagem de escultura, nem figura alguma de tudo o que há em cima no Céu, e do que há debaixo na terra". 

Está aí a condenação do romanismo idólatra. Esta eu ganhei.


- Eis um exemplo de má interpretação de um texto bíblico. Nenhum texto deve ser separado do resto da Bíblia nem deve excluir a história e as circunstâncias em que se deu e nem, muito menos, o contexto. E tudo isso excluiu o protestantismo, para condenar o odiado 

"Romanismo" para a pecha de idolatria. O Cordeiro deve desaparecer; por isso deve ser idólatra.

Mas vejamos o que o protestantismo omitiu, por desfaçatez ou ignorância. Reconstruamos os fatos, olhemos o contexto e os textos referentes ao caso. Diga-me: quantos anos faz que o elemento italiano entrou no Brasil?

- Pouco mais de 70; não chegam a 100.

- E não há italianos completamente abrasileirados, com língua, usos e costumes nossos?

- Conheço muito assim.

- Imagine: em 70 anos, o povo perdeu o uso da língua hebraica, aprendendo  a língua dos assírios, o aramaico. A prova está que quando voltaram a Jerusalém, um velho, Esdras, foi obrigado a traduzir os livros sagrados do hebraico para o aramaico, para que o povo os entendesse.

- A que vem essas tiradas. Isso são voltas...

- Não me interrompa. Ouça.Quantos judeus entraram no Egito e quantos anos ficaram lá?

- Entraram Jacó, seus doze filhos e a criadagem. ao todo eram uma 70 pessoas. Ficaram no Egito 400 anos.

- E eram livres ou escravos?

- Escravos, pois consta que ele fizeram algumas das pirâmides do Egito, a que se chamava Terra da Servidão (Ex 20,1).

- Pois agora vem a conclusão. Se o povo italiano, livre e independente modificou-se por influências mesológica em um pouco mais de 50 anos, se os próprios hebreus em 70 anos, tornaram-se assírios perfeitos, e os judeus escravos ficando no Egito por 400 anos, tornaram-se, logicamente, egípcios perfeitos. Não acha?

- É lógico. E daí?

- Daí se deduz que eles adotaram também os costumes egípcios.

- É de se supor, pois era um povo abandonado.

- Pois bem. Narram-nos a história e a arqueologia que no Egito quase todas as criaturas eram tidas como deuses. Havia e deus sol, a deusa luz, o deus Nilo, o Deus Leviatan (jacaré), o deus Ibis (um pássaro), o deus Isis, o deus Ápís (boi), o deus gato, e uma infinidade de outros deuses. Só não conheciam o Deus verdadeiro. Ora, o povo hebraico, naquele meio, foi na "onda". Nem pode deixar de ser assim. as Deus não estava satisfeito com isso.l Passados 400 anos, quis tirar o seu povo da terra da escravidão. Destacou Moisés para esse fim. Confirmou a sua palavra com prodígios, a fim de que o povo ficasse ciente de que ele era o Deus verdadeiro e não um deus do Egito.

Nenhum lugar é mais apropriado para a reforma de um povo do que o deserto. No deserto, pois, enquanto sustentava o seu povo com o maná, Deus chamou Moisés ao monte e, desde o princípio do capítulo 20 do Êxodo, se vê que implica com os deuses. Vejamos: "Eu sou o Senhor teu Deus... Não terá deuses estrangeiros diante de mim". Entendeu?

Só depois especifica os deuses: "Não farás para ti imagem...". Imagem de que? Do que tinha acabado de declarar. De deuses. Isto diz o contexto e não eu.

- Bem. Mas no texto citado por mim não diz desus. Só fala em imagens e nada mais.

- Mas o contexto o diz. Aliás, a sua confusão originou-se pela pontuação e pela separação dos versículos, coisa que Moisés não conheceu. E Deus supõe, quando lemos a Bíblia, que enxerguemos um palmo adiante do nariz e vejamos o que vem antes e depois, para do todo inferirmos alguma coisa. Um exemplo: Responda à pergunta - Jesus é maior de todos os homens?

- Sim. Ele é o homem-Deus. Di-lo Lutero.

- E Maria é maior que todos os homens, excetuando-se Cristo?

- Perfeitamente, porque é a mãe de Jesus, que é Deus.

- Como se explica, então, as palavras de Jesus em São Lucas, referentes a São João Batista do qual diz: "... dos nascidos de mulher ninguém há maior que João Batista"?. E Jesus e Maria erama nascidos de mulher... Logo, o texto, tomado sem o contexto, diz uma heresia: que João Batista é maior do que Jesus e Maria. E n]ão pode ser. Pode explicar-se o caso?

- No momento não recordo a saída.

- A explicação é esta. Alguns versículos antes falou Jesus em profetas. Depois de alguns versículos diz: dos nascidos de mulher não há... dos o que? Dos profetas, dos quais falara antes.

Assim também no nosso caso. Proscreve imagens, mas,m que imagens? Todas? Não. As imagens a que se referiu antes, dizendo: não terás outros deuses estrangeiros diante de mim. Não acha?

E, como prevendo as dúvidas protestantes, Deus especificou as tais imagens (Dt 4, 16-19).

- Que é que se lê aí?

- Vers. 16: "Por não suceder que, enganados, façais para vós alguma imagem de escultura, ou alguma figura de homem ou de mulher.

17 - Nem semelhança de quaquer animal que há sobre a terra, ou das aves que voam debaixo do céu.

18 - Ou dos répteis que se movem na terra,m ou dos peixes que deb aixo da terra moram nas águas.

19 - Não seja que levantado os olhos ao céus, vejais o sol e a lua, e todos os astros do céu, e, caindo no erro, adoreis e deis culto a essas coisas que o Senhor vosso Deus criou para serviço de todas as gentes que vivem debaixo do céu"

Então viu quais são as imagens? de deuses, dos deuses que se adoravam no Egito.

Em São Paulo (Rm 1,23) se acha a mesma coisa: "E mudaram a glória de Deus incorruptível em semelhança de figura de homem corruptível, de aves, e de quadrúpedes, e de serpentes".

Falar mais claro é impossível. Que pensa disso?

- ?

- Vejamos os outros textos que se referem ao de Ex 20,4. Deus quis dar leis ao povo que Moisés tinha diante de si. Eram leis práticas. Deus não havia de proibir coisas que o povo não conhecia. Ora, no Egito podia haver tudo, mas não imagens de santos, Logo, Deus não tencionava condená-las, pelo menos naquela ocasião. Vejamos , em contra-prova, as imagens que o povo conhecia.



Em seguida (cap 32, v. 1), o povo, vendo que Moisés não descia do monte julgando, provavelmente que Deus que os tirara do Egito se esquecera deles, foram ter com Aarão e lhe disseram: "Faze-nos deuses". Não disseram: "Faze-nos santos", mas "faze-nos deuses". E, tendo Aarão feito um bezerro de outro (imitação do boi Ápis, do Egito), disseram: "Estes são, ó Israel, os teus deuses que te tiraram da terra do Egito" (Ex 32,4).

Parafraseando a Escritura se poderia dizer: "Estes são, ó protestantes, os deuses atingidos por Deus njs proibições das imagens, porque esses eram os deuses, conhecidos por Israel". E, quando Moisés desceu, logo condenou o povo, acusando-o de pecado: "Vós cometestes o maior pecado" - E a Deus disse "Rogo-te; este povo cometeu o maior pecado, fazendo para si deuses de ouro" (Ex 32,31).

Os salmos e os outros livros estão cheios de contraposições: de um lado, aparece o Deus verdadeiro, e de outro, os deuses falsos ou os ídolos, aos quais se tomava por divindades. Contra estes é que Deus se rebela e não contra simples imagens, que não tomamos como deuses, e sim que para nós representam servos de Deus.

Não nota diferença entre as imagens dos santos dos católicos e os ídolos pagãos?

- Mas extremamente se parecem.

- Parecer não é ser. Semelhança não é igualdade. Não deve tomar, a nuvem por Juno. A semelhança externa não faz dificuldade. Tudo depende do culto prestado às imagens. A Igreja condena a idolatria, mas aprova a veneração das imagens de servos de Deus.

- Mas os que observam a Igreja, pensam que os católicos têm as imagens por ídolos. Daí a pecha de idolatria.

- Nunca se deve fazer juízo temerário do próximo. Não há católico, por mais atrasado que seja, que julgue serem ídolos as imagens. Todos sabem que são retratos dos servos de Deus, não divindades.

E depois, Deus não só não proibiu imagens de anjos e santos, como, pelo contrário as apoiou.

Quem foi que, no cap. 25, v. 18 do Êxodo, mandou que Moisés fizesse dois querubins de ouro batido?

- Foi Deus, mas mandou fazê-los só para ornamento.

- Deixo de saber o fim para o qual tinha sido. Aqui se trata de saber se se pode fazer imagens ou não. Se Deus mandou que se fizessem, nós podemos fazer, pois Deus não é o princípio da desordem, mas da ordem. Ele não podia mandar fazer coisas por ele proibidas. Ainda mais, essas imagens não eram simples ornamentos.

- "E no meio delas eu hei de falar-lhes" disse Deus. Se fosse simples ornamentos, seriam dois vasos de flores, duas rosas. Faziam parte integralmente da arca que o povo não podia tocar, sob pena de morte. Logo, não eram um mero ornamento. E que fossem... Não haveria nisso dificuldade nenhuma, visto que a questão está em saber se se pode ou não fazer imagens.

- Admito imagens de querubins, mas de homens não.

- Não admitir imagens de homens é pôr o homem abaixo do próprio bruto, é injuriar a humanidade.

- Misericórdia! Que absurdo!

- Absurdo, não Sr.! Realidade é que é.

- Desejaria saber porque.

- Sabê-lo-á. Deus, no livro dos Números, cap. 21, v. 8, mandou que Moisés fizesse uma serpente de metal.! E Moisés, v. 9.

- Mas depois Deus mandou quebrar a cobra.

- Sim, porque a coisa virara idolatria.

- Logo, Deus se arrependeu de tê-la mandado fzer.

- Deus não se arrepende de seus atos. Pode-se até hoje fazer imagens: não só de cobrar, mas de todos os animais: O que não se pode fazer é adorar estas imagens como divindade.

- E assim como os judeus no deserto adoravam a cobra, os católicos adoram as imagens dos santos.


- Isso  não é lógico. Os católicos não têm tendências para a idolatria, como os hebreus, que tinha vivido nela 400 anos. Eles não se detêm na exterioridade, como os idólatras: da imagem vão ao que ela representa, vão a Deus.

Logo, as imagens dos santos não foram proibidas mas sim, o culto dos ídolos. São coisas completamente distintas.

- Mas não disse também Deus: "... e não te curvarás diante delas?"

- Eis uma prova da corrupção da Sagrada Escritura. Por isso é qUe a Igreja quer controlar as edições da Bíblia.

- Como? Então não é:.. não te curvarás diante delas?"

- Na vulgata, traduzida por São Jerônimo, temos "Non adorabis ea" que traduzido em bom português, significa "e não as adorarás (as imagens)". Aliás, a recente edição de A. Pereira de Figueiredo (edição protestante). Aliás, a recente edição de A. Pereira de Figueiredo (edição protestante) dá também a tradução correta: "não as adorarás".

Portanto, mais uma vez: Deus não proibiu as imagens de um modo absoluto, mas relativo: as dos ídolos.

Proibiu o modo de se lhes prestar culto: o de adoração: Só isso que se infere da Bíblia. Não é erro ter-se o culto das imagens, não é esse culto uma "inovação" do Romanismo: é uma prática apostólica. E, mesmo que inovação fosse, seria acidental. Não é da essência da religião católica o ter-se imagens.

É bom, é útil e recomendável, porque desperta piedade e fé, mas não é condição sine qua non da catolicismo.

- Em todo caso, Deus não mandou fazer. Não é da Bíblia, ao menos para o caso dos santos.

- Como não? Não na Bíblia descrição de personagens?

- Há, e muitas: um é pescador, o outro é rei, o outro profeta.

- Pois, meu caro, uma descrição é uma imagem. }Se alguém desenha o que foi descrito, a imagem está feita. O mesmo vale descrever, pintar ou esculturar. Não há diferença essencial. Esta é uma modalidade, um forma daquela. Logo, Deus permitiu as imagens, pois foi ele quem as mandou delinear no livros sagrados.

Se fossem proibidas as imagens, como teria Jesus feito o milagre de estampar a imagem de seu rosto no véu da mulher lhe enxugou no caminho do Calvário?

Mais: A São Lucas se atribui o primeiro quadro da SSma. Virgem. Temos, em todo o caso, uma descrição magistral da Virgem de São Dionísio Aeropogita que a viu ainda em vida, em Êfeso.

Entretanto, vá o Sr. ver as "catacumbas" e lá nos mármores das sepulturas e na rocha das paredes encontrará um infinidade de imagens de santos.

 Cinco Santos Mártires, Corredor da Catacumba,
Cubículo dos Sacramentos.


- Será fato? Como se explica isso?

- Que seja fato, ninguém o pode hoje contestar. Lá estão as pedras seculares a atestá-lo. Agora, como explicá-lo? Muito simplesmente. Era de supor que eles não fosse idiotas. Se morriam para não adorar os ídolos dos templos pagãos, embora viessem imagens nas catacumbas, era porque tinham inteligência suficiente para perceberem a diferença colossal que há entre uma imagem de santo (que ele veneravam) e um ídolo (que era dorado nos templos pagãos e que eles aborreciam).

Só os protestantes é que não veem a diferença. ´que não querem ver. A Igreja deve aparecer culpada e, por isso, deve ser idólatra. Mas atribua-se ao menos a tão decantada idolatria romana, à fantasia protewstante não não à realidade dos fatos. Fazer o contrário é agir de má fé, é fazer o papel do lobo em face do cordeiro. Papel indigno de um cristão.

JESUS ÚNICO LÍDER - O ESPÍRITO SANTO GUIA OS CATÓLICOS?

"O ÚNICO LÍDER VERDADEIRO É JESUS"

TODOS OS LÍDERES DA IGREJA SÃO FALSOS? CRISTO NÃO DEIXOU LÍDERES PARA SUA IGREJA VISÍVEL NA TERRA?

aguinaldo silva ... único lider verdadeiro é Jesus .... quem não ensina seus ensinos é lider falso .

Autor: Oswaldo

Não foi isso, como se pode ver acima, que deixou Cristo .

Sua Igreja visível não é acéfala. Ela tem líderes com poderes ordinários de conduzir seu rebanho de forma tal que seus atos, por promessa divina, serão sempre confirmados pelos céus, isto é, estão impedidos pelo Espírito Santo de errar quando ensinam a fé e a moral: 
 "Em verdade vos digo: tudo o que ligardes sobre a terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes sobre a terra será também desligado no céu." (Mt 18,18).


O gozado é que estamos constatando que os católicos quando expõem a doutrina na internet, parece que, quando unidos aos legítimos pastores, também estão impedidos de MENTIR. 

Há cerca de dez anos nos propusemos desmentir tecnicamente o turbilhão de mentiras publicadas nos sites de nossos irmãozinhos rebelados. 

Facilmente organizamos uma lista contendo centenas delas [1]; igualmente desafiamos aos protestantes para que fizessem o mesmo com relação às mentiras propaladas pelos católicos, tendo que obedecer as mesmas regras. Estes não conseguiram identificar e comprovar uma única mentira. Será isso fruto da assistência direta do Espírito de Deus?....


 [1] - Acessar:


DESCOBERTA EXTRAORDINÁRIA - A MAIS ANTIGA IGREJA CRISTÃ DO MUNDO





* Uma descoberta extraordinária: encontrada na Jordânia a mais antiga igreja do mundo, datada do século I.


Da Jordânia vem a notícia de que encontraram o primeiro local de culto cristão, datado do século I. Os arqueólogos estão eufóricos, mas outros especialistas advogam cautela, até que as análises sejam mais conclusivas.

O teólogo Carreira das Neves comenta ao DN (Diário de Notícias, Portugal) esta grande descoberta



“Extraordinário”, comentam os especialistas
A notícia já tem uns dias, mas o impacto da sua descoberta ainda mal se sentiu: um grupo de arqueólogos jordanianos afirma ter descoberto o mais antigo local de culto cristão do mundo, em Rihab, a 40 quilómetros de Amã. “Deve ter sido construído entre os anos 33 e 70 da nossa era”, explicou Abdul Qader Hassan, chefe do Centro de Estudos Arqueológicos, especificando que, por cima do local se construiu outra igreja, em pedra, em honra a São Jorge.
O templo subterrâneo agora descoberto, de estrutura circular, possui vários escalões e assentos de pedra para os sacerdotes. A tese dos arqueólogos sustenta que o local acolheu os primeiros cristãos, os 70 discípulos de Jesus Cristo, até à data em que os romanos abraçaram a religião católica, tendo então sido construída a igreja de São Jorge. Nesta existe um mosaico onde se mencionam “os 70 amados por Deus”.
As primeiras reações não se fizeram, esperar. O historiador Thomas Parker da Universidade da Carolina do Norte Raleigh, que conduziu a descoberta da igreja de Aqaba, considera que enquanto não visitar o local as interpretações devem ser cautelosas. “Uma descoberta extraordinária como esta exige provas extraordinárias”, comentou o especialista, que defende que “precisamos de ver os artefactos encontrados, datá-los para saber se a sua ocupação data do século I”.
“Eu até me benzo…”
“Isto é muito… isto é espantoso. Eu até me benzo! É muito mais do que as últimas descobertas, há cerca de 40 anos, respectivamente da Casa de São Pedro e da Casa de Nossa Senhora da Nazaré, dos finais do século I”, comenta, ao DN, o padre Carreira das Neves, o maior especialista português em questões da Bíblia, que ontem fomos encontrar a assinar obras suas no stand da Universidade Católica na Feira do Livro. Perplexo porque não tivera ainda conhecimento da notícia, que leu atentamente, pelo menos o que está disponível nos media.
O seu primeiro comentário aproxima-se do prestado pelo historiador Parker, de que é preciso algum cuidado e esperar por se saber mais. Mas pelo que leu está de acordo em que o local cristão encontrado seja o mais antigo onde se celebrou Deus, com orações e liturgia. “É absolutamente plausível”, comenta.
A prova mais importante das notícias, em sua opinião, é a citação da inscrição no mosaico da igreja de São Jorge sobre os discípulos -”os 70 queridos [amados] por Deus e pelo Divino”. Carreira das Neves lembra que para ele há aqui “um problema”, já que, explica, “nos primeiros tempos Jesus não era ainda Deus, era o Divino, assim o chamavam nos antigos escritos”. Mas, em contrapartida, lembra que a inscrição no mosaico “é uma prova de Jesus, de que ele não é um mito. Uma prova da existência da igreja primitiva que nos anos 70 da era de Cristo se refugiou para fugir à perseguição romana “.
Carreira das Neves sabe do que fala. Ele próprio, contou-nos, andou nos anos 60 a fazer arqueologia em Israel e na Jordânia durante três anos, como estudante de Exegese Bíblica [interpretação bíblica] . Tinha 26 anos e foi obrigado a estudar toda esta área. Diz, convicto, que “estamos a encontrar cada vez mais dados arqueológicos que nos ligam ao Antigo e Novo Testamento”

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

FRANCISCO PÕE EM RISCO NOSSA FÉ

AS ATITUDES DO PAPA FRANCISCO PODEM COLOCAR EM PERIGO NOSSA FÉ? - POR PADRE JONAS DOS SANTOS LISBOA 




"Os dois extremos (o tradicionalismo e o progressismo). se tocam. Ambos tem por meta solapar a autoridade do supremo pastor da Igreja e tornar a Igreja, desacreditada. Ambos, curiosamente, seguem a mesma linha de pensamento denunciada pelo Papa S. Pio X na Encíclica Pascendi: “Temos aberta a estrada para enfrentar a autoridade dos Concílios e para contradizer à vontade as suas deliberações, e julgar os seus decretos e manifestar às claras tudo o que nos parece verdade, seja embora aprovado ou condenado por qualquer Concílio, ostentam certo desprezo das doutrinas católicas, dos Santos Padres, dos concílios ecumênicos, dos magistérios eclesiásticos; e se forem por isto repreendidos, queixam-se de que se lhes tolhe a liberdade”. Olhando os ataques que os inimigos camuflados sob qualquer rótulo fazem à Igreja e ao Papa, pouco trabalho resta aos inimigos declarados e externos.



O católico é simplesmente católico. Daí a necessidade de se rotularem com termos restritivos como tradicionalistas ou progressistas. (Tanto uns quanto outros estão fora da Igreja. É o que afirma S. Pio X na Pascendi a respeito dos modernistas e é o que afirma Bento XVI a respeito da Fraternidade, que é a personificação da tradicionalismo na atualidade...) 

O tradicionalismo, por outro lado, por não ser católico, não guarda a unidade querida por Jesus. Haja vista o cisma que aconteceu dentro do cisma. Por não suportar a “rebeldia” de um de seus bispos, este foi excluído (excomungado!) de seus quadros. O interessante é que as acusações que o “bispo rebelde” fez ao atual governo da FSSPX, foram as mesmas que o dito superior fez contra os padres de Campos quando conversavam com Roma. Ainda como pano de fundo à resposta que devo dar à pergunta a mim formulada, queria lembrar que o Concílio Vat. II está completando 50 anos. A missa chamada de Novus Ordo, completou 43 anos. O Catecismo da Igreja Católica, 20 anos. O Código de Direito Canônico, completou 40 anos. Estes são os pomos da discórdia que fazem com que os neo-cismáticos rejeitem ao que chamam de IGREJA OFICIAL como um todo e vivam praticamente numa autonomia própria das seitas. Como se vê, não somente palavras e atitudes do Papa, mas todos os atos e documentos oficiais da magistério contemporâneo são contestados, e por largos anos. Mesmo que não se declarem sedevacantistas, na prática o são.

Lefebvre - Bispo rebelado contra a Igreja
O próprio fundador da FSSPX declarou alto e bom som, que as quatro notas da Igreja de Cristo não pertencem mais à IGREJA OFICIAL, mas à Fraternidade. Por isso que o sucessor do fundador se arvora em crítico do Papa, acusando-o de “por em perigo a nossa fé”. Pelo contrário, o papa tem dado aulas muito práticas e oportunas sobre todos os assuntos atuais. Nas entrevistas que tem sido infelizmente deturpadas e manipuladas pelos inimigos da Igreja, o Papa tem sido claro, dizendo que em todos os assuntos relativos à moral como a questão do aborto, homossexualismo, etc, ele como filho fiel da Igreja se atém ao que ensina o Catecismo da Igreja Católica. Se Jesus estivesse em pessoa hoje ocupando a Cátedra de Pedro não se livraria de acusações levianas e infundadas como esta, que certamente fariam os escribas e fariseus a seu respeito: “- Jesus até o presente momento não falou uma palavra sequer contra o aborto ou contra o homossexualismo. Pelo contrário, falou que Sodoma e Gomorra seriam julgadas com menos severidade que nós (fariseus) e que os libertinos e pecadores alcançariam primeiro o reino do céu que nós que somos religiosos observantes da lei!”.  Não seria uma atitude polêmica e sujeita a críticas, esta de Jesus?" Padre Jonas dos Santos Lisboa é colaborador dos portais "Catolicismo Romano" e ´"Rádio Italiana". Pertence ao clero da Administração Apostólica São João Maria Vianney. Cursou Filosofia e Teologia no Seminário da Diocese de Campos dos Goytacazes. Responsável pela celebração da Missa Tridentina, na forma extraordinária em latim, do rito romano, na Capela de Santa Luzia em São Paulo. 

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Postado no meu Face Book por: Paulo Kelson RetornoPaulo Kelson Retorno


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