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terça-feira, 13 de janeiro de 2015

VOCÊ SE LEMBRA DAQUELA HISTORINHA MALACAFENTA CONTADA PELA MARIA SCHULTZE?

É uma historinha bem "enrolada" de uma tal freirinha com o pseudônimo "Charlotte Wells" que você poderá ler em "AS ESCRAVAS DO PAPA". Pois bem, agora posso transcrever um estudo bem mais fundamentado:

A refutação do "testemunho" de Charlotte Wells

Introdução

O suposto "testemunho" de Charlotte Wells é a história de uma freira que (supostamente) deixou o convento carmelita e se tornou uma protestante fundamentalista, em 1945. A história que ela conta em seu testemunho fictício apresenta semelhanças marcantes com a fraudulenta história de Maria Monk do século 19.

Speight, Charlotte Rae (nee Wells) : MadisondotcomEm resumo: Chalotte Wells (1898-1983) relata um conto de estupro e maus-tratos por padres no convento, de tortura por parte da madre superiora, o padre que tive filhos com a madre superiora, etc. uma história de terror muito parecida com a de Maria Monk. Ela viajou 14 anos em companhia da Irmã Nilah Rutledge, contando a história de sua vida a várias congregações. 

Sua história foi postada na internet em diferentes lugares. Dada a natureza das acusações contra a Santa Igreja Católica, é apenas para que a sua história seja criticamente examinada. É o objetivo desta página, por isso, para mostrar os erros e as falsidades deste alegado testemunho. 

Mas, quem era Charlotte Wells?

Uma boa pergunta! Charlotte Wells não era seu nome verdadeiro, tendo falecido em 1983. Uma pergunta: por que ela se sentiu coagida a esconder sua verdadeira identidade sob pseudônimo, afinal, seria fácil, então de se verificar se ela tivesse estado no convento que alegou ter ficado, se os eventos descritos realmente aconteceram, ou se, de fato, ela nem mesmo fosse católica efetivamente.

Em uma parte da história contada, ela diz:

"Eu não tenho medo de ninguém em todo este mundo. Eu sou uma filha de Deus. Acredito que ele não vai deixar ninguém colocar a mão em mim até que meu trabalho esteja terminado".

Se era assim tão destemida e convencida de que ela estava agindo corretamente, por que haveria de esconder sua identidade o tempo todo?

Mas não podemos dar-nos ao luxo desta informação, porém já é um fato que deve soar como alarme para qualquer um que esteja em busca da verdade. Não temos nenhuma condição de verificar a verdade desta história por ela narrada, mas como espera que o povo acredite? Com certeza, ela foi acompanhada durante 14 anos em suas viagens por uma companheira, mas o que isso prova? Só prova que ela viajou por 14 anos e, certamente, não que a sua história sobre sua vida anterior fosse verdade.




Fosse verdadeira sua narrativa, deveria ter sido possível chegar a algum tipo de evidência dessa história. Mas, como em tantos outras lendas anti-católicas, não há nenhuma.

Agora analisemos os erros e inconsistências de seu relato. 

1. Quantidade errada de freiras e estilo errado de vida

Conventos carmelitas têm no máximo de 30 freiras, mas Charlotte Wells alegou que havia 180 freiras em sua própria ala. Escusado será dizer que o nome deste convento não está disponível, mais do que o verdadeiro nome Charlotte Wells.

Pouca gente sabe, mas em Campo Mourão-PR, existe a comunidade das “carmelitas descalças” do Carmelo Nossa Senhora do Carmo.

Além disso, a ordem é Carmelitas de clausura, ou seja, as freiras nunca deixam o convento para ir lá fora para o mundo. Difere, portanto, de uma ordem aberta, onde as freiras podem sair para fora. Na história Charlotte Wells afirma ser  enclausuradas, declarando além disso que era enfermeira, o que significaria que ela teria de deixar o claustro para chegar ao trabalho!

Caro leitor, não existe ordem de clausura que se dedique a trabalho hospitalar. São duas coisas mutuamente exclusivas. Se ela foi enclausurada, ela não poderia sair para trabalhar no hospital! 

2. Terminologia errada indica que ela provavelmente nunca foi católica

Convento de Carmelitas Descalças
O livro usa frases como "vai à confessional" e "quatorze passos que Jesus carregou a cruz do Calvário"? Por que ela não é usava somente os termos corretos "Confessar-se" e "a Via Sacra"? A defesa de que os termos utilizados por Charlotte fez mais sentido para ouvidos protestantes é inválida: ela poderia facilmente ter definido os termos católicos antes de usá-los. Em todo o caso, muitos católicos teriam ouvido a sua história também. Ela também evita os termos "noviça" e "professa" o que é bastante bizarro para a história de uma suposta freira, não acha?

O uso destes termos incorretos nos leva a suspeitar Charlotte Wells não era realmente católica. 

3. Falsidades definitivas no livro

Aqui está um exemplo:

"Você sabe que um católico romano pode mentir para você. E eles não precisam se confessar e dizer ao padre sobre a mentira proferem, isto, porque estão mentindo para proteger sua fé. Eles podem dizer a mentira que quiserem para proteger sua fé e nem precisarão se confessar dizendo ao padre sobre isso. "

Em outros lugares, ela relata que é correto para um católico roubar até o valor de US $40 dólares. Isso também é flagrantemente falso. Além disso, ela afirma que teve que fazer seus votos posteriores usando o próprio sangue. Um absurdo! Grande parte do material do livro, de fato, só pode ser descrita como invenção sadomasoquista. 

4. Relação de cenários que revelam equívocos protestantes sobre a doutrina católica.

A história conta que as freiras são levadas a:

"Acreditar que sua família será salva. Ele não faz diferença entre quantos bancos que assaltam e quantas lojas que roubam. Isso não faz nenhuma diferença como, por exemplo, beber e fumar e festejar e viver neste mundo pecaminoso e fazer todas as coisas que os pecadores fazem. Não faz a menor diferença. Nossa família será salva, se continuarmos a viver no convento e dar nossas vidas para o convento e à Igreja - ... podemos ter certeza de que outros membros de nossa família imediatamente será salva"

Esta é uma distorção absurda da doutrina católica da graça. Ele afirma que os entes queridos não responderão pelos pecados diante de Deus, desde que um membro da família esteja no convento!

A ideia distorcida é possivelmente derivada de um mal-entendido sobre a doutrina católica que seria a de oferecer os sofrimentos de alguém para a graça da conversão dos outros. Isto, naturalmente, é mil milhas diferente da distorção apresentada na história. 

5. Nenhuma evidência para esta história: desconhecido convento, freira desconhecida.

Como foi mencionado acima, o alegado "testemunho" de Charlotte Wells sofre com o fato de que não existe qualquer nome referente ao convento onde esses eventos supostamente ocorreram. Não se sabe o nome da freira denunciante (Charlotte Wells é pseudônimo) nem haveria razão de a freira em questão esconder sua identidade, se ela estivesse falando a verdade; inexiste outras fontes na história, sem referências, sem nomes de terceiros que pudessem apoiar este conto. No total: NADA.


Este templo originalmente formo parte del 
claustro 

del convento de Santa Mónica, se 
inicio su 

construcción hacia finales del 
siglo XVIII.
Nota: As alegações de que tais conventos, dotados de masmorras, existiam no México, como "provadas" pela fiscalização em 1934 dos conventos pelo governo revolucionário mexicano, na verdade, não provam nada.  Houve, de fato, apenas um convento que foi vasculhado em 1934, sendo este o Convento de Santa Monica, na região central Plaza, Puebla, México. Tal convento funcionava sob o regime de clausura a partir de 1857 até 1934 (os conventos e mosteiros tinham sido abolidos em 1857 sob o governo anti-clerical de Benito Juarez e da nova Constituição do México, que subtraiu as propriedades da Igreja). É a natureza necessariamente secreta da existência deste convento que foi utilizada para sustentar as falsidades sobre passagens secretas e calabouços em conventos para histórias como Charlotte Wells.

História Charlotte Wells não é, de forma alguma, corroborada pela história, pois este convento era apenas exceção e não regra (há um outro convento, na mesma cidade de Puebla, no antigo Convento de Santa Rosa em 14 de Poniente, n.º 305, como peça de museu, construído em 1926, com uma cozinha do século 18). A história narrada por Charlotte Wells  sobre abuso, tortura e sexo ilícito não passa de ficção que nunca pode ser justificada. Charlotte Wells, sob todos os aspectos, convenientemente não nomeia o convento, em que ela diz ter-se internada

Resumo

O "testemunho" de Charlotte Wells é uma história caluniosa, plena de  absurdos, anti-católica com base no trabalho anterior do Maria Monk. Em resumo, com esse gênero, não há um pingo de evidência factual, sem nomes ou endereços, apenas calúnia sensacionalista. Os católicos  a quem foi apresentado este "testemunho" reconhecê-lo-á pelo que ele realmente é: UMA GRANDE MENTIRA.
Conjunto del templo basilical y al fondo el exconvento de Santa Mónica (hoy Palacio Municipal).

Um par de notas finais:

(I) O autor deste artigo escreveu à Irmã Nilah Rutledge buscando esclarecimentos sobre a história Charlotte Wells. Até o momento, não houve nenhuma resposta.

(II) Para Charlotte Wells alegar que ela teve que mudar seu nome porque estava se escondendo dos católicos é desmentida pelo fato de que ela apareceu em público há 15 anos com a chamada "conversão". Se os "católicos do mal" quisessem silenciá-la eles só teriam de comparecer em um de seus locais.

A melhor razão para o uso de pseudônimo seria a de se esconder atrás de uma máscara, para caluniar e mentir.

(Meus agradecimentos a Jim para este último ponto)

© Copyright Sean Hyland 2003.

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