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sexta-feira, 29 de novembro de 2013

INOVAÇÕES ROMANISTAS - SEGUNDA "INOVAÇÃO" - AS IMAGENS


EVANGÉLICO - Mas não poderá negar que ao menos o culto das imagens é uma inovação; é um paganização do cristianismo.


A   SERPENTE   DE  BRONZE HASTEADA  NO  DESERTO 
POR  ORDEM DE DEUS - Todos os feridos pelas serpentes  
que  olhavam para ela eram instantaneamente 
curados
CATÓLICO - Não é inovação nem paganização; é simplesmente obediência à lei de Deus, o qual mandou honrar seus servos fiéis.

- Aos servos fiéis, sim, mas às imagens, não.

- Se eu honro a um amigo, eu lhe venero também o retrato; uma coisa tem relação com a outra.

- Mas Deus proibiu todas as imagens.

- Se fosse assim, teria proibido também os retratos que também são imagens.

- Mas é que os retratos não se adoram; e os católicos adoram as imagens. São idólatras.

- O Sr. pecou e merece o inferno.

- Por que?

- Porque Jesus disse: "quem disser a seu irmão 'ímpio' merece o fogo do inferno", e o Sr. disse pior, disse que os católicos são idólatras.

- Mas eles se ajoelham diante de uma imagem; e isso é idolatria.

-  Ajoelhar-se ainda não é adorar. Adoração é um ato interno: é reconhecer alguma coisa como Deus. E isso não fazem os católicos.

- Eles adoram um pau, uma pedra; e rezam aos mesmos.

- O que fazem é venerar, não o pau, ou a pedra em si mesmos, e sim pelo que representam.



- Mas eles dizem "este é Santo Antônio, aquela é Santa Terezinha".

-Dizem isso figuradamente, assim como o Sr. diz diante de uma retrato de seu pai "este é meu pai". O sentido é "este representa meu pai", pois não é?

- Deixo de saber. O que sei é que ouço muitos católicos: "Eu adoro os santos".

- Mas não com o sentido de adorar, como se adora a Deus.

- Deixo de saber. Adorar é adorar, e só se adora a Deus.

- Então em português uma palavra só poder ter uma significação? Meu caro, há muito palavras que têm muitos sentidos. Por exemplo, há no campo certo animal a que chamamos burro. E o mesmo nome damos a certa classe de gente...

- Adorar é adorar.

- Olhe que a teimosia tem parentesco com a ignorância.

- Lá sei eu! Só sei que adorar é adorar.

- Escute, os pais são Deus?

- Não, Sr.

- As noivas são Deus?

- Não.

- E, no entanto, os filhos e os noivos, quando escrevem aos pais ou às noivas, dizem: meus adorados pais ou minha adorado Fulana... É ou não é?

- Mas, embora os católicos não adorem as imagens, Deus proibiu que se fizessem imagens.

- Isso é que não.

- Sim, Sr. - Disse Deus: (Êxodo 20,4). Não farás para ti imagem de escultura, nem figura alguma de tudo o que há em cima no Céu, e do que há debaixo na terra". 

Está aí a condenação do romanismo idólatra. Esta eu ganhei.


- Eis um exemplo de má interpretação de um texto bíblico. Nenhum texto deve ser separado do resto da Bíblia nem deve excluir a história e as circunstâncias em que se deu e nem, muito menos, o contexto. E tudo isso excluiu o protestantismo, para condenar o odiado 

"Romanismo" para a pecha de idolatria. O Cordeiro deve desaparecer; por isso deve ser idólatra.

Mas vejamos o que o protestantismo omitiu, por desfaçatez ou ignorância. Reconstruamos os fatos, olhemos o contexto e os textos referentes ao caso. Diga-me: quantos anos faz que o elemento italiano entrou no Brasil?

- Pouco mais de 70; não chegam a 100.

- E não há italianos completamente abrasileirados, com língua, usos e costumes nossos?

- Conheço muito assim.

- Imagine: em 70 anos, o povo perdeu o uso da língua hebraica, aprendendo  a língua dos assírios, o aramaico. A prova está que quando voltaram a Jerusalém, um velho, Esdras, foi obrigado a traduzir os livros sagrados do hebraico para o aramaico, para que o povo os entendesse.

- A que vem essas tiradas. Isso são voltas...

- Não me interrompa. Ouça.Quantos judeus entraram no Egito e quantos anos ficaram lá?

- Entraram Jacó, seus doze filhos e a criadagem. ao todo eram uma 70 pessoas. Ficaram no Egito 400 anos.

- E eram livres ou escravos?

- Escravos, pois consta que ele fizeram algumas das pirâmides do Egito, a que se chamava Terra da Servidão (Ex 20,1).

- Pois agora vem a conclusão. Se o povo italiano, livre e independente modificou-se por influências mesológica em um pouco mais de 50 anos, se os próprios hebreus em 70 anos, tornaram-se assírios perfeitos, e os judeus escravos ficando no Egito por 400 anos, tornaram-se, logicamente, egípcios perfeitos. Não acha?

- É lógico. E daí?

- Daí se deduz que eles adotaram também os costumes egípcios.

- É de se supor, pois era um povo abandonado.

- Pois bem. Narram-nos a história e a arqueologia que no Egito quase todas as criaturas eram tidas como deuses. Havia e deus sol, a deusa luz, o deus Nilo, o Deus Leviatan (jacaré), o deus Ibis (um pássaro), o deus Isis, o deus Ápís (boi), o deus gato, e uma infinidade de outros deuses. Só não conheciam o Deus verdadeiro. Ora, o povo hebraico, naquele meio, foi na "onda". Nem pode deixar de ser assim. as Deus não estava satisfeito com isso.l Passados 400 anos, quis tirar o seu povo da terra da escravidão. Destacou Moisés para esse fim. Confirmou a sua palavra com prodígios, a fim de que o povo ficasse ciente de que ele era o Deus verdadeiro e não um deus do Egito.

Nenhum lugar é mais apropriado para a reforma de um povo do que o deserto. No deserto, pois, enquanto sustentava o seu povo com o maná, Deus chamou Moisés ao monte e, desde o princípio do capítulo 20 do Êxodo, se vê que implica com os deuses. Vejamos: "Eu sou o Senhor teu Deus... Não terá deuses estrangeiros diante de mim". Entendeu?

Só depois especifica os deuses: "Não farás para ti imagem...". Imagem de que? Do que tinha acabado de declarar. De deuses. Isto diz o contexto e não eu.

- Bem. Mas no texto citado por mim não diz desus. Só fala em imagens e nada mais.

- Mas o contexto o diz. Aliás, a sua confusão originou-se pela pontuação e pela separação dos versículos, coisa que Moisés não conheceu. E Deus supõe, quando lemos a Bíblia, que enxerguemos um palmo adiante do nariz e vejamos o que vem antes e depois, para do todo inferirmos alguma coisa. Um exemplo: Responda à pergunta - Jesus é maior de todos os homens?

- Sim. Ele é o homem-Deus. Di-lo Lutero.

- E Maria é maior que todos os homens, excetuando-se Cristo?

- Perfeitamente, porque é a mãe de Jesus, que é Deus.

- Como se explica, então, as palavras de Jesus em São Lucas, referentes a São João Batista do qual diz: "... dos nascidos de mulher ninguém há maior que João Batista"?. E Jesus e Maria erama nascidos de mulher... Logo, o texto, tomado sem o contexto, diz uma heresia: que João Batista é maior do que Jesus e Maria. E n]ão pode ser. Pode explicar-se o caso?

- No momento não recordo a saída.

- A explicação é esta. Alguns versículos antes falou Jesus em profetas. Depois de alguns versículos diz: dos nascidos de mulher não há... dos o que? Dos profetas, dos quais falara antes.

Assim também no nosso caso. Proscreve imagens, mas,m que imagens? Todas? Não. As imagens a que se referiu antes, dizendo: não terás outros deuses estrangeiros diante de mim. Não acha?

E, como prevendo as dúvidas protestantes, Deus especificou as tais imagens (Dt 4, 16-19).

- Que é que se lê aí?

- Vers. 16: "Por não suceder que, enganados, façais para vós alguma imagem de escultura, ou alguma figura de homem ou de mulher.

17 - Nem semelhança de quaquer animal que há sobre a terra, ou das aves que voam debaixo do céu.

18 - Ou dos répteis que se movem na terra,m ou dos peixes que deb aixo da terra moram nas águas.

19 - Não seja que levantado os olhos ao céus, vejais o sol e a lua, e todos os astros do céu, e, caindo no erro, adoreis e deis culto a essas coisas que o Senhor vosso Deus criou para serviço de todas as gentes que vivem debaixo do céu"

Então viu quais são as imagens? de deuses, dos deuses que se adoravam no Egito.

Em São Paulo (Rm 1,23) se acha a mesma coisa: "E mudaram a glória de Deus incorruptível em semelhança de figura de homem corruptível, de aves, e de quadrúpedes, e de serpentes".

Falar mais claro é impossível. Que pensa disso?

- ?

- Vejamos os outros textos que se referem ao de Ex 20,4. Deus quis dar leis ao povo que Moisés tinha diante de si. Eram leis práticas. Deus não havia de proibir coisas que o povo não conhecia. Ora, no Egito podia haver tudo, mas não imagens de santos, Logo, Deus não tencionava condená-las, pelo menos naquela ocasião. Vejamos , em contra-prova, as imagens que o povo conhecia.



Em seguida (cap 32, v. 1), o povo, vendo que Moisés não descia do monte julgando, provavelmente que Deus que os tirara do Egito se esquecera deles, foram ter com Aarão e lhe disseram: "Faze-nos deuses". Não disseram: "Faze-nos santos", mas "faze-nos deuses". E, tendo Aarão feito um bezerro de outro (imitação do boi Ápis, do Egito), disseram: "Estes são, ó Israel, os teus deuses que te tiraram da terra do Egito" (Ex 32,4).

Parafraseando a Escritura se poderia dizer: "Estes são, ó protestantes, os deuses atingidos por Deus njs proibições das imagens, porque esses eram os deuses, conhecidos por Israel". E, quando Moisés desceu, logo condenou o povo, acusando-o de pecado: "Vós cometestes o maior pecado" - E a Deus disse "Rogo-te; este povo cometeu o maior pecado, fazendo para si deuses de ouro" (Ex 32,31).

Os salmos e os outros livros estão cheios de contraposições: de um lado, aparece o Deus verdadeiro, e de outro, os deuses falsos ou os ídolos, aos quais se tomava por divindades. Contra estes é que Deus se rebela e não contra simples imagens, que não tomamos como deuses, e sim que para nós representam servos de Deus.

Não nota diferença entre as imagens dos santos dos católicos e os ídolos pagãos?

- Mas extremamente se parecem.

- Parecer não é ser. Semelhança não é igualdade. Não deve tomar, a nuvem por Juno. A semelhança externa não faz dificuldade. Tudo depende do culto prestado às imagens. A Igreja condena a idolatria, mas aprova a veneração das imagens de servos de Deus.

- Mas os que observam a Igreja, pensam que os católicos têm as imagens por ídolos. Daí a pecha de idolatria.

- Nunca se deve fazer juízo temerário do próximo. Não há católico, por mais atrasado que seja, que julgue serem ídolos as imagens. Todos sabem que são retratos dos servos de Deus, não divindades.

E depois, Deus não só não proibiu imagens de anjos e santos, como, pelo contrário as apoiou.

Quem foi que, no cap. 25, v. 18 do Êxodo, mandou que Moisés fizesse dois querubins de ouro batido?

- Foi Deus, mas mandou fazê-los só para ornamento.

- Deixo de saber o fim para o qual tinha sido. Aqui se trata de saber se se pode fazer imagens ou não. Se Deus mandou que se fizessem, nós podemos fazer, pois Deus não é o princípio da desordem, mas da ordem. Ele não podia mandar fazer coisas por ele proibidas. Ainda mais, essas imagens não eram simples ornamentos.

- "E no meio delas eu hei de falar-lhes" disse Deus. Se fosse simples ornamentos, seriam dois vasos de flores, duas rosas. Faziam parte integralmente da arca que o povo não podia tocar, sob pena de morte. Logo, não eram um mero ornamento. E que fossem... Não haveria nisso dificuldade nenhuma, visto que a questão está em saber se se pode ou não fazer imagens.

- Admito imagens de querubins, mas de homens não.

- Não admitir imagens de homens é pôr o homem abaixo do próprio bruto, é injuriar a humanidade.

- Misericórdia! Que absurdo!

- Absurdo, não Sr.! Realidade é que é.

- Desejaria saber porque.

- Sabê-lo-á. Deus, no livro dos Números, cap. 21, v. 8, mandou que Moisés fizesse uma serpente de metal.! E Moisés, v. 9.

- Mas depois Deus mandou quebrar a cobra.

- Sim, porque a coisa virara idolatria.

- Logo, Deus se arrependeu de tê-la mandado fzer.

- Deus não se arrepende de seus atos. Pode-se até hoje fazer imagens: não só de cobrar, mas de todos os animais: O que não se pode fazer é adorar estas imagens como divindade.

- E assim como os judeus no deserto adoravam a cobra, os católicos adoram as imagens dos santos.


- Isso  não é lógico. Os católicos não têm tendências para a idolatria, como os hebreus, que tinha vivido nela 400 anos. Eles não se detêm na exterioridade, como os idólatras: da imagem vão ao que ela representa, vão a Deus.

Logo, as imagens dos santos não foram proibidas mas sim, o culto dos ídolos. São coisas completamente distintas.

- Mas não disse também Deus: "... e não te curvarás diante delas?"

- Eis uma prova da corrupção da Sagrada Escritura. Por isso é qUe a Igreja quer controlar as edições da Bíblia.

- Como? Então não é:.. não te curvarás diante delas?"

- Na vulgata, traduzida por São Jerônimo, temos "Non adorabis ea" que traduzido em bom português, significa "e não as adorarás (as imagens)". Aliás, a recente edição de A. Pereira de Figueiredo (edição protestante). Aliás, a recente edição de A. Pereira de Figueiredo (edição protestante) dá também a tradução correta: "não as adorarás".

Portanto, mais uma vez: Deus não proibiu as imagens de um modo absoluto, mas relativo: as dos ídolos.

Proibiu o modo de se lhes prestar culto: o de adoração: Só isso que se infere da Bíblia. Não é erro ter-se o culto das imagens, não é esse culto uma "inovação" do Romanismo: é uma prática apostólica. E, mesmo que inovação fosse, seria acidental. Não é da essência da religião católica o ter-se imagens.

É bom, é útil e recomendável, porque desperta piedade e fé, mas não é condição sine qua non da catolicismo.

- Em todo caso, Deus não mandou fazer. Não é da Bíblia, ao menos para o caso dos santos.

- Como não? Não na Bíblia descrição de personagens?

- Há, e muitas: um é pescador, o outro é rei, o outro profeta.

- Pois, meu caro, uma descrição é uma imagem. }Se alguém desenha o que foi descrito, a imagem está feita. O mesmo vale descrever, pintar ou esculturar. Não há diferença essencial. Esta é uma modalidade, um forma daquela. Logo, Deus permitiu as imagens, pois foi ele quem as mandou delinear no livros sagrados.

Se fossem proibidas as imagens, como teria Jesus feito o milagre de estampar a imagem de seu rosto no véu da mulher lhe enxugou no caminho do Calvário?

Mais: A São Lucas se atribui o primeiro quadro da SSma. Virgem. Temos, em todo o caso, uma descrição magistral da Virgem de São Dionísio Aeropogita que a viu ainda em vida, em Êfeso.

Entretanto, vá o Sr. ver as "catacumbas" e lá nos mármores das sepulturas e na rocha das paredes encontrará um infinidade de imagens de santos.

 Cinco Santos Mártires, Corredor da Catacumba,
Cubículo dos Sacramentos.


- Será fato? Como se explica isso?

- Que seja fato, ninguém o pode hoje contestar. Lá estão as pedras seculares a atestá-lo. Agora, como explicá-lo? Muito simplesmente. Era de supor que eles não fosse idiotas. Se morriam para não adorar os ídolos dos templos pagãos, embora viessem imagens nas catacumbas, era porque tinham inteligência suficiente para perceberem a diferença colossal que há entre uma imagem de santo (que ele veneravam) e um ídolo (que era dorado nos templos pagãos e que eles aborreciam).

Só os protestantes é que não veem a diferença. ´que não querem ver. A Igreja deve aparecer culpada e, por isso, deve ser idólatra. Mas atribua-se ao menos a tão decantada idolatria romana, à fantasia protewstante não não à realidade dos fatos. Fazer o contrário é agir de má fé, é fazer o papel do lobo em face do cordeiro. Papel indigno de um cristão.
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