segunda-feira, 7 de março de 2016

DISFARÇADO DE PADRE ESTE PILANTRA TRAFICAVA COCAÍNA



Falso padre usava cinta feminina para esconder cocaína

Rubens Miguel da Silva foi preso no Aeroporto Internacional de Guarulhos. Ele pretendia embarcar com a droga para a África do Sul.


Clarice SáDo G1, em São Paulo

Falso padre usava cinta feminina para esconder cocaína (Foto: Valéria Gonçalvez/Agência Estado)

Uma cinta modeladora feminina tamanho P era o suporte dos 2 kg de cocaína transportados pelo falso padre preso na segunda-feira (9), ao tentar embarcar para a África do Sul no Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo. 



Rubens Miguel da Silva, de 27 anos, estava na fila do check in quando foi abordado por policiais, segundo informou o delegado Wupps Lander Ferreira Neto. O detido, que se apresentava com padre Miguel, passou a noite na carceragem do Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc), no Butantã, na Zona Oeste da capital paulista.






Ele foi apresentado na tarde desta terça-feira (10) e de será encaminhado a um Centro de Detenção provisória (CDP). Ele será indiciado por tráfico internacional de drogas e, caso condenado, deve pegar no mínimo cinco anos de reclusão. 

Silva tirou passaporte há seis meses, quando, segundo a polícia, começou a ser treinado para a ação. “Traficante hoje não recruta qualquer pessoa na rua”, disse Ferreira Neto. Segundo ele, o suposto padre Miguel gesticulava e falava como um padre. 

Silva carregava na mala livros religiosos e usava calça e blusa social pretas e, na gola da camiseta, ele utilizava a clégima, pala branca utilizada pelos padres. 




De acordo com o delegado, vestir como religiosos “as mulas” (pessoas utilizadas para transportar drogas) é uma nova modalidade usada por traficantes internacionais na tentativa de confundir a polícia. “Parar uma pessoa vestida como padre é uma coisa meio constrangedora. Usaram esse traje por causa da comoção causada com a vinda do Papa”, afirmou Ferreira Neto. 

Morador do Imirim, na Zona Norte de São Paulo, Silva é casado e tem uma filha de dez meses. Ele disse à polícia que aceitou transportar a droga porque estava desempregado e que, ao chegar na África, teria um emprego. Ao ser apresentado pela polícia à imprensa, Silva chorou.

GI - GLOBO


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