segunda-feira, 7 de julho de 2014

JESUS REVELA O PURGATÓRIO ATRAVÉS DA PARÁBOLA DO FEITOR INFIEL

NEILOM SOARES: - Oswaldo, eu vou te responder, por conta da estima que tenho por vc, e pelo tratamento (que por sinal foi excelente), que vc sempre me deu aqui. Vou te responder somente uma, depois, te responderei o resto. Mas gostaria que vc respeitasse a interpretação correta do texto em seu devido contexto, blz?

OSWALDO - Agradeço-o pela consideração.

Ele não sabia fazer nada, mas tinha vergonha de mendigar
- Vamos lá, ao texto de Lucas Cap.16 até o versículo 09. O texto fala de um mordomo que foi considerado infiel e por conta disso iria perder a sua mordomia, com medo de mendigar, por que não sabia fazer mais nada, recorreu aos devedores de seu patrão e reduziu a dívida de cada um, para que no dia que ele precisar, iria bater na porta dos tais e os mesmos o receberia, por que fez uma boa ação com os tais. O patrão desse mordomo elogiou a sua atitude, por agir prudentemente. Esse mordomo é representado como os filhos deste mundo e os Cristãos como os filhos da luz (ver. 08). Aqui Jesus quer ensinar aos seus discípulos a serem prudentes  nos tratos entre se, assim como os filhos deste mundo o é entre se. Nada nesse texto sugere a ideia do purgatório ou seja, um filho deste mundo (ímpio) sendo recebido nos tabernáculos eternos, o texto não está enfatizando a ideia de que um impio (mordomo infiel)  será recebido nos tabernáculos eternos, o texto está enfatizando a ideia, de que,  os filhos da luz (cristãos), deve agir prudentemente entre se, assim como agiu prudentemente o mordomo infiel entre se. O texto enfatiza a prudência do Cristão em certos feitos e não o mordomo em se, mas sim as suas ações, sua astúcia e nada mais, o que passar disso é distorção de texto, com um "pretexto"; Criar Heresias. rsrsrs.



RESPOSTA

"Eu vos digo: fazei-vos amigos com a riqueza injusta, para que, no dia em que ela vos faltar, eles vos recebam nos tabernáculos eternos." (Lc 16,9).


Entendi perfeitamente o que quis explicar, isto é, de que devemos ser prudentes em nossos relacionamentos com os demais irmãos, praticando para com eles a caridade fraterna para que, ao fim de nossa vida, eles, sendo nossos amigos, por gratidão, nos acolham nos céus. Será isso mesmo que quis dizer?

A CHAVE para entendermos o que Jesus estava ensinando é a expressão "TABERNÁCULOS ETERNOS".

Aqui Jesus já situa o sentido da parábola em nível mais elevado, para além desta vida. Toda a prudência, pois, do administrador infiel se dirige para uma recompensa, não mais aqui, nesta vida e sim, na vida eterna, no céu. Estes amigos que o mau administrador  (que somos todos nós) acabou adquirindo com a "Riqueza Injusta" não mais o receberão em suas casas aqui na terra e sim "nos Tabernáculos Eternos".

POR OUTRO LADO, esses amigos mencionados na parábola, são devedores ("Perdoai as nossas dívidas...") de nosso "patrão" (Deus). A eles podemos beneficiar mediante o uso dos bens alheios (nesta vida nada nos pertence. Por isso esses bens são chamados de "riqueza injusta"). Com eles podemos ajudá-los a pagar o que devem. Está lembrado do homem sem compaixão que foi metido no cárcere? 


 "... Entra em acordo sem demora com o teu adversário, enquanto estás em caminho com ele, para que não suceda que te entregue ao juiz, e o juiz te entregue ao seu ministro e sejas posto em prisão. Em verdade te digo: dali NÃO SAIRÁS ANTES DE TERES PAGO O ÚLTIMO CENTAVO" (Mt  5,26).  


- Oswaldo, a ênfase, é a prudência do mordomo, a qual devemos imita-la,  é isso que Jesus quer ensinar aqui, e não um suposto mordomo (considerado como um dos filhos deste mundo (ímpios) que nada tem a ver com os filhos da luz (Cristãos), sendo recebido em um suposto purgatório.

Não mesmo! Não se trata mais do "suposto purgatório" e sim do céu para o qual os devedores foram elevados após pagarem, com a nossa ajuda, suas dívidas. Não fala, no texto acima desta sua intervenção que "dali" [do cárcere]  o pecador não sairia até pagar "o último centavo"?

Cada um de nós é este mau administrador. Administramos mal os bens de Deus que nos foram confiados - bens materiais, intelectuais, espirituais, nossos talentos, os merecimentos de Cristo e dos santos.

É importante, sim, sejamos prudentes a exemplo do mordomo da parábola, porém se Cristo quisesse indicar uma recompensa terrena bastaria terminar dizendo:  "... no dia em que ela vos faltar, eles vos recebam em suas casas". 

Entretanto, aponta para algo mais elevado.

Quem sabe ler nas entrelinhas pode intuir que a ênfase que desejava dar se referia a algo mais alto. Ele transpõe a recompensa terrena para o alto, em virtude do que, em vez de afirmar o que naturalmente se poderia esperar a partir deste conto,  nos mostra o inesperado: "Tabernáculos Eternos".

- Sinceramente, eu não sei como a teologia romanista tem a cara de pau de colocar o purgatório nesse texto bíblico, é muita má fé, ou por que não dizer: Malandragem e malabarismo. Como vcs se deixam levar por um engodo desses?

- Amigo, quem descobriu no texto o sentido velado do purgatório fui eu mesmo.

DEVEDORES DE NOSSO PATRÃO (DEUS) - São as almas dos que não morreram em santidade, condição indispensável para se ver a Deus  (Hb 12,14). Por se encontrarem em débito para com a justiça divina elas querem e aceitam ser purificadas passando pelo fogo  (1 Cor 3,13-15).

PODEMOS AJUDÁ-LAS UTILIZANDO-NOS DAS RIQUEZAS QUE DEUS DEIXOU A NOSSO DISPOR - A favor delas podemos orar, oferecer sacrifícios, sobretudo o da Santa Missa, esmolas, etc.

QUEM ESTÁ NO PURGATÓRIO JÁ ESTÁ SALVO - Poderão as almas ainda sofrer por muito ou pouco tempo, mas de qualquer forma, com ou sem a nossa ajuda, um dia estarão no gozo da felicidade eterna. O fogo as purificou de toda mancha, como o cadinho purifica o ouro. Agora estão em plena comunhão com Nosso Senhor e gratas porque as ajudamos a quitar suas dívidas.

NOSSOS AMIGOS ESTARÃO NO CÉU, REINANDO COM CRISTO - Essas almas glorificadas jamais se esquecerão de nós que as beneficiamos e Deus lhes dá poderes para nos tornar aptos a alcançar bem aventurança eterna.



OSWALDO - Entendi perfeitamente o que quis explicar, isto é, de que devemos ser prudentes em nossos relacionamentos com os demais irmãos, praticando para com eles a caridade fraterna para que, ao fim de nossa vida,  eles, sendo nossos amigos, por gratidão nos acolham nos céus (Tabernáculos Eternos). Será isso mesmo que quis dizer? 

NEILOM - Caro Oswaldo, me desculpe pela demora em responde-lo, tive uns contra tempo. Muito bem, sobre o q eu quis dizer é mais ou menos isso, a parabola quer ilustrar a astúcia do mordomo infiel que em certas situações devemos ser, prudentes como a serpente


Sim, meu amigo! Porém ao dizer que a finalidade de fazermos com que esses "devedores" se tornem nossos amigos, não é para que nos recebam em suas casas nesta vida e sim na outra, isto é, nós Céus (Tabernáculos Eternos). 

Duas verdades nos mostra esta passagem bíblica:

1. Que os bem aventurados nos céus, de alguma forma, podem nos socorrer;

2. Que, antes de eles próprios entrarem no paraíso, se beneficiaram de nossa ajuda que lhes prestamos através das riquezas "injustas" que Cristo nos mandou usar. Foi por causa desses benefícios que eles se tornaram nossos amigos.




Autor: Oswaldo
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