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quinta-feira, 17 de julho de 2014

PEDRO NUNCA FOI PRIMAZ DE NADA. POR QUE?

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Questões em VERMELHO e respostas em PRETO:

1) Pedro não nomeia apóstolo para o lugar de Judas – O único caso de substituição de apóstolo, Matias no lugar de Judas, não foi uma escolha de Pedro (At 1:15-26)

RESPOSTA - Vers. 15-22 - Por sua própria decisão, claro que inspirado pelo Espírito de Deus, Pedro declara que, de conformidade com as profecias, deveria preencher a vaga deixada por Judas;

23-26 - A assembléia de 120 pessoas propõe dois nomes: José e Matias; a escolha de um deles se deu por um processo aleatório.

Pedro presidia a assembléia.

2) Pedro obedece ordens dos apóstolos - Pedro é enviado juntamente com João pelos apóstolos a Samaria em vez de Pedro enviar alguém. Ele obedece ordens, em vez de dar ordens (At 8:14-15)

Entre ordenar e enviar vai grande diferença. Ordenar é mandar, determinar como senhor ou superior. Enviar diz apenas obter eficazmente que outro vá. Envia-se mandando, envia-se aconselhando, envia-se suplicando. Do simples emprego desse termo, impossível inferir relações de igualdade ou superioridade entre quem envia e quem é enviado.
   
Veja exemplo semelhante - Josué 22, 13-14 a assembléia envia com o sacerdote Finéias: "... dez príncipes, chefes de casas patriarcais, um chefe por tribo, sendo todos chefes de casas patriarcais... " 

3) Pedro não dirige o primeiro concílio da igreja – As decisões doutrinárias da igreja não são decididas por Pedro. Ainda, o primeiro concílio da igreja cristã em Jerusalém foi dirigido por Tiago e não por Pedro (At 15:13-21).



Pedro não toma a palavras senão "após largo debate". - Mas é natural, nem podia deixar de ser assim. Os enviados da igreja de Antioquia expuseram os seus pareceres. Alguns que haviam pertencido à seita dos fariseus opuseram-se-lhes propugnando a necessidade da circuncisão (v. 4). Eis a controvérsia, eis a questão. Quem a julga? Quem a decide? Levanta-se então Pedro e impõe a sua sentença: "Sabeis, irmãos, que desde os primeiros dias ordenou Deus entre nós que por minha boca ouvissem os gentios a palavra de Deus" (v. 7). Em seguida define: "Cremos que somos salvos pela graça do Senhor J. C. assim como eles também o foram". Ouvida a definição, omnis multitudo tacuit ("toda multidão fez silêncio), v. 12.

- Mas é Tiago quem fala por último, quem resolveu a questão, quem impõe a solução aceita.

Falso. Tiago não resolve coisa nenhum. Tiago não propõe nenhuma solução nova. Fala depois de Pedro para aderir à sua sentença, para confirmá-la com a Escritura.

4) Todas as vezes que os discípulos discutiram quem era o mais importante entre eles, recebeu de Cristo severa exortação – Em três circunstâncias os discípulos discutiram a questão da primazia entre eles, e Cristo os repreendeu (Mc 9:35; Mt 20:25-28; Lc 22:24).



A explicação é bem simples. As palavras de Cristo a Pedro encerravam apenas uma promessa. Seguiu-as, a breve trecho, uma graves repreensão do Senhor ao mesmo apóstolo, que, voltando a pensamentos humanos, tentava dissuadi-lo das humilhações da cruz. Que de mais natural, portanto, que pensarem os outros tratar-se apenas de uma promessa condicionada, revogada logo pelo severa admoestação de Cristo? A sucessão do primado achava-se destarte novamente aberta às suas ambiciosas esperanças. Como transparece aqui a psicologia da nossa frágil natureza humana! Somos espontaneamente inclinados a crer quando agrada e lisonjeia as nossas ambições secretas. A mesma evidência quando contraria os sonhos dos nossos íntimos desejos: não vinga entrar-nos na alma. Imbuídos de preconceitos judaicos sobre a temporalidade do reino messiânico, os discípulo afagavam com amor a esperança das honras e do poderio terreno. Preferidos aos demais pelo Messias, nenhum, talvez, havia entre eles que, de si para si, não tivesse entressonhado com alguma dignidade futura, com alguma pasta ministerial do reino restaurado de Davi. E um dia, quando a mãe de João e Tiago, na simplicidade implícita do seu afeto materno, ousou abertamente pedir ao Senhor que reservasse para os filhos os dois primeiros lugares ao lado do seu trono, levantou-se na roda dos companheiros um rumor geral de indignação e protesto. A petição imprudente ferira vivamente as ambições rivais que mais de um nutria com secreta complacência. Que muito, pois, que as palavras promissórias do primado, encontrando naquelas almas ainda não visitadas pelo Divino Espírito tão resistente barreira psicológica, fossem pouco a pouco negligenciadas e esquecidas a ponto de, ainda na última ceia se acederem novamente entre os discípulos as porfias de prelatura? Descerá mais tarde sobre eles o Espírito Santo, Espírito de verdade e de amor de luz e de caridade, prometido por Cristo aos seus apóstolos para sugerir-lhes quanto lhes havia ele ensinado. Depois da vinda do Paráclito já não haverá entre os Doze rivalidades nem contendas sobre “qual deles será o maior”. Apóstolos e fiéis serão um coração só uma só alma sob o poder supremo de Pedro.

5) O ministério de Pedro foi designado por Deus como dirigido principalmente aos judeus e não aos gentios – O apóstolo dos gentios foi Paulo enquanto Pedro foi o apóstolo dos judeus (Gl 2:7-8).

COORDENAÇÃO DO APOSTOLADO DE PEDRO E DE PAULO



Trata-se aqui, porventura, do primado de jurisdição? Nem por sombra. Trata-se, ao menos, de uma repartição exclusiva do campo do apostolado: Nem isso. Paulo bem sabia que Pedro fora quem primeiro batizara os gentios e os recebera na Igreja. Alguns anos antes, ele próprio ouvira dos lábios do Príncipe dos apóstolos essa declaração formal: "... sabeis que desde os primeiros dias ordenou Deus entre nós que por minha boca ouvissem os gentios a palavra do evangelho". De outro lado, Paulo nunca limitou a sua pregação aos gentios. Nas suas excursões apostólicas seu primeiro cuidado era anunciar a boa nova aos judeus. Só depois de repelido pelos obstinados filhos de Israel, dirigia-se aos incircuncisos mais dóceis e menos obcecados. O passo da epístola aos gálatas não pode, pois, ser interpretado senão no sentido de uma divisão temporária e não exclusiva. Considerando historicamente os 12 ou 14 anos decorridos, relevava Paulo como Deus abençoara com numerosos milagres e conversões os seus trabalhos entre os gentios como abençoara os de Pedro entre os judeus. E por que razão, sob este aspecto (note-se bem: não se trata aqui de jurisdição), compara S. Paulo o apostolado com o de Pedro? Não haviam também os outros apóstolos pregado aos judeus: Por que falar de Pedro aos gálatas que havia poucos anos ele, Paulo, e só ele convertera e doutrinara? Não há outra explicação plausível senão a primazia do mesmo Pedro. Só o posto singular por ele ocupado na Igreja, só o reconhecimento universal de sua suprema autoridade em todas as igrejas justificam neste passo a menção expressa do nome de Pedro e a omissão dos outros apóstolos.

6) Pedro não é primaz de Jerusalém – Paulo o chama de coluna da igreja, juntamente com outros apóstolos, mas não o menciona em primeiro lugar (Gl 2:9).

Sem dúvida! Pedro Tiago e João PARECEM mesmo ser coluna da Igreja em vários episódios do Evangelho principalmente na transfiguração de Cristo e em sua agonia no horto das oliveiras. Eram os três principais dentre os apóstolos. Mas em que isto tira a primazia de Pedro? Quanto à única vez que Pedro não vem relacionado em primeiro lugar, só uma exceção aparente à regra geral se lê no passo já citado da epístola aos Gal 2,9: "Tiago, Cefas e João que pareciam as calunas da Igreja" etc. Poderíamos responder que não é certa esta lição. Os códices gregos (D, E, F, G) leem: Pedro, Tiago e João. 

7) O pastor das igrejas gentílicas não é Pedro e sim Paulo – Paulo não se considera inferior a nenhum apóstolo (2 Co 12:11) e diz que sobre ele pesa a preocupação com todas as igrejas (2 Co 11:28).

Dizem os protestantes: "Entra pelo olhos que esta asserção de São Paulo é incompatível com a teoria romana". Vamos aos fatos. Depois de sua primeira viagem a Corinto, os falsos apóstolos tinham tentado minar a obra evangelizadora do valoroso apóstolo. O intento de seus adversários era minar sua autoridade e sobrepor-se a ela. Veja a situação do nosso querido apóstolo: ele não convivera com Cristo e entrou no colégio apostólico na última hora. Então, com que direito ele usurpava a condição dos Doze? São Paulo é forçado reivindicar os títulos autênticos de sua missão. Apóstolo era-o também no sentido pleno e genuíno da palavra, apóstolo, era-o tão legitimamente como os eleitos da Galileia e não inferior a nenhum deles na dignidade apostólica. Haverá, porém, no colégio apostólico uma autoridade superior, um primaz investido por Cristo na suprema jurisdição de sua Igreja? S. Paulo não o afirma nem o nega. Também não era o caso.

"Além de outras coisas, a minha preocupação cotidiana, a solicitude por todas as igrejas!" (II Coríntios 11,28).


Que tem isto a ver com a jurisdição de Pedro? Todos os apóstolos tinham tal preocupação, assim como qualquer católico verdadeiro.

8) Pedro é repreendido pelo apóstolo Paulo – Pedro tornou-se repreensível em Antioquia, no que é duramente exortado por Paulo (Gl 2:11-14).

Mas que é isso? Cá entre nós católicos um superior pode muito bem ser repreendido por um subordinado. Eu mesmo me lembro de tê-lo feito, porém dentro da caridade. Pedro era humilde e aceitou numa boa a repreensão de Paulo.

9) No Novo Testamento os apóstolos se associam como iguais em autoridade – Nenhuma distinção foi feita em favor de Pedro (1 Co 12:28; Ef 2:20). Paulo não deu prioridade a Pedro quando combateu a primazia dada por um grupo a Pedro, equiparando-o a si e a Apolo, dando suprema importância apenas a Cristo (1 Co 1:12).  Servo 

"Na Igreja, Deus constituiu primeiramente os apóstolos, em segundo lugar os profetas, em terceiro lugar os doutores, depois os que têm o dom dos milagres, o dom de curar, de socorrer, de governar, de falar diversas línguas" (2Cor 12,28);

"... edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, tendo por pedra angular o próprio Cristo Jesus" (Efésios 2,20);

São todos presbíteros, são todos apóstolos, porém Cristo estabeleceu a KEPHAS como o que haveria de confirmar seus irmãos na fé (São Lucas 22,32) e como apascentador tanto dos fiéis (cordeiros) como dos bispos (ovelhas)(São João 21,17) 

"Refiro-me ao fato de que entre vós se usa esta linguagem: Eu sou discípulo de Paulo; eu, de Apolo; eu, de Cefas; eu, de Cristo" (1Cor 1,20).

Veja os pontos extremos dos nomes citados: por sua humildade, Paulo se coloca no ponto extremo ao de Cristo, mas junto deste coloca o principal dos apóstolos, isto é KEPHAS.

PEDRO NÃO REIVINDICOU AUTORIDADE PAPAL EM NENHUM MOMENTO

1) Pedro não aceitou veneração de homens – Quando Cornélio ajoelhou diante de Pedro, e o adorou, Pedro imediatamente o levantou e disse: “Ergue-te, que eu também sou homem” (At 10:26). Nem mesmo Pedro tentou perdoar pecados (At 8:22).



Mesmo que a intenção de Cornélio fosse apenas de respeito, Pedro a recusa por humildade, pior ainda, se ele fosse tomado como um deus. É lógico que em qualquer condição tenha rejeitado tal homenagem.

Pedro não recusa dar-lhe o perdão, mas apenas determina que se arrependa, condição única para que um presbítero dê a absolvição.

2) Pedro autodenominou-se apenas servo e apóstolo de Cristo – Quando Pedro escreveu suas cartas, se fosse papa, teria que defender seu primado, mas não o fez (1 Pe 1:1; 2 Pe 1:1).

Muito de acordo com a doutrina de Cristo: "... eu estou no meio de vós, como aquele que serve." (São Lucas 22,27).

Porventura Cristo é menos que seus discípulos?

3) Pedro considerou-se presbítero entre e não acima dos demais – Pedro reprovou a atitude de dominar sobre o rebanho e chamou a si mesmo de presbítero entre e não acima dos demais (1 Pe 5:1-4).

Todos os bispos, arcebispos, cardeais, papas, antes de tudo, são todos presbíteros, assim como num exército todos são soldados, mas com patentes bem diferentes. 


Fonte: diversas fontes principalmente o livro "A Igreja, a Reforma e a Civilização.
Veja o Índice das Mentiras em GOOGLE+
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