quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

GENTE BURRA E LINGUARUDA

A MENTIRA


LINGUARUDA LITERALMENTE
"A Liturgia da Igreja Romana celebra Maria como a Aeiparthenos, “sempre virgem”. No entanto, a Escritura é clara com relação de que Maria teve outros filhos com José: Em Mt 1.24 e 25 está escrito: “E José, despertando do sonho, fez como o anjo do Senhor lhe ordenara, e recebeu a sua mulher: e não a conheceu até que deu à luz seu filho, o primogênito; e pôs-lhe por nome Jesus”. Há dois aspectos interessantes nestes versículos: 1º) O “...até...”; mostra que José conheceu sexualmente Maria depois do nascimento de Cristo; e 2º) Jesus é chamado de primogênito, ou seja, Jesus é chamado de o primeiro filho gerado por Maria, mostrando que Maria gerou outros filhos. Deus chama Jesus de unigênito (Jo 3.16), ou seja, o único filho gerado. Fica claro que Jesus é o único filho gerado por Deus e o primeiro filho entre os filhos de Maria".

"Eusébio de Cesaréia confirma dizendo: “Ainda viviam da FAMÍLIA de nosso Senhor os netos de Judas, chamado IRMÃO DE NOSSO SENHOR DE ACORDO COM A CARNE” (Eusébio de Cesaréia (263-340 d.C), História Eclesiástica, CPAD, 4ª Edição 2003, p. 97 – grifo acrescentado). Veja os textos que falam sobre a família de Jesus: Mt 13.55-58; Mc 6.3-6; Mt 12.46-50; Mc 3.32-35; Lc 8.19-21; Jo 2.12; Jo 7.2-5; At 1.13-14; At 12.17; 15.13, 1Co 9.5; Gl 1.18-20"


ONDE SE ENCONTRA


A VERDADE

Na verdade esta é uma matéria que incide na norma que proibe considerar como mentira divergências de interpretações bíblicas. Porém, no que se observa aqui, o engano de interpretação pode e deve ser considerado mentira tendo em vista que o exposto só pode ser recebido como pura má fé, e isto é mentira sim, pois o intuíto do escritor é enganar o leitor, senão vejamos:


Falando uma coisa e entendendo outra bem diferente

a) - Quer provar que Maria Santíssima teve outros filhos porque está escrito "não a conheceu até que deu à luz seu filho". 

“Michol não teve filhos até que morreu”  (2 Sm. 6, 23).
Então os teve depois de morta?
Isto não prova nada do que quer o "O Apologista", quando contraria os ensinos da Igreja. Como prova, vejamos outras passagens que, com toda lógica, a situação não muda após a expressão "até que": “(O justo) não temerá
até que veja confundidos os seus inimigos” (Sal. 111,8). Ou seja: Se não temeu antes, não temerá depois; “Michol não teve filhos até que morreu” (2 Sm. 6, 23); é claro o sentido: nunca teve filhos. 



Assim, em Mt. 1,25, por paridade, não fica de forma alguma provado que José a tivesse conhecido após o parto. O sentido exato é: “Ela deu à luz sem que (éoos óu) José a tivesse conhecido”. A afirmação explicita é que Maria foi virgem antes do parto, porém, de forma alguma, implica que José a tivesse conhecido depois.

Cristo é  o PRIMOGÊNITO  do Pai (Hb 1,6). O
pastor  pensa 
 que alguém para ser primogê-
nito
 tem tem que, forçosamente, ter pelo me-
nos, outro irmão
.divino.
  

b) - A segunda afirmação é ainda mais frágil que a primeira. Ele quer que alguém para ser primogênito tem que forçosamente, ter pelo menos, outro irmão. Assim, terá de admitir que o Pai Eterno tenha de ter também, pelo menos, um outro filho além do Verbo Eterno, pois este é também chamado de PRIMOGÊNITO: "E novamente, ao introduzir o seu Primogênito na terra, diz: Todos os anjos de Deus o adorem (Sl 96,7)". (Hebreus 1, 6). Além disso, como no versículo seguinte copiado de uma bíblia protestante "Joa 1:14 - "E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade", nos prova cabalmente que um filho único é chamado também de "primogênito".

d) Para não dar chance para rebate alegando que os evangelhos nomeiam alguns irmãos "carnais" de Jesus e suas "irmãs", antes de tudo carece destacar que isso apenas denota desconhecimento dos costumes judaicos que consistiam em se chamar parentes colaterais de "irmãos". 

Portanto, mais uma vez, fica-se apenas no campo das possibilidades, o que desemboca em resultado negativo quando se quer provar escrituristicamente que Maria teve outros filhos além de Jesus.




RECORRENDO À TRADIÇÃO

Tanto assim que o "O APOLOGISTA" começa a fazer uso das tradições escritas pelos "pais da Igreja". O Texto aludido é o seguinte: “Ainda viviam da FAMÍLIA de nosso Senhor os netos de Judas, chamado IRMÃO DE NOSSO SENHOR DE ACORDO COM A CARNE” (Eusébio de Cesareia (263-340 d.C), História Eclesiástica, CPAD, 4ª Edição 2003, p. 97 – grifo acrescentado).

Tal texto encontra-se no livro III - capítulo 20-1. Conforme já foi provado atrás, quando encontramos a expressão "irmãos de Jesus", de forma alguma, pode-se com isso provar que eram também filhos de Maria, tanto nas Escrituras quanto também nos Escritos do historiador  "Hesegipo" (Capítulo 19) cujas palavras são citadas "literalmente" por Eusébio de Cesareia.

Nada resulta da expressão "segundo a carne", pois serve apenas para distinguir irmãos (parentes consanguíneos, conforme já demonstrado; primos, tios e sobrinhos são parentes consanguíneos, ou seja, "segundo a carne") dos outros que são irmãos apenas pela fé.


CONSIDERAÇÕES

Para nós católicos é ponto pacífico aceitar como verdade tudo o que a Igreja nos ensina independente de estar ou não nas Escrituras por considerarmos os seguintes passos:

1. A Igreja foi enviada para ensinar todas as nações a observar tudo o que Cristo ordenara  (Mt 28, 17-20) . Ele não tinha determinado que escrevessem livros ou cartas. Apenas ordenou que seus discípulos ENSINASSEM.

Os primeiros escritos sugiram muito tempo depois, quando a Igreja já florescera em todos os recantos do mundo conhecido e, mesmo assim, tais escritos somente foram considerados como o Novo Testamento alguns séculos depois.

2. Pelas palavras de Cristo vê-se claramente que ninguém pode  rejeitar os ensinos da Igreja:

2.1 -  "... se recusar ouvir também a Igreja, seja ele para ti como um pagão e um publicano" (Mt 18,17).

2.2 - A recusa em crer na Igreja é o mesmo que não crer em Cristo: "Quem vos ouve, A MIM OUVE; e quem vos rejeita, a mim rejeita; e quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou"  (Lc 10,16);

2.3 - Esta sentença foi expedida por Cristo após ter enviado sua Igreja ao mundo: "Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado" (Mc 16,16). Portanto, quem não crer nos ensinos ministrados pela Igreja já está condenado.

QUANTO AOS IRMÃOS DE JESUS

Quando alguém encontrar a expressão "IRMÃO DE JESUS" nas Escrituras, lembre-se de que era costume entre os hebreus chamar de irmãos aos tios, aos sobrinhos e aos primos  (Gênesis 13,8).

Portanto, isto não prova que tais "irmãos" são filhos de Maria e, mesmo que alguém, encontrasse escrito na Bíblia,  referindo-se a outro que não Jesus, a expressão "Filho de Maria", que provaria com isso? Nada mais que uma contradição de Deus o qual, na Bíblia, estaria falando uma coisa e na boca de seus legítimos enviados por cujas bocas nos fala o próprio Cristo, estaria dizendo outra diferente... Mas não! Ninguém conseguirá encontrar numa Bíblia autêntica tal expressão. Deus não se engana e a ninguém engana. Ele jamais se contradiz!

Em uma só parte encontrei a expressão "Filho de Maria", mas esta se referia a Jesus: “Este não é o carpinteiro, o filho de Maria, o irmão de Tiago, José, Judas e Simão? E suas irmãs não estão entre nós?”


Observe: apenas o “carpinteiro” é chamado de “o filho de Maria”; os demais são apenas "irmãos" (primos) de Jesus. Algumas pessoas utilizam esses versículos para “provar” que Maria teve outros filhos. Veja também as seguintes passagens: Mt 12,46, Mc 3,31, Lc 8,19 e Jo 7,5.









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