terça-feira, 12 de abril de 2016

MILAGRES - "PARALISIA DE CAUSA ORGÂNICA GRAVE E INCURÁVEL" DIZ O PAPA







Pintura do século XVII de Luca Giordano
retratando a aparição de São João
Capistrano a São Pedro de Alcântara
FIQUE CLARO QUE ERA ORGÂNICA — Bento XIV insiste sempre em que deve ficar bem claro que a paralisia era de causa orgânica grave e incurável, não só "curada" instantânea e duradouramente.

Assim com respeito a uma muito famosa cura de paralisia alcançada pela invocação e intercessão de S. Pedro de Alcântara (1499-1562). Em 1708. Uma nobre matrona, de Florença, havia muitos meses estava, após um acidente, com os músculos das coxas contraídos. Encomendou-se piedosamente ao humilde franciscano espanhol, que fora também de família nobre, e sarou da paralisia instantânea e perfeitamente.

A cura só foi aceita como milagre após haver ficado bem estabelecido que se tratava de paralisia de origem orgânica. Escreveu um dos médicos comissionados, o eminente dr. Lourenzo de Magalotti: "Se aqui se tratasse de uma doença funcional, de uma dessas criadas pela imaginação como há muitas, e assim pode havê-las também que se destroem ou aniquilam completamente, equivaleria a dizer que todos esses senhores (os médicos), que estão muito longe de toda intenção de enganar os outros, tiveram a desgraça de enganar-se a si mesmos".

Continua o dr. Magalotti: "Mas se trata de órgãos desbaratados ou estragados, de nutrição em parte dificultada e mesmo impedida, de tendões retraídos, de partes esmagadas, e de outros fatores semelhantes. A imaginação aqui tem pouco lugar".

OUTROS MUITOS CASOS — "Tanto nas bulas de canonização como nos relatórios dos auditores da Rota frequentemente se mencionam, entre os milagres, liberações (instantâneas) de paralisia (claramente orgânica). Pelo que se refere às bulas, entre outras as dos santos Udalrico, Domingos, Ricardo, bispo de Inglaterra, Edwiges, duquesa de Polônia, Luis, rei de França, o sumo pontífice Pedro del Morrone, que levou o nome de Celestino V, Nicolás de Tolentino, Inácio de Loyola; e pelo que se refere aos relatórios dos auditores da Rota entre outros os dos santos Tomás de Villanueva, Francisco Xavier, Felix de Cantalício, e outros".

São João da Cruz
SÓ NUM SÉCULO — Escolhamos um século só. Ou comecemos pelo século XVIII, o século do grande mestre dos parapsicólogos Bento XIV. Ele mesmo nos processos de canonização considerou milagrosas primeiro quando promotor, depois aprovou como papa, muitas curas instantâneas de paralisia indiscutivelmente orgânica:

Para a canonização de S. João da Cruz foram aprovadas, entre outros milagres, duas curas de paralisia.

Cura de paralisia também para a canonização de S. Jacobo de Marccia: havia seis meses que à paralisia total acrescentava-se completa insensibilidade no braço e mão esquerdos, e ataques de convulsões.

Processo de S. João Nepomuceno: Também havia seis meses que à paralisia gravíssima em todo o braço direito se acrescentava insensibilidade, murchidão, atrofia e extrema contração das articulações.

A cura obtida pela invocação de S. Vicente de Paulo foi de paralisia e atrofia conjunta com convulsões.

Para a canonização de Santa Juliana de Falconieri: uma hemiplegia com todo o lado direito paralisado e insensível. Durava já 56 anos. Provinha de apoplexia (perda de conhecimento) pouco depois do nascimento. A paralisia estava complicada com febre alta nos últimos seis meses, e com convulsões. Sarou tudo instantaneamente.

EM PLENA ÉPOCA RACIONALISTA — Século XIX. O fato da cura da jovem Pétitot, um entre milhares dentro da classificação de que agora estamos falando, basta para derrubar todas as teorias racionalistas e modernistas. Como as derrubam todos os milhares de outros milagres modernos de todas as classificações…

Dominique Peyramale.
Pe. Dominique Peyramale - Era a este
homem de aspecto intimidador que
que Santa Bernadete tinha de
manifestar sua visão.
Marie Francis Pétitot, de Neuchâtel, tinha 43 anos. À idade de 11 anos, por um súbito terror, ficou paralisada. Ambas as pernas pareciam haver ficado grudadas juntas. Nunca mais conseguiu movê-las ou separá-las.

E nada que os médicos tentaram conseguiu separar as pernas ou restaurar a circulação sanguínea. O dr. Marcou, por exemplo, enfiou inteira a agulha de uma seringa numa perna da jovenzinha. Além de Marie Francis nem ter percebido, o médico não obteve o sangue que pretendia analisar: extraiu um líquido semelhante a água, levemente avermelhado. Sangue corrompido.

Enfim, trinta e dois anos depois do choque de espanto, a paralítica foi levada numa padiola, no dia 11 de maio de 1850, ao eremitério onde vivera e fora martirizado S. Meinrado († 861).

No dia segunte, entrou carregada na igreja quando estava celebrando-se a Santa Missa. Logo depois era o momento solene em que o sacerdote levantava a Hóstia Consagrada para a veneração dos fiéis. E nesse mesmo instante (claro o sinal: os milagres é Deus quem faz, mesmo quando em honra e pela intercessão dos santos) Marie Francis Pétitot sentiu as pernas soltas, móveis, fortes. Levantou-se completa e perfeitamente curada. "Explodindo" de alegria pulou, caminhou… dando graças a Deus e a S. Meinrado. Todos os anos, no aniversário do milagre, Marie Francis repete sua peregrinação a Einsiedeln.

SÉCULO XX — Entre os dois milagres aprovados no processo de beatificação de S. Vicente Pallotti, um foi a cura de Margarida Sandner, de Freiburg, dezessete anos paralítica e entrevada por esclerose difusa.

Mas, tratando-se do século XX…

… PASSEMOS A LOURDES — O santuário hoje mais famoso pelas suas curas e perfeito controle médico.

O século estava começando. 1907. Entre as pouco mais de setenta curas que, apesar de todo seu rigor, os comitês de Lourdes aprovaram sem hesitação, uma é de paralisia. Irmã François-d’Assise, havia quatro anos imobilizada em cama. Seu médico, professor dr. Burlureaux exclama: "Eu jamais havia observado uma cura tão súbita e tão completa".



NAO MERECE MANCHETE? — Os dirigentes de massa mídia fingem que tão grande milagre alcançado pela delicadeza da Mãe de Deus não interessa ao público! Se fosse qualquer vulgar truque realizado por um curandeiro inescrupuloso, em ambiente de espiritismo, ocuparia grandes manchetes. Num cantinho de 4 x 4 cm o maior jornal do Brasil, e só esse jornal, simplesmente comunica:

"Milagre de Lourdes. José Luis López, espanhol paraplégico desde os 3 anos de idade, curou-se milagrosamente depois de peregrinar a Lourdes, na França. Foi durante a bênção, e todos os médicos confirmam o milagre".

Assim, tão singelamente…

FATO MARAVILHOSO, ESCASSA REPERCUSSSÃO — Em julho de 1971 um despacho da Associated Press não conseguiu impressionar muitos jornais, e certamente racionalistas e modernistas nem leram mais que o título: "Milagre em Lourdes?"

"O sr. Jean Dauriac, chefe de escala no aeroporto de Lourdes, há dado seu testemunho a respeito de uma extraordinária cena produzida na noite de segunda para terça-feira, em presença e observada por uma dezena de outras pessoas no hall do aeroporto".

"Paralítica de nascença, uma menininha de 3 anos e meio, Tania Hogan, cujos pais, hoteleiros de Dublin, vieram participando de uma peregrinação nacional irlandesa a Lourdes, pôs-se de repente a caminhar."

"‘Eu estava ocupado em registrar os passageiros’ — conta o sr. Dauriac — e a Sra. Hogan tinha nos seus braços a filhinha. Num determinado momento, a sra. Hogan pousou docemente sua filha no chão, segurando-a toda. De repente muitos peregrinos olharam gritando. A sra. Hogan havia ficado muito pálida, pregada no lugar, e todos os assistentes viram a menininha pôr-se a caminhar e percorrer mais de trinta metros no hall.’"

"‘O pai seguiu a filhinha, enquanto a mãe, presa de uma emoção intensa, se refugiava num canto do hall para chorar e rezar, tudo ao mesmo tempo. Após esta cena patética e após o embarque, eu tive de subir ao avião para a decolagem.’"

"Apesar de não ser um católico praticante, o sr. Dauriac pensa que se trata de alguma coisa realizada fora das leis da natureza."

"‘Falar em milagre" — concluiu o Sr. Dauriac — "talvez seja um pouco prematuro (?), mas aconteceu alguma coisa de pungente, e no angar dos doentes que funciona no aeroporto de Lourdes não se viu jamais nada semelhante.’"

*** E a nota da Associated Press não faz mais que um comentário simplório, talvez até ridiculamente malicioso: "O Bureau das Constatações Médicas de Lourdes terá de enfrentar estes fatos acontecidos à margem de toda cerimônia religiosa, a doze quilômetros do santuário de Lourdes".

— Como se alguém sensato pudesse duvidar de que o milagre está claramente vinculado à peregrinação e oração a Na. Sra. de Lourdes.

— Neste caso, como em muitos outros em que a cura é concedida na viagem de volta ou já em casa, a objeção dos racionalistas de que poderia dever-se ao ambiente exaltado (?!) ou à emoção em Lourdes fica também delicadamente descartada por Nossa Senhora. Precisamente por ser "a doze quilômetros do Santuário de Lourdes" é pouco racional e excessivamente racionalista imaginar que se trata de influência do ambiente e dos parentes.

— A objeção racionalista, por outra parte, esbarra na própria curta idade da menininha, incapaz de tal auto-sugestão.

UM POUCO MAIS DESTACADO — O jornal "Paris-Match" noticiou em uma coluna e foi reproduzida sem comentários nem destaque por alguns outros jornais a cura instantânea e perfeita do menino italiano Paolo Tecchia. A família não era muito religiosa então. Nem sequer se comentou que esse "então" evidentemente significa que agora, após o milagre, os familiares sim são religiosos, com uma fé firme ou confirmada e cheios de agradecimento.

Moram no pequeno povoado de Casapulla, a uns quarenta quilômetros de Nápoles. Haviam tentado tudo. Inutilmente. Acumulavam-se análises e verificações dos melhores especialistas: o menino é tetraplégico, por lesão cerebral no parto, irreversível, paralisia de nascença, consequente atrofia. O menino Paolo, de sete anos de idade, além de quase cego e completamente mudo, arrasta-se sobre as quatro extremidades, cotovelos e joelhos, no chão.

A mãe, Lucia, em 1º de julho de 1974, leva o menino a Lourdes quase "só para tentar a sorte". Reza na gruta de Massabielle. Depois leva o menino à piscina. E Paolo num instante aprende a caminhar, pula, corre, brinca como qualquer menino sadio da sua idade.

O Bureau de Constatações Médicas revisa e registra toda a história clínica de Paolo Tecchia. É uma das 4.000 curas extraordinárias registradas no centro médico daquele santuário mariano. Paolo deverá se apresentar durante cinco anos para a constatação de que a cura continua perfeita. Só depois é que o caso poderá passar a fazer parte da lista de 72 curas até esse ano declaradas milagres devidos à intercessão e em honra de Nossa Senhora de Lourdes.

O "Paris-Match", que na sua publicação nem aludiu à cura da vista nem da mudez, acerta ao frisar um detalhe significativo: no Natal seguinte Paolo recebeu como presente uma bicicleta, que ele usa continuamente na cidadezinha. Portanto continua não só a cura da paralisia, mas também da vista, pois do contrário não poderia passear de bicicleta pelas ruas…

O DESTAQUE MERECIDO — Uma revista espanhola primeiro publica a notícia e algum tempo depois uma impressionante reportagem fotográfica. Dá o merecido destaque à cura: "Uma história emocionante. Annie Teurquitel, paralítica desde pouco depois do nascimento, dança e anda de bicicleta normalmente".

Após nova verificação em Lourdes, de novo expandiu-se a notícia do milagre. "O acontecimento causou verdadeira surpresa em quase todo o mundo. E em especial na localidade francesa de Infreville, onde Annie reside com sua família." As fotos da revista mostram que "a jovem vive uma maravilhosa existência, fazendo tudo aquilo que normalmente faz qualquer jovem da sua idade e que até agora estava impossibilitada de fazer". As fotos mostram Annie Teurquitel passeando pelas ruas da cidade, andando de bicicleta e dançando bem agitadamente.

Também uma revista brasileira, entre outras muitas espalhadas pelo mundo, dá o devido destaque à reportagem da agência Sygma: "O último milagre de Lourdes: Depois de vinte anos numa cadeira de rodas, a paralítica levantou-se e andou. Os cientistas e os jornais da Europa acompanham o fato".

E fornece mais alguns dados: "Annie, de 19 anos, nascera aleijada e vivera numa cadeira de rodas". No dia 7 de outubro foi com os avós em peregrinação a Lourdes. Rezou. Entrou na piscina… E nada. Às 3 da manhã, porém, acordou os avós. Havia-se levantado sozinha da cama! E passeou sozinha pelos corredores da casa!

Os cinquenta médicos do Bureau de Lourdes registraram a constatação: "A Srta. Teurquitel, vítima de anoxia neonatal (falta de oxigenação nos tecidos, no caso concretamente nas pernas, por acidente no parto), após 7 de outubro último consegue se deslocar sozinha".

Ao voltar a Infreville todos a recebem com a maior alegria, inclusive chorando de emoção ao ver descendo do trem por si mesma, caminhando, correndo a que sempre conheceram entravada numa cadeira de rodas. Os jovens "querem comemorar os 20 anos de Annick, dia 12 de novembro próximo, com um ‘baile do milagre’".

*** Mas a revista brasileira comenta: "A ciência atual não reconhece nada como definitivamente inexplicável (?). O que parece milagre hoje pode ter explicação científica amanhã"(?).

— A revista brasileira precisava acrescentar esse comentário estúpido? Lamentavelmente teremos nos próximos capítulos de enfrentar diretamente essa e parecidas objeções, não porque em si mesmas mereçam qualquer consideração, senão unicamente porque foram muito difundidas pelos racionalistas e modernistas.

MEU COMENTÁRIO: O Comentário da revista é o mesmo que eu também faço em meus diversos artigos. A ciência está em constante evolução. Coisas que hoje lhe parece inexplicável pode ser que amanhã já não seja. Portanto para a comprovação de um milagre não é bastante a declaração científica mas também a da Igreja.

Retirei vários indicadores de anotações porque não as encontrei na publicação deste artigo. que se encontra em: CLAP PORTUGAL
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