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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

ANO 375 - COMEÇA O CULTO DOS SANTOS

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II - A MENTIRA


Muitas das crenças e práticas do romanismo foram acrescidas à igreja muito tempo depois de Cristo e dos apóstolos, veja a seguir uma lista de coisas que os cristãos do primeiro século não criam e não praticavam e que a igreja católica romana incorporou com o passar do tempo: (...)
375 Culto aos santos e aos anjos.









31/08/2011
Autor:
Oswaldo


II - ONDE SE ENCONTRA







III - A VERDADE

O tema é tão debatido que nem preciso desenvolver novos argumentos para demonstrar a verdade do ensino da Santa Igreja Católica. Basta-se apenas escolher textos aqui e acolá de acordo com a necessidade. Iniciemos:

1. HISTÓRICO E UMA QUESTÃO DE LÓGICA: "O culto dos Santos e a estima de suas relíquias são contestadas pelos protestantes; os discípulos de Lutero julgam haver nisto graves desvios doutrinários, que eles atribuem à Tradição católica. Mas essa prática é plenamente justificada pela Tradição cristã mais antiga - e o mentiroso já chuta de fianco esta mentira grosseira para marcar seu golzinho: "... os cristãos do primeiro século não criam..." -, apoiada na Bíblia, desde o Antigo Testamento. Com a certeza de que os Santos já estão no Céu, a Igreja, sempre assistida pelo Espírito Santo (cf Jo 16, 12-13), já nos seus primeiros tempos, começou a prestar veneração particular àqueles falecidos que tiveram uma vida confessando Jesus Cristo, especialmente pelo martírio.

O culto de veneração (não de adoração) dos Santos foi até o século XVI prática tranquila e óbvia entre os cristãos. Note bem, que durante dezesseis séculos não houve contestação a esta prática. O Concílio de Trento (1545-1563) confirmou a validade e importância deste culto, ao mesmo tempo que ensinou a evitar abusos e mal-entendidos muitas vezes enraizados na religiosidade popular. Também o Concílio do Vaticano II (1963-65) reiterou esta doutrina, mostrando o aspecto cristocêntrico e teocêntrico do culto aos santos.

A comunhão entre os membros do povo de Deus não é extinta com a morte; ao contrário, o amor fraterno é liberto de falhas devidas ao pecado na outra vida, o que faz esta união mais forte.

Deus, que gera esta comunhão, proporciona aos Santos no céu o conhecimento de nossas necessidades para que eles possam interceder por nós, como intercederiam se estivessem na Terra. Santa Terezinha do Menino Jesus, dizia que “passaria a sua vida na Terra”; isto é, viveria o Céu intercedendo pelos da Terra. Uma das orações eucarísticas da santa Missa diz que “os Santos intercedem no Céu por nós diante de Deus, sem cessar.” Que maravilha! Esta intercessão leva-nos mais a fundo dentro do plano de Deus, porque promove a glória de Deus e o louvor de Jesus Cristo, uma vez que os Santos são “obras-primas” de Cristo, que nos levam, por suas preces e seus exemplos, a reconhecer melhor a grandeza da nossa Redenção.

O culto aos Santos tem ao menos três sentidos profundos:

1 – dá glória a Deus, de quem os Santos são obras primas de sua graça; são Santos pela graça de Deus.

2 – suplicam a eles a sua intercessão por nós e pela Igreja;

3 – mostram-nos os Santos como modelos de vida a serem imitados uma vez que amaram e serviram a Deus perfeitamente.

É entranhada na teologia católica a devoção aos Santos, embora não seja obrigatória. Ela surge de uma perfeita compreensão do plano salvífico de Deus, especialmente quando se refere à Virgem Maria, Mãe de Deus e Mãe dos homens (cf. Jo 19,25-27)." (Fonte: cleofas.com.br)

2. SANTOS E IMAGENS DE SANTOS - "A dúvida que você propõe nada mais é que um velho e desgastado discurso protestante, fruto da cegueira oriunda da heresia.

A passagem da Bíblia que você se refere é a seguinte: “nemo venit ad Patrem nisi per me” “ninguém vai ao Pai senão por Mim” (S. Jo 14, 6).

Dizem os protestantes, apoiando-se em citações truncadas, que o culto aos santos consiste em “idolatria”, pois os católicos “adoram” imagens.

Tal argumentação carece de fundamento. Pois, certamente, eles, ou não entendem que quer dizer “idolatria”, ou se entendem usam de má fé.

Deveras, idolatria consiste em atribuir como divino algo ou alguém que não seja Deus.

Assim, os índios que adoram o sol (“Tupã”) são idólatras. Pois, atribuem ao sol o que é devido somente à Deus.

Assim, os egípcios que adoravam o “faraó” eram idólatras. Pois, atribuíam ao faraó o que é devido somente à Deus.

Adorar significa reconhecer como Deus.

O culto de adoração é devido somente à Deus. Só a Ele devemos reconhecer como Criador e Senhor de todas as coisas.

Os católicos quando rezam diante de uma imagem não estão adorando ou idolatrando tal imagem.

Quando eles rezam pedem pela intercessão daquele Santo, porque sua súplica é muito mais eficaz. Sim, pois estando este Santo junto de Deus, o pedido será certamente melhor atendido. Nosso Senhor mesmo confirmou isto por palavras e por ações.

No episódio das bodas de Caná, foi pela intercessão da Sempre Virgem Maria que Jesus antecipou sua hora, transformando água em vinho.

Foi S. Tiago quem disse “petitis et non accipitis, eo quod male petatis” – “pedistes e não recebestes, porque pedistes mal” (Ep. S. Tg. IV, 3).

A oração para ser bem feita, ensina Sto. Tomás, deve ter cinco qualidades. A oração deve ser confiante, reta, ordenada, devota e humilde.

Ora, o homem sendo composto de corpo e alma deve expressar esta humildade exteriormente. Por isso, normalmente rezamos de joelhos. Para expressar nossa veneração e respeito.

Veja, por exemplo, esta passagem do Êxodo”(18,7):

"Moisés saiu ao encontro de seu sogro, prostrou-se e beijou-o. (...) "

Será que Moisés adorou Jetro, seu sogro? Claro que não, apenas com este ato quis mostrar sua estima e respeito.

Portanto, Douglas, o que os protestantes falam não tem fundamento nem lealdade. Pois, não é mister nenhum profundo estudo para ver estas verdades. Qualquer “velhinha”, diria Sto. Tomás, nem perderia tempo com questões tão supérfluas (...)". Autor: André Palma.

3. A BÍBLIA APROVA O CULTO DOS SANTOS - 01/12/2010 - As bases bíblicas do culto aos Santos estão desde o Antigo Testamento. Até o século II a.C. os judeus acreditavam na existência do Hades ou Cheol e no adormecimento da consciência dos defuntos num lugar subterrâneo, incapazes de serem punidos ou contemplados. Mas a partir do século II a.C. esta concepção foi abandonada pelo povo de Israel, passando a crer que a consciência dos irmãos falecidos continuava lúcida e que eles vivem como membros do seu povo, e solidários com os fiéis peregrinos na terra, e intercedendo por eles.

Pode-se ver isto claramente, por exemplo, no texto de Macabeus (II Mac 15, 7-17). Vemos nele que Jeremias, o profeta falecido no século VI a.C., aparece a judas Macabeu no século II a.C., juntamente com o Sumo Sacerdote Onias (também já falecido), como “o amigo de seus irmãos, aquele que muito ora pelo povo, pela cidade santa, Jeremias, o profeta de Deus” .
Diz a “Bíblia de Jerusalém” em nota de rodapé a 2Mc 15, 14: “Esse papel conferido a Jeremias e a Onias é a primeira atestação da crença numa oração dos justos falecidos em favor dos vivos”.

No Novo Testamento esta consciência da intercessão dos santos é fortalecida. Na epístola aos Hebreus, o autor recorda os justos do Antigo Testamento, e mostra a sua solidariedade com os ainda vivos na terra. Ele imagina esses justos colocados num estádio como que a torcer pelos irmãos ainda existentes neste mundo; constituem uma densa nuvem de torcedores interessados. São testemunhas que nos acompanham nesta luta de hoje:

“Portanto também nós, com tal nuvem de testemunhas ao nosso redor, rejeitando todo fardo e o pecado que nos envolve, corramos com perseverança para o certame que nos é proposto” (Hb 12,1).

Os mortos não estão dormindo. Os protestantes em sua maioria ensinam que os mortos estão “dormindo” e que somente na volta de Jesus haverá a ressurreição de todos; portanto, para eles, não há ninguém no Céu ainda, mesmo que seja apenas com a alma, como ensina a Igreja Católica. Ora, desde os primórdios da Igreja ela acredita na imortalidade da alma, e que cada pessoa é julgada por Deus, imediatamente após a morte, recebendo já o seu destino eterno. E isto é muito claro nas Sagradas Escrituras.
A Carta aos Hebreus diz claramente, “como está determinado que os homens morram uma só vez, e logo em seguida vem o juízo”. (Hb 9,27)

Isto foi definido como dogma de fé pelo Papa Bento XII em sua Constituição “Benedictus Deus” no ano de 1336, e o Concílio universal de Florença, na Itália, as reafirmou em 1439, na seguinte declaração:

“As almas daqueles que, depois do Batismo, não se tiverem manchado em absoluto com alguma mancha de pecado, assim como as almas que, depois de contraída alguma mancha de pecado, tiverem sido purificadas ou no corpo ou fora do corpo,… essas almas todas são recebidas no céu e vêem claramente o próprio Deus em sua Unidade e Trindade, como Ele é; umas, porém, vêem mais perfeitamente do que outras, conforme a diversidade de méritos de cada qual. Quanto às almas daqueles que morrem com pecado atual e mortal… sem demora são punidas no inferno por penas que variam para cada qual”. (Denzinger , Enquiridio 693).

O Concílio Vaticano II pela Constituição dogmática “Lumen Gentium” confirmou esta doutrina:

“Até que o Senhor venha na sua majestade e todos os anjos com ele (cf Mt 25,31), e até que lhe sejam submetidas, com a destruição da morte, todas as coisas (cf. 1Cor 15,26-27), alguns dos seus discípulos peregrinam na terra, outros, já passados desta vida, estão se purificando, e outros vivem já glorificados, contemplando “claramente o próprio Deus, uno e trino, tal qual é”; todos, porém, ainda que em grau e de modo diversos, comungamos na mesma caridade para com Deus e para com o próximo, e cantamos o mesmo hino de glória ao nosso Deus… Em virtude da sua união mais íntima com Cristo, os bem-aventurados confirmam mais solidamente toda a Igreja na santidade, enobrecem o culto que ela presta a Deus na terra e muito contribuem para que ela se edifique em maior amplitude (cf. 1Cor 12,12-27). Porque foram já recebidos na Pátria e estão na presença do Senhor, (cf 2Cor 5,8) – por ele, com ele e nele – não cessam de interceder em nosso favor junto do Pai, apresentando os méritos que – por meio do único Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, (cf. l Tm 2,5)… Na verdade, a solicitude fraterna dos bem-aventurados ajuda imenso a nossa fraqueza.” (LG, 49)Em Mateus 10,28 Jesus diz: “não temais os que matam o corpo, mas não podem matar a alma (‘psyché”); temei, antes, aquele que pode fazer perecer na geena o corpo e a alma”.

A palavra grega “psychè” significa alma; então, o texto afirma a sobrevivência da alma após a destruição do corpo da pessoa. Em Lucas 16,19-51, na parábola do rico e do pobre Lázaro, Jesus apresenta a sobrevivência consciente tanto dos justos como dos injustos. O rico após a morte vai para um lugar de tormento; e o pobre para um lugar de gozo. Isto enquanto a vida continua na terra, quer dizer, antes da volta de Jesus. O rico tinha cinco irmãos que poderiam também se perder também; e mostra que os defuntos sobrevivem após a morte e recebem já o prêmio ou o castigo.

Não se pode dizer que esta parábola é apenas mera ornamentação; ao contrário, traz um ensinamento religioso e doutrinário fundamental.

A ressurreição da carne no último dia, na consumação da História com a volta de Jesus, darão algo mais à felicidade dos justos cujas almas já estão no gozo da presença de Deus. Essas almas se unirão a seus corpos ressuscitados e viverão na plenitude de suas pessoas. A ressurreição da carne completará a ordem e a harmonia que a alma santa já desfruta após a morte.
Vemos em Ap 6, 9-11 que as almas do justos martirizados aspiram, na presença de Deus, à plena restauração da ordem e da justiça violadas pelo pecado; e assim, esperam algo que ainda não aconteceu, e que vai acontecer só na Parusia. Embora elas já estejam revestidas de vestes brancas, que é símbolo da vitória final e da bem-aventurança, continuam a acompanhar a nossa história, aguardando com expectativa o julgamento do Senhor.

“Quando abriu o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos homens imolados por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho de que eram depositários. E clamavam em alta voz, dizendo: Até quando tu, que és o Senhor, o Santo, o Verdadeiro, ficarás sem fazer justiça e sem vingar o nosso sangue contra os habitantes da terra? Foi então dada a cada um deles uma veste branca, e foi-lhes dito que aguardassem ainda um pouco, até que se completasse o número dos companheiros de serviço e irmãos que estavam com eles para ser mortos.” (Ap 6,9-11)" (Do livro O CULTO DOS SANTOS, RELÍQUIAS E IMAGENS, Prof. Felipe Aquino).



4. O CULTO DOS SANTOS NA IGREJA PRIMITIVA - I - Sendo os Santos amigos de Deus pela santidade, e nossos, pela sua perfeita caridade, é justo que lhes tributemos os louvores que, sob esse duplo título, merecem; e que nos recomendemos à sua intercessão junto de Deus. É justo, visto que neles também se realiza, embora em grau bem menor, mas bem verdadeiro, o que disse de Si mesma, mas cheia do Espírito Santo, a mais santa que todos os Santos, Maria Santíssima: “Todas as gerações me proclamarão bem-aventurada, porque fez em mim grandes coisas o Todo-Poderoso.” (Lc 1,48-49)


II -Vê-se, por essas palavras inspiradas, que o louvor dos Santos redunda em louvor e glória de Deus, pois os Santos são obras-primas da sua sabedoria, bondade e poder. Quando os louvamos, é a seu Autor que louvamos. De fato, sendo “Deus admirável em tudo o que é Santo” (Salmo), e sendo os Santos, principalmente, obra de sua graça, Deus os ama de modo especial. Aliás, no preceito de “amar e honrar a Deus” está incluído o de amar e honrar o que Ele ama e honra; e segundo a ordem com a qual Ele o faz. E Deus ama, de modo especial, os seus Santos: a Jesus Cristo enquanto Homem, depois a Nossa Senhora, depois aos Anjos e a todos os Santos da glória; e às santas almas do Purgatório; e aos que ainda pelejam neste mundo.


III – Eis porque, já nos dois primeiros séculos do Cristianismo, encontramos registrada a prática de um culto prestado aos Santos, especialmente aos heróis da fé, os mártires cristãos. É útil conhecer alguns documentos históricos dessa época, que atestam remontar às origens do Cristianismo a prática do culto aos Santos.

IV - Bem no começo do 2º século (ano 107), Santo Inácio Mártir, que foi discípulo direto dos Apóstolos e Bispo de Antioquia, quando era levado cativo a Roma, aonde ia ser devorado pelas feras por causa da fé católica, afirma em uma carta que escreveu aos fiéis de Éfeso: “Sou vossa vítima, e me ofereço em sacrifício por vossa Igreja.” (Carta aos efésios, nº 21) É este um testemunho da fé da Igreja no valor do martírio sofrido por causa da fé.



DOCUMENTOS DE AUTORES DESSA ÉPOCA

V - Uma carta com data do ano 156, enviada pelos fiéis da comunidade cristã de Esmirna à comunidade da Frígia (Filomélia), dá notícia de reuniões religiosas e cultuais dos cristãos de Esmirna, realizada no túmulo (“relíquias mais preciosas que o ouro e pedras preciosas” - diz a carta) de seu Bispo e Mártir, São Policarpo, por ocasião dos aniversários de seu martírio. (Padres Gregos, 5, 1029-1045). É já a prática da Igreja ao festejar o aniversário do triunfo dos Mártires e dos Santos.

VI - Também Orígenes, que viveu no século II e começo do III, atesta a fé da Igreja Católica na intercessão dos Santos, nesses termos: “O Pontífice não é o único a se unir aos orantes; os Anjos e as almas dos justos também se unem a eles na oração.” (Em “De Oratione”)


VII - E em outro livro dá Orígenes o fundamento dessa mediação: “Eles conhecem os que são dignos da amizade de Deus, e auxiliam os que querem honrá-lO.” (Em “Contra Celsum”)

O mesmo ensinamento encontramos em São Cipriano, Bispo de Cartago, martirizado no ano 256. Em carta ao Papa São Cornélio, afirma: “Se um de nós partir primeiro deste mundo, não cessem as nossas orações pelos irmãos.” (Carta 57).

AS ATAS DOS MÁRTIRES

VIII - A mesma verdade é atestada pelas Atas autênticas do suplício dos mártires. Assim, "Santa Teodósia, em Tiro, pedia aos mártires, na hora em que iam para o suplício, que se lembrassem dela quando tivessem recebido a recompensa. E Santa Pantomina, em Alexandria, na hora de seu próprio martírio, prometeu ao soldado que a conduzia, que ia pedir por ele quando estivesse junto de Deus". (Em “Eusébio”,1.6, c. 2; apud Lúcio Navarro (Monsenhor), “A legítima interpretação da Bíblia, p. 542)




Martírio de Frutuoso, Eulógio e Augúrio. Séc. XVIII. Pintura catalã. 
- Foram  martirizados  juntamente  com  seu  guia espiritual, o bispo
São  Frutuoso,  queimados  vivos  no anfiteatro de Tarraco, durante a
perseguição  aos  cristãos  dos  imperadores   romanos   Valeriano   e
Galério .
IX - Também em Tarragona, o Bispo Mártir São Frutuoso, na hora do suplício, vendo que muitos fiéis faziam fila e lhe pediam a mesma graça de que não se esquecesse deles quando estivesse junto de Deus, falou para todos em voz alta: “Sim, eu devo ter em mente toda a Igreja espalhada pelo mundo, do Oriente ao Ocidente.” (Acta Fructuosi, 1,7) .


X - Fiquemos com esses exemplos, por brevidade. Mas notemos que, transcorrido o tempo das perseguições sangrentas que banharam a terra com o sangue generoso dos heróis da fé, era normal que continuasse a ser lembrada com carinho e espírito de fé, a memória de sua fé e santidade. E especialmente no dia de seu nascimento para a glória, como era chamado o seu “dies natalis” (o dia natalício para a glória), se lhe prestasse culto especial.

DOCUMENTOS ARQUEOLÓGICOS

XI - A fé dos cristãos dos três primeiros séculos nessa verdade está também registrada em muitas inscrições gravadas nos túmulos de santos cristãos e mártires da fé. Eis alguns exemplos:


- No Cemitério de São Pânfilo: “Mártires santos, bons e benditos, ajudai a Ciríaco”;

-No Cemitério de Aquiléia: “Santos Mártires, lembrai-vos de Maria”;


- Na Via Salária lemos também esta inscrição: “Genciano, fiel em paz... Que em tuas orações, rogues por nós porque sabemos que estás em Cristo”;

No Cemitério de Gordiano esta outra: Sebácio, doce alma, pede e roga por teus irmãos e companheiros”;


E no de São Calixto: Vicência, pede em Cristo por Febe e seu esposo”.


No Cemitério de Priscila: “Anatólio... teu espírito descanse em Deus. Pede por tua mãe”.


São alguns registros apenas. Ver outros em Lúcio Navarro - Ibidem, pg. 541-542- Recife, PE.


XII – Foi certamente com base em documentos com esses acima transcritos, e em muitos outros, que o sábio Leibnitz – protestante, mas que estudou com lealdade esse assunto – deixou-nos o seguinte e importante depoimento: “É certo que já no segundo século da Igreja Cristã, eram celebradas as festas dos mártires, e que em seus túmulos se reuniam assembléias religiosas.” (Em “Syst. Theol.”, p. 70);


XIII - Note-se que a expressão “assembléias religiosas” indica as “reuniões cultuais” dos primeiros cristãos para celebrar os Mistérios Eucarísticos, ou Santa Missa, e que na época das perseguições religiosas, era também celebrada sobre os túmulos dos mártires nas catacumbas. Eis a razão da “pedra d´ara” dos nossos altares, que contém relíquia dos mártires, e sobre a qual se celebra a Santa Missa.


XIV - Conclusão: A devoção ou culto dos Santos, como é praticado na Igreja Católica - e não nas superstições espíritas e folclóricas - teve sua origem na Igreja Primitiva ou Apostólica, que era dirigida, ou pelos Apóstolos diretamente, ou pelos santos Bispos que os Apóstolos mesmos estabeleceram para substituí-los, e não tardiamente, no século IV, como falsamente pretendem os protestantes;
XV - Eis os motivos de garantia da legitimidade da devoção aos Santos. Eis como a única Igreja de Cristo (Mt 16,18), a que unicamente tem a promessa de sua assistência divina (Mt 28,20), explicitou os textos sagrados que contêm a verdade bíblica da intercessão dos Anjos e Santos. Ela orientou assim os fiéis a festejar o dia de seus natalícios para o Céu, a pedir-lhes auxílio junto de Deus, e a se esforçarem por imitar-lhes as virtudes cristãs". 

Autor: Ivanildo Vieira p Rev. de Igson Mendes da Silva
Fonte: Administração Apostólica Pessoal
Veja o Índice das Mentiras em GOOGLE+
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