sexta-feira, 5 de agosto de 2011

A PRESENÇA DOS LIVROS DEUTEROCANÔNICOS DO A.T. NA BÍBLIA

Índice das Mentiras

19/12/2008
Autor:
Carlos Martins Nabeto








I - A MENTIRA



A ACUSAÇÃO COMUM:

"A Igreja Católica acrescentou diversos livros apócrifos (=deuterocanônicos) no Antigo Testamento da Bíblia durante o Concílio de Trento (século XVI d.C.), para combater e desmentir as doutrinas protestantes".



II - ONDE SE ENCONTRA


1. OS LIVROS APÓCRIFOS DO ANTIGO TESTAMENTO




2. IGREJA BATISTA REGULAR NO BESSA

 

http://www.ibrbessa.com.br/institucional-anterior?id=2


3. IGREJA BATISTA ESPERANÇA



4. IGREJA VIRTUAL





III - A VERDADE



A VERDADE, CÁ:


"Verifica-se que a própria Bíblia, da qual os cristãos depreendem as verdades da fé, não tem a mesma extensão ou o mesmo catálogo (cânon) entre católicos e protestantes. É notório que sete livros do Antigo Testamento (Tobias, Judite, Baruc, Eclesiástico ou Sirácida, Sabedoria, 1 e 2Macabeus), além de fragmentos de outros livros, se encontram na Bíblia dos católicos e não na dos protestantes. (...)







Os cristãos, desde o início da sua história, usaram a edição grega dos LXX [Setenta]. Os Apóstolos mesmos, escrevendo os Evangelhos e as suas cartas, referem o Antigo Testamento não segundo o texto hebraico, mas recorrendo à versão dos LXX. Das 350 citações do Antigo Testamento que ocorrem no Novo, 300 são tiradas do texto alexandrino (mesmo quando este diverge acidentalmente do hebraico; cf. Hb 10,5-7; Mt 1,23). Ora, os Apóstolos eram os guardas do depósito da fé. Por conseguinte, se a edição bíblica dos LXX (que continha os deuterocanônicos de permeio aos protocanônicos) fosse infiel ou deturpada, os Apóstolos não a teriam utilizado. O procedimento abalizado dos Apóstolos foi adotado pelas seguintes gerações de cristãos; o catálogo dos LXX devia assim tornar-se o catálogo dos cristãos; (...) ele representa a linha autêntica da fé judaica. (...)







Nos dois primeiros séculos [do Cristianismo], os deuterocanônicos eram considerados como 'Escritura' juntamente com os protocanônicos; não se encontra vestígio de dúvida a respeito de sua autoridade nem nas obras dos escritores cristãos nem nos monumento da arqueologia [Didaqué, Clemente de Roma, Epístola de Barnabé, Policarpo de Esmirna, Inácio de Antioquia, Justino de Roma, Atenágoras de Atenas, afrescos em catacumbas etc.]. (...)







A unanimidade da Tradição cristã concernente aos deuterocanônicos nos dois primeiros séculos é particularmente digna de nota pelo fato de que a Igreja não tomara decisão oficial a respeito do cânon das Escrituras Sagradas. (...)







A autoridade da Igreja proferiu definições oficiais do catálogo bíblico em concílios regionais realizados na África setentrional; assim, no de Hipona em 393, nos de Cartago III e IV, em 397 e 418. O Papa Inocêncio I, em uma carta dirigida a Exupério, bispo de Tolosa, em 450, apresentou também o cânon bíblico com seus livros deuterocanônicos todos. (...) Os cristãos orientais definiram seu catálogo bíblico, incluindo os deuterocanônicos no Concílio de Trulo em 692. (...) O Concílio de Florença, em 1441, professou solenemente o catálogo completo dos livros sagrados. O mesmo se deu com o Concílio de Trento aos 8 de abril de 1546. O Concílio do Vaticano I (1870) e o do Vaticano II (1965) reafirmaram a mesma definição, mantendo continuidade com os Apóstolos e os primeiros séculos do pensamento cristãos.







Através destes dados históricos, verifica-se com clareza: não foi o Concílio de Trento que introduziu na Bíblia os livros deuterocanônicos. Eles já estavam em uso comum na Igreja, tanto que Lutero, quando traduziu a Bíblia para o alemão em 1534 (antes do Concílio de Trento), não se furtou a verter também aqueles escritos; verdade é que os colocou em apêndice à sua edição, com o título de 'Apócrifos', isto é, livros que não devem ser estimados como a Escritura Sagrada, mas que são bons e se podem ler com utilidade" (BETTENCOURT, Estêvão Tavares. "Diálogo Ecumênico: Temas Controvertidos". Rio de Janeiro:Lumen Christi, 3ª ed., 1989, pp. 17-21).







Isso explica o porquê de tais livros já se encontrarem, inclusive, na Bíblia de Gutemberg, impressa cerca de 100 anos antes da Reforma Protestante, como demonstram as imagens ao longo desta seção (a Bíblia de Gutemberg pode ser acessada e integralmente consultada na Biblioteca Britânica, neste LINK.


http://prodigi.bl.uk/treasures/gutenberg/search.asp




AS SEMENTES DA VERDADE, LÁ:



I. Martinho Lutero incluiu os deuterocanônicos em sua tradução da Bíblia para o alemão, publicada em 1534 (como demonstra a seguinte imagem, da Bíblia de Lutero, que apresenta o início do livro de Tobias):







A Bíblia de Lutero não é "caso isolado". As primeiras Bíblias protestantes em inglês também traziam os deuterocanônicos, como se vê a seguir:



1. A "Bíblia de Tyndale" (também conhecida como "Bíblia de Matthews"), de 1537 a 1551:







2. A "Grande Bíblia" de Coverdale (também conhecida como "Bíblia de Cromwell" ou "Bíblia de Cranmer"), de 1539 a 1541:







3. A "Bíblia de Geneva" (usada pelos Puritanos que vieram para a América e citada milhares de vezes por Shakespeare), de 1560 a 1617:







4. A "Bíblia do Bispo" (publicada oficialmente pela Igreja Anglicana em resposta à "Bíblia de Geneva"), de 1568 a 1582:







5. A "King James Version", de 1611 em diante (só a partir de 1824 é que algumas editoras protestantes passam a omitir os deuterocanônicos de suas Bíblias):







II. "Na Igreja Primitiva as escrituras judaicas eram conhecidas, não em hebraico, mas numa tradução grega chamada 'Septuaginta', dos setenta (Septuaginta) anciãos que a tradição judaica ensina haver realizado a obra de tradução. (...) E a Bíblia grega não somente desordenou os livros da Bíblia hebraica; ela na realidade acrescentou outros livros não contidos na Bíblia hebraica, os chamados 'Apócrifos'. (...)



A grande Bíblia da Idade Média era a Vulgata, a tradução latina produzida por São Jerônimo quase no fim do quarto século (...) [A] ordem comum [dos livros] foi aquela finalmente fixada pela invenção da imprensa, pois o primeiro grande livro impresso foi a Bíblia latina de 42 linhas, produzida em Mainz por volta de 1456.



Mas a Bíblia latina já havia sido traduzida em alemão, na Boêmia, no quarto século, e em inglês por Wyclif e seus auxiliares em 1382-1388. Ambas essas traduções seguiram a ordem latina, tendo os livros Apócrifos espalhados por todo o Velho Testamento.



A nova tradução de Lutero para o alemão, terminada em 1534, foi baseada no hebraico e no grego. e quandpo ele havia terminado o Novo Testamento Grego (1522) e o Velho Testamento Hebraico, ainda permaneciam os livros das Bíblias antigas que se encontravam no Velho Testamento latino mas não no hebraico. Estes, Lutero traduziu por último, como os livros Apócrifos, agrupando-os pela primeira vez sob esse nome, e colocando-os no final do Velho Testamento. Esta foi uma excessiva reorganização dos livros do Velho Testamento - o maior passo jamais dado na reorganização da ordem dos livros da Bíblia, mas que nunca vingou. (...)



Esses livros associaram-se no Egito aos livros do Velho Testamento já traduzidos e assim passaram a fazer parte do Velho Testamento grego, a chamada Versão dos Setenta. E, quando esta versão tornou-se a Bíblia da Igreja Primitiva, esses livros vieram com ela.



Assim os livros Apócrifos, como costumeiramente são chamados, espalharam-se através da Bíblia grega da Igreja Primitiva, e daí passaram para a Bíblia latina antes e depois do trabalho de revisão de Jerônimo. Eles passaram naturalmente, como já vimos, para a primitiva tradução germânica da Bíblia latina, feita na Boêmia, no século catorze, e também para a tradução inglesa feita por Wyclif e seus auxiliares em 1382-88. (...)



Há perigo em ficar-se com uma falsa apreciação da história religiosa cristã e judaica se tentarmos passar diretamente do Velho Testamento [hebraico] ao Novo omitindo os livros Apócrifos. Eles fizeram parte dos fundamentos literários do movimento cristão. Eles nos introduzem a personagens dramáticas do Novo Testamento - santos e pecadores, fariseus e saduceus, anjos e demônios. Sua influência se exerceu em cada livro do Novo Testamento. Talvez o que de mais instrutivo eles têm para nós é o contraste entre a atitude cristã e farisaica que eles mesmos fizeram possível" (GOODSPEED, Edgar J. [Metodista]. "Como nos Veio a Bíblia?". São Paulo:Imprensa Metodista, 3ª ed., 1981).



"A palavra 'Apócrifo' (...) se refere aos livros que em certa época foram cogitados para integrar o cânon do Velho Testamento. Embora nenhum deles tenha sido aceito na Palestina como parte do cânon hebraico das Escrituras, foram mantidos juntos dos rolos das Escrituras gregas da Septuaginta.



Os primeiros cristãos encontraram esses livros quando adotaram a Septuaginta como sua Bíblia e os incluíram nela" (BATCHELOR, Mary [Protestante]. "A Bíblia em Foco: introdução passo a passo aos livros sagrados".São Paulo:Melhoramentos, 1ª ed., 1995, p. 96).



"A Septuaginta (LXX), tradução do Antigo Testamento em grego, feita entre 280 a.C. e 180 a.C., contém os Apócrifos. (...)



[A Septuaginta] é, talvez, a mais importante das versões, por sua data antiga e influência sobre outras traduções. (...) 'Septuaginta' significa 'setenta'. A abreviação desta versão é LXX. Ela é às vezes chamada de 'Versão Alexandrina', por ter sido traduzida na cidade de Alexandria, no Egito. (...) Além dos 39 livros do Antigo Testamento, ela contém todos, ou parte, dos 14 livros conhecidos como Apócrifos. A Septuaginta foi comumente utilizada nos dias do Novo Testamento e mostrou-se muito útil em traduções subseqüentes" (DUFFIELD, Guy P.; VAN CLEAVE, Nathaniel M. [Protestantes Pentecostais]. "Fundamentos da Teologia Pentecostal", Volume 1. São Paulo:Marli de Souza, 1ª ed., 1991, pp. 11 e 44).



"O vocabulário 'Apócrifo' (...) aplica-se genericamente a uma série de livros surgidos no período entre o Antigo e o Novo Testamento. Os livros apócrifos (...) chegaram até nós de certo modo unidos aos livros canônicos da Bíblia. (...) Os judeus da dispersão no Egito revelaram alta estima por esses escritos e os incluíram na tradução do Antigo Testamento para o grego, chamada 'Septuaginta'. (...)



Segundo o escritor Aristeas, a tradução grega [do Antigo Testamento hebraico] foi feita por setenta e dois sábios judeus (daí o seu nome 'Septuaginta'), na cidade de Alexandria, a partir de 285 a.C., a pedido de Demétrio Falario, bibliotecário do rei Ptolomeu Filadelfo. Concluída 39 anos mais tarde, essa versão assinalou o começo de uma grande obra que, além de preparar o mundo para o advento de Cristo, deveria tornar conhecida de todos os povos a Palavra de Deus. Na Igreja Primitiva, era essa a versão conhecida de todos os crentes" (AUTORES VÁRIOS, "Bíblia de Referência Thompson" [Protestante]. São Paulo:Vida, 1ª ed., 1996, pp. 1375 e 1377).

Postado por CARLOS MARTINS NABETO às 19:06
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