sexta-feira, 18 de outubro de 2013

EM NOME DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS, LEVANTA-TE E DÊ UM PASSO...

O milagre de Santa Júlia Billiart

CADEIRANTE - Apenas ilustração
Uma voz se fez ouvir: “Se tiver fé, em nome do Coração de Jesus, levante-se e dê um passo”. Era seu diretor espiritual, Pe. Enfantin, que tinha convidado Júlia a uma novena em honra  do Sagrado Coração. Ela, obediente e cheia de fé, dá um passo. E escuta o sacerdote: “Dê mais um passo”. Ela o dá. E, pela terceira vez: “Dê mais um passo”. Ela, cheia de assombro, vê que os passos vão se sucedendo, depois de ter ficado paralisados por mais de 22 anos!

É o 5º dia da novena ao Sagrado Coração de Jesus, em preparação à sua Festa. Júlia acabava de ser curada da paralisia e recebeu a ordem de não revelar ainda a cura. Assim, a beneficiada permaneceu como se fosse ainda paralítica até o último dia da novena.



Era de manhã cedo e a comunidade reunida no refeitório ouviu passos. Madre Júlia entrando, caminhando com pé firme. “Milagre!”, gritaram as aluninhas! Voltam todas com as irmãs à Capela e, em coro, a uma só voz, cantam: “Te Deum Laudamus!” – A Ti, Senhor Deus, vos Louvamos!”.

Esse fato aconteceu na vida de Santa Júlia Billiart, fundadora da Congregação das Irmãs de Notre Dame. Nascida em Cuvilly em 12 de julho de 1751, a 60 quilômetros de Paris, Rose Marie Julie Billiart distinguiu-se desde pequenina entre seus colegas de infância por notável capacidade de alegre comunicação e transmissão da fé. Liderava seus colegas de escola e, nas horas de recreio, sentados à sombra de uma árvore, Júlia se tornava a contadora de histórias bíblicas, que memorizava com muita facilidade. Era chamada até de “mini catequista”.

A imposição do regime de terror da Grande Revolução Francesa (1789-1799) trouxe a descrença, a perseguição do clero fiel ao Papa, atingindo também os leigos defensores da fé católica. Júlia achava esconderijos para os padres fiéis e, ela mesma, denunciada como a “Bruxa de Cuvilly”, também foi perseguida. Uma bala dirigida a seu pai, atingiu seu sistema nervoso. Intervenções da precária medicina da época provocaram, aos poucos, a imobilidade dos membros, até chegar a paralisia total. O mal, entretanto, jamais conseguiu impedir suas andanças, ainda que em cadeira de rodas, para visitar os doentes, distribuir esmolas, ouvir os desanimados e catequizar jovens e crianças.

Seguiram-se anos em que o mal se agravou e ela teve de sujeitar-se a ficar de cama. O seu quarto, então, se transformou em sala de peregrinação, para onde afluíam continuamente pessoas de qualquer idade e categoria social, incluindo até mulheres da nobreza, para a ouvirem falar de “Deus Bom”.

Eram palavras de sabedoria, de fé, que confortavam a todos que a procuravam. O recolhimento no quarto favoreceu a que Júlia tivesse espaço para longas horas de contemplação dos mistérios de Cristo. Acredita-se que ganhou dessa experiência a mística da “contemplação ação”, que imprimiu ao Instituto Notre Dame, que viria a fundar em benefício da educação cristã.

Se sua vida católica, na infância e juventude, já tinha sido exemplo de compromisso com o bem dos demais, quanto mais sua vida adulta, marcada pela profunda experiência com o Deus Bom, foi movida por extraordinário ardor apostólico. O grupo de “padres da fé”, em suas missões populares, fazia questão de que Júlia, em sua cadeira de rodas, o acompanhasse para atender as crianças e os idosos na catequese. Reconhecido esse seu excepcional dom de transmissão da fé, Padre J. Varin, coordenador do grupo de missionários, orientou-a a perenizar seu dom e carisma pessoal, fundado a Congregação das Irmãs de Notre Dame. Isso aconteceu em 2 de fevereiro de 1804, em Amiens, no norte da França.

Por Ir. Maria Fátima Maldaner, SND

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