domingo, 6 de novembro de 2011

DESENVOLVIMENTO E RIQUEZA DOS PAÍSES PROTESTANTES


Os países ricos nada devem ao  protestantismo com relação à sua prosperidade. A verdade é bem ao contrário do que pensam os evangélicos. Os países onde  triunfou a rebelião protestante sofreram enorme atraso econômico, social, cultural e moral por quase três séculos provocado pela pregação dos pseudo reformadores.



I - A MENTIRA


- “… Há duas civilizações bem definidas. – Esse assunto dispensa defesa por estar bem claro. – Temos a civilização chamada protestante de Bíblia aberta, governos estáveis, alfabetizada e desenvolvida, representada pela Alemanha, Escandinávia, Inglaterra, Escócia, Austrália, Canadá, Estados Unidos, Suíça, e outras, todas de maioria ou grande densidade protestante. A outra civilização, a católica romana, semi-analfabeta, com governos instáveis, orientadas pelo Vaticano, formada pela Espanha, Portugal, México, América Latina, com todos os problemas que conhecemos e a Itália onde floresce o maior partido Comunista fora da Rússia! – Nenhuma nação protestante até hoje foi tragada pelo comunismo enquanto as nações católicas são vulneráveis aos Totalitarismos. (F. NITTI, o Estado, 2-3-30).




II - ONDE SE ENCONTRA ESTA MENTIRA



III - A VERDADE

Sem considerar os enganos da afirmação acima (a China comunista e o Japão xintoísta são as maiores potências mundiais depois dos EUA) e apenas para poder desenvolver o assunto,  provisoriamente concedo que os países mais ricos do mundo sejam de maioria protestante. Da mesma forma concedo que culturalmente sejam também as nações mais desenvolvidas do planeta.

Deve-se, porém, evidenciar que eles não devem sua prosperidade ao protestantismo, que visceralmente combateu a razão e o conhecimento como incompatíveis com o novo evangelho pregado pelos reformadores. Tão-pouco o protestantismo contribuiu por sua elevação moral. Pelo contrário, considerando que seus líderes pregavam uma ambígua liberdade evangélica, por conta da qual, se disseminou entre o povo a licenciosidade e a completa decadência dos costumes. Ao anunciar a novidade de que somente bastava a fé, tudo descambou para o puro egoísmo e completa falta de  compaixão.

Os lamentos dos próprios reformadores e líderes do povo são prova suficiente de que esses países efetivamente sofreram profunda decadência moral, cultural, social e econômica.

Consideremos, então, a pregação dos primeiros "reformadores" para se saber que eram previsíveis as consequências que se seguiram.

Os insurgentes buscaram destruir tudo o que a Igreja, com suas escolas paroquiais e suas universidades amplamente espalhadas por toda a Europa  já havia construído em prol da instrução e do conhecimento ministrado a todas as pessoas. 

O próprio Lutero, que atribui todo este esforço ao demônio, revela-nos que havia tantas escolas e tão frequentadas que era necessário um milagre de Deus para que um menino não recebesse instrução"De dia para dia experimentamos como nos países alemães as escolas vão caindo em completa ruína. Desde que faltaram os mosteiros e as fundações, já ninguém quer ensinar os próprios filhos e obrigá-los a estudar. Isto é obra do demônio... Sob o papado, o demônio havia estendido as suas redes por meio dos mosteiros e das escolas de tal maneira que SEM UM MILAGRE DE DEUS não era possível que delas escapasse uma criança". E agora um pastor evangélico (Eduardo Carlos Pereira - "O Problema Religioso da América Latina", p. 126), se sai com esta: "O analfabetismo é a vida cancerosa da Igreja Romana". Vê-se que os evangélicos desconhecem os escritos de seu pai e avô!

O protestantismo, numa selvageria sem precedentes até entre bárbaros, achou por bem hostilizar a própria razão. Lutero não hesitava em afirmar "É necessário reduzir a inteligência e a razão ao estado de faculdades latentes e mortas em que se acham na infância; só assim poderemos chegar à fé, pois a razão contradiz a fé" (Erl. XLIV, 156 ss.; Luther's ungedr. Predigten heraugegeben von Brunms, p. 106)"

PAULSEN escrevia, com razão, mostrando o que é o verdadeiro protestantismo: 

"O protestantismo na sua origem e na sua natureza é IRRACIONAL: A razão, por si mesma, nada pode conhecer de quanto concerne à fé. A palavra de Deus: eis a única fonte de fé. O papel da razão em face da Sagrada Escritura é meramente formal: determinar-lhe o sentido genuíno. A teologia não passa de uma exegese filológica: gramática in sacra pagina occupata. Uma demonstração racional e filosófica das verdades das salvação não é nem possível nem necessária... Tal a concepção de Lutero" (PAULSEN, Philosophia militans (3), Berlim, 1908, pp. 35-39. 

"Enquanto permaneceu fiel às doutrinas de Lutero e Calvino, a igreja protestante não teve poesia, nem história, nem filosofia. Sim, certamente, enquanto as comunidades protestantes foram luteranas não tiveram filosofia e quando acolheram uma filosofia cessaram de ser luteranas. Tanto foge a sua fé da filosofia e a sua filosofia da fé" (MOEHLER, Gesammelle Schriften und Aufsaelze, Regensburg, 1839-40, I, 260. 

Desta filosofia anti intelectualista nasceu uma tendência hostil às conquistas científicas já realizadas: "A Reforma sepultou injusta e odiosamente muitos conhecimentos de que estavam de posse os seus contemporâneos, tornando-se assim responsável das crises posteriores do protestantismo" (A. HARNACK, Lehrbuch der Dogmengeschichte, III(4), Tübingen, 1910, p. 871).

Mais algumas assertivas de Lutero:

"Os verdadeiros crentes sufocam a razão depois de lhe dirigir esta advertência: ouve-me, razão minha, tu és cega, louca, nada compreendes das coisas do céu. Não levantes tanto clamor, emudece e não penses que podes julgar a palavra de Deus. Assim fecham os crentes a boca da fera, a que nenhuma outra força poderia impor silêncio e esta é a obra mais meritória, o sacrifício mais agradável ao Senhor" ( Weimar, XL, Iabt., 362.).

"Se a revelação cristã condena evidentemente a carne e o sangue, isto é, a razão humana e tudo o que do homem procede, como incapaz de nos levar a J. C., claro está que tudo isto não passa de mentiras e trevas. E no entanto as altas escolas, estas escolas diabólicas fazem grande alarde de suas luzes naturais e guindam-nas até aos céus, como se fossem não só úteis senão indispensáveis à manifestação da verdade cristã. Assim que hoje é coisa perfeitamente estabelecida que todas essas escolas são invenção do demônio para obscurecer o cristianismo... Nelas se ensina que a luz divina ilumina a luz natural como o sol ilumina e faz ressaltar um belo painel: todas essas são idéias pagãs e não doutrina de J. C. Por esta forma as escolas instruem os seus doutores e sacerdotes mas é o demônio quem fala pelos seus lábios, etc., etc.".(Walch, XI, 459, 599. As três últimas citações apud DEOLLINGER, Die Refomation, I(2), 475-77).

Admiro-me como até católicos, por falta de pesquisa, admitem que os costumes na época de Lutero eram tão depravados que precisou que Deus mandasse o flagelo da rebelião protestante para se opor um dique à completa dissolução dos costumes. Não mesmo! Isto não é verdade. Miséria mesmo foi o que se seguiu à reforma. Quem abre a história simplesmente vai descobrir que nos países em que prevaleceu a pregação do "novo evangelho" o surgimento de tanta imoralidade que somente podemos comparar com a dos povos pervertidos, ou seja,Sodoma, Babilônia, Egito e Roma. Falar apenas não basta. É preciso provar. Mais uma vez é o próprio Lutero quem nos oferece esta prova em sua fala em 1529. Eis o seu testemunho:


"Os evangélicos são 7 vezes piores que outrora. Depois da pregação da nossa doutrina, os homens entregaram-se ao roubo, à mentira, à impostura, à crápula, à embriaguez e a toda espécie de vícios. Expulsamos um demônio [o papado] e vieram sete piores. Príncipes, senhores, nobres, burgueses e agricultores perderam de todo o temor de Deus" (Weimar, XXVIII, 763). 

Lutero revela, mesmo sem querer, que a causa da imoralidade é a nova doutrina: 

"Depois que compreendemos não serem as boas obras necessárias para a justificação, ficamos muito mais remissos e frios na prática do bem. É admirável  com que fervor nos dávamos às boas obras outrora, quando por meio delas nos esforçávamos por alcançar a justificação. Cada qual porfiava em vencer os outros em piedade e honestidade. E se hoje se pudesse voltar ao antigo estado de coisas, se de novo revivesse a doutrina que afirma a necessidade do bem fazer para ser santo, outra seria a nossa alacridade (álacre - alegre, esperto, vivo) e prontidão no exercício do bem" (Weimar, XXVII, 443.)

Em 1542 escrevia a AMSDORF: "É tanto o desprezo pela palavra de Deus, tão desmesurado o crescer dos vícios, da avareza, da usura, da licença, dos ódios, das perfídias, das invejas, da soberba, da impiedade e das blasfêmias que não é provável que Deus use ainda de misericórdia com a Alemanha"



Seria por demais ocioso ficar citando textos que demonstram a evidente degola do ensino nos países protestantes e a decadência moral cujo nível ficou abaixo das nações pagãs.

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