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domingo, 6 de agosto de 2017

O CRESCIMENTO DA CRIMINALIDADE NO BRASIL É PROPORCIONAL AO CRESCIMENTO DOS EVANGÉLICOS












Evangélicos compõem a maioria nos presídios, mostra pesquisa



O sociólogo Clemir Fernandes é coordenador de uma pesquisa que constatou, entre outros dados, que os evangélicos são "incontestavelmente” o grupo mais numeroso e disseminado nos presídios, principalmente no Rio de Janeiro.


No Rio, evangélicos
têm o privilégio de
terem celas separadas
A pesquisa “Assistência religiosa em prisões do Rio de Janeiro: um estudo a partir da perspectiva de servidores públicos, presos e agentes”, do Instituto de Estudos da Religião, será publicada nas próximas semanas.

“Esta predominância acompanha uma tendência de crescimento dos evangélicos na sociedade apontada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)”, disse Fernandes.

Ele destacou que, comparando o Censo de 2000 com o de 2010, houve o crescimento de 61% de evangélicos.

A pesquisa de Fernandes mostra que a mudança do perfil dos presidiários, com o aumento significativo de evangélicos, tem apaziguado as detenções, tornando o ambiente menos tenso tanto para os presos como para os funcionários.

O aspecto negativo é que, como “donos” dos presídios, os evangélicos acabam obtendo privilégios, como celas especiais, o que, no caso do Rio, não é permitido.

Resultado de imagem para PASTOR PRESIDIÁRIO "Ronaldo da Cruz Magalhães"

De acordo com as orientações da Seap (Secretaria Estadual de Administração Penitenciária), os presidiários têm de ser distribuídos nas celas de acordo com o tipo de  seu crime, não tendo como referência a religião de cada um deles.

O Seap aprovou 100 instituições religiosas para dar assistência espiritual nos presídios fluminenses. Do total, 81 são igrejas evangélicas (47 pentecostais, 20 de missão e 14 de outras origens).

Os católicos habilitaram oito instituições; espíritas, seis; Testemunhas de Jeová, três; umbandistas, uma, e judeus também uma.

A pregação dessas entidades dentro dos presídios é feita por 1.194 voluntários.

Resultado de imagem para PASTOR PRESIDIÁRIO "Ronaldo da Cruz Magalhães"

Alguns poucos presídios têm pastor em tempo integral. Trata-se de pessoa que, antes de ser preso, já era pastor e que acabou cometendo algum delito grave.

Esse é o caso de Ronaldo da Cruz Magalhães, 49, que é “pastor interno” de um presídio do Rio de Janeiro.

Na prisão, ele celebra cultos e batismo e é o responsável por um coral de evangélicos.

Magalhães foi preso por se envolver em tráfico de drogas.

Em 2011, o CNPCP (Conselho Nacional de Polícia Criminas e Penitenciária), órgão do Ministério da Justiça, divulgou uma resolução proibindo que pastores e seus prepostos cobrassem dízimo dentro dos presídios, ficando também impedidos de vender material religioso.

Até agora, ao que parece, esse resolução não "pegou". .


Com informação de O Globo e de outras fontes e foto de divulgação.  

FONTE - PAULOPES
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