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quinta-feira, 13 de outubro de 2016

CULTO À SANTA MUERTE - MORRE O PADRE EXORCISTA AOS 91 ANOS


PADRE GABRIELE AMORTH MORRE AOS 91 ANOS




A doutrina da reencarnação, o esoterismo, o satanismo, o espiritualismo e as duvidosas terapias alternativas são meios para consumo no mercado da moda religiosa. Por detrás de muitas seitas e movimentos religiosos há sociedades secretas, elites econômicas e grupos políticos explorando a boa fé do povo.



Existem na Itália de 600 a 700 Seitas Satânicas
Em 16 de setembro de 2016, aos 91 anos de idade faleceu o Exorcista da diocese de Roma, que sempre alertou a respeito do perigo da crescente ação diabólica na atualidade.
O Padre Gabriele Amorth, da Pia Sociedade de São Paulo, é muito apreciado por seus livros sobre Nossa Senhora e sua atividade apostólica jornalística. Seu programa na Radio Maria peninsular contava com 1.700.000 ouvintes.
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Pe. Amorth tornou-se mundialmente conhecido com o lançamento de sua obra Um exorcista conta-nos, em 1990. Tal obra alcançou notável êxito editorial na Itália, tendo sua tradução portuguesa obtida vária edições. A partir de então, a mídia internacional focalizou a sua atuação desse sacerdote, que foi Presidente da Associação Internacional dos Exorcistas.
Solicitadíssimo por inúmeras pessoas necessitadas de amparo contra as insídias diabólicas, o Pe. Amorth exerceu intenso e extenuante trabalho apostólico. Já realizou mais de 40 mil exorcismos. Livrar uma pessoa do demônio, geralmente, constitui um trabalho muito lento.
Disse o Pe. Amorth: “Sempre. É matemático. Examinando toda a história do Antigo Testamento, a história de Israel, quando esta abandona Deus, entrega-se à idolatria. É matemático, quando se abandona a Fé, entregamo-nos à superstição. Isto aplica-se, em nossos dias, a todos nós do mundo ocidental. Tomem as velhas nações da Cristandade medieval. A católica Itália, a França, a Espanha, a Áustria, a Irlanda, que uma vez foram nações cujo catolicismo era forte. Agora o catolicismo tornou-se fraquíssimo. Na Itália, de 12 a 14 milhões de italianos frequentam atualmente sessões de bruxaria e cartomantes. Há no país aproximadamente 65.000 bruxos e cartomantes, muito mais que o número de sacerdotes”. “Existem também na Itália de 600 a 700 seitas satânicas. E 37% da juventude italiana participaram algumas vezes de sessões espíritas, acreditando ser um mero jogo…”.  “A página mais lida dos jornais é o horóscopo…  e os quotidianos não são comprados pelos analfabetos. São os industriais, os políticos, que não tomam decisões sem antes ouvir um bruxo. Ou seja, sempre que diminui a Fé, aumenta a superstição” (1).

Seita que mais cresce no mundo é o culto à Santa Morte
O culto à Santa Muerte ou Nossa Senhora da Santa Morte, como prefere seus devotos, é considerado hoje a seita que mais cresce no mundo. Os estudiosos acreditam que ela já reúne entre 10 e 12 milhões de seguidores; seis milhões só no México.
Andrew Chesnut, professor da Universidade Commonwealth da Virginia e pesquisador da religião no continente americano, explica que embora siga uma antiga tradição, esse movimento religioso oficialmente só tem 12 anos. Ele acaba de publicar o livro “Devoted to Death”, uma das primeiras obras acadêmicas sobre o culto.
Antes de 2001, a adoração de Santa Muerte era algo clandestino. Seus devotos construíam santuários pessoais escondidos dentro de casa. Quando Enriqueta Romero abriu o primeiro santuário público a santa no bairro de Tepito, na Cidade do México, deu início a uma rápida expansão de novos templos para Santa Muerte em todo o México, na América Central, e várias metrópoles dos EUA com grandes comunidades latinas.
Existem registros que a seita já chegou até Japão, Austrália e Filipinas. “Não há outro novo movimento religioso que possa competir com a velocidade desse crescimento”, afirma Chesnut. O mais curioso é que o crescimento é espontâneo. Diferentemente da maioria das seitas, não há um sistema organizado, nem líderes mundiais carismáticos. Aos poucos tem ganhado visibilidade na cultura pop, como parte do roteiro do seriado Breaking Bad ou personagem na animação infantil “O Livro da Vida”.
Resultado de imagem para MictecacihuatlA origem de Santa Muerte não é totalmente clara. O mais provável é que se trata de uma combinação de crenças do catolicismo espanhol com a deidade asteca Mictecacihuatl, a rainha do submundo. A figura tétrica não deixa dúvidas que se trata da morte, mas não se sabe exatamente quando ela começou a ser chamada de “Nossa Senhora”. Ela possui diferentes representações, sempre com o rosto e as mãos de um esqueleto, sendo a mais comum a que aparece vestida de noiva.
A Igreja Católica oficialmente não a reconhece como santa. Pelo contrário. Em maio de 2013, o cardeal Ravasi, presidente do Conselho Pontifício do Vaticano para a Cultura, condenou o culto à Santa Muerte, chamando-o de “uma blasfêmia contra a religião cristã”. Líderes cristãos de todo o México usaram diversas vezes o adjetivo “satânica” para falar dessa seita.
Em troca da proteção contra os policiais, os traficantes oferecem sacrifícios humanos para Santa Muerte, o que deixa a situação da população mexicana ainda mais vulnerável. “Há uma infestação de demônios no México porque nós abrimos as portas para esse tipo de crença”, lamenta o padre exorcista Francisco Bautista.
A sua explosão de popularidade no México reconhecidamente acompanhou o crescimento dos carteis mexicanos do narcotráfico que desde 2006 confrontam o governo. A violência no país, que chega a quase 80 mil mortes anuais, acabou sendo um fator de identificação para a população em geral. “Afinal, quem melhor para pedir mais alguns grãos na ampulheta da vida do que para a própria morte?”, questiona Chesnut (2).
NA ESPANHA
Pe. Luis Santamaría del Rio, padre católico espanhol, membro fundador de RIES e especialista no tema seitas e Nova Era. É também consultor da Comissão Episcopal de Relações Interconfessionais da Conferência Episcopal Espanhola, membro da Sociedade Espanhola de Ciências das Religiões (SECR), da Academia Americana de Religião (AAR) e da Sociedade Internacional para o Estudo das Novas Religiões (ISSNR).
Afirma o Pe. Luis Santamaría  “Entre os jovens espanhóis são mais pessoas que acreditam em reencarnação do que na ressurreição. Devemos tomar cuidado: há uma seita para cada tipo de pessoa. Cerca de 400.000 pessoas na Espanha estão ligadas a movimentos sectários. As  Testemunhas de Jeová, que são mais de 100.000 na Espanha”.
Desafio e autocrítica
A Igreja vê as seitas como um desafio cultural, como demonstramos que os seres humanos são religiosos por natureza. Se essa nostalgia do sagrado que está na pessoa não é preenchida com uma experiência religiosa saudável, entram experiências patológicas. Devemos perguntar por que há pessoas que não aceitam nossa evangelização e preferem a mensagem de movimentos sectários. É muito importante a formação, catequese e experiência de Deus em oração. As comunidades devem ser verdadeiras famílias, onde a vida é compartilhada e não só vão à igreja no domingo, diz o Pe. Santamaria (3).
CONCLUSÃO
As seitas têm crescido muito no mundo inteiro. Com várias modalidades e diferentes estratégias. O Brasil é um solo fértil para o crescimento de seitas e  heresias. Na maioria das vezes elas vêm dos Estados Unidos. São aquelas que guardam o sábado, uma que proíbe doar sangue, outra batiza pelos mortos, outra só batiza em nome de Jesus, outra condena pastor e dízimos na igreja, outra fundamentaliza no pentecostalismo e o famigerado neopentecostalismo com a sua enganosa teologia da prosperidade.
A doutrina da reencarnação, o esoterismo, o satanismo, o espiritualismo e as duvidosas terapias alternativas são meios para consumo no mercado da moda religiosa. Por detrás de muitas seitas e movimentos religiosos há sociedades secretas, elites econômicas e grupos políticos explorando a boa fé do povo.
O sucesso deles depende da boçalidade da massa no que se refere à ignorância das Sagradas Escrituras, dos dogmas da fé cristã, falta de comunhão comunitária, desconhecimento dos problemas sociais e da cultura de morte. O império das seitas predomina onde é violada a dignidade da pessoa humana.
Pe. Inácio José do Vale
Professor e Conferencista
Sociólogo em Ciência da Religião
Fraternidade Sacerdotal Jesus Cáritas
Irmãozinho da Visitação de Charles de Foucauld


Fonte: CATÓLICOS ONLINE

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