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quarta-feira, 18 de março de 2015

OS PAIS DA IGREJA E A IMACULADA CONCEIÇÃO

PATRÍSTICA





"És toda bela, ó minha amiga, e não há mancha em ti."

"Entrando, o anjo disse-lhe: Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo."

INTRODUÇÃO

De todos os dogmas católicos, a Imaculada Conceição da Virgem Maria; é, sem dúvidas; um dos mais debatidos hoje. Ele é fruto de uma evolução histórica, MUITO discutida pelo Magistério da Igreja. A base bíblica para ela são várias figuras do antigo testamento (Gn 3,15; Ct 4,7) e a saudação angélica (Lc 1,28); onde Maria é saudada com o vocativo de gratia plena. Do estudo deste texto, muitas interpretações surgiram.

Padres Pré-Niceia

Devido as grandes perseguições aos cristãos, nos primeiros séculos, há uma escassez maior entre os escritos destes pais que chegaram a ver os apóstolos com os pais da Igreja de Niceia, como Atanásio e Ambrósio. Mesmo assim, temos algumas referências que muito contribuíram para a formulação dogmática.


Embora não haja relatos de um desenvolvimento sobre a santidade plena de Maria nos padres pré-nicenos, vale ressaltar o paralelismos que os primeiros pais viram nela com Eva:

1. Irineu de Lião: De acordo com Ireneu, Maria "tornou-se causa de salvação para todo o gênero humano" (Irineu de Lião, Contra as Heresias 3, 22, 4;. Pg 7, 959), e que o Ventre Puro da Virgem "regenera os homens em Deus" (Irineu de Lião Contra as Heresias 4. , 33, 11; PG 7, 1080).

Irineu compara Maria com Eva, a apresentando como uma Nova Eva, a 'Virgem Obediente'. O Fato de Maria ser a Nova Eva é um dos pilares da doutrina da Imaculada Conceição, devido à profecia de Gênesis 3,15; onde é dito que a descendência de Maria (Jesus) esmagaria a cabeça da serpente e que Maria teria inimizade com esta.

Irineu via em Maria, o papel de Co-Redentora, uma santidade incrível, superior à de Eva; ele escreve:

"Assim é que a desobediência de Eva foi resgatada pela obediência de Maria. Com efeito, o nó que a virgem Eva atou com a incredulidade, Maria o desatou com a fé" (Santo Irineu de Lyon, Contra as Heresias 3,22,4).

"Da mesma forma que aquela (Eva) foi seduzida para desobedecer a Deus,esta (Maria) foi persuadida a obedecer a Deus, por ser ela, a Virgem Maria, a advogada de Eva. Assim, o gênero humano, submetido à morte por uma virgem, foi dela libertado por uma Virgem, tornando-se contrabalanceada a desobediência de uma virgem pela obediência de outra" (Santo Irineu de Lyon, Contra as Heresias Livro V, Capítulo 19).

"Foi por meio de uma virgem (=Eva) desobediente que o homem foi golpeado, caiu e morreu. Da mesma forma, é pela Virgem [Maria], obediente à Palavra de Deus, que o homem (...) encontrou de novo a vida (...) Era justo e necessário que Adão fosse restaurado em Cristo, a fim de que o mortal fosse absorvido e tragado pela imortalidade e Eva fosse reconstruída em Maria. Deste modo, uma Virgem feita advogada de uma virgem, cancelou e anulou a desobediência de uma virgem com a sua obediência de virgem" (Santo Irineu de Lyon, Demonstração da Pregação Apostólica 33).

É válido lembrar que não há passagens em nenhuma das obras conservadas de Irineu, onde ele cite uma atitude pecaminosa em Maria. Ele via realmente que ela, nas Bodas de Caná, uma “pressa prematura” em Maria, mas não sugere como sendo pecaminosa.

Do paralelismo de Irineu, tiramos, portanto, a primeira base para a formulação do dogma da Imaculada Conceição: Maria é a Nova Eva.

2. Hipólito de Roma: Embora não tenha desenvolvido uma Mariologia, ele chamava Maria de “Santa” (Hipólito de Roma, Contra Noeto, 17; PG 10:825) . Para ele, Maria e o Espírito Santo são a “madeira incorruptível”; que formou o corpo de Jesus; a “arca de madeira incorruptível”.

“A arca, que foi feita de madeira incorruptível (cf. Êx 25:10) era o Salvador. A arca simbolizava o tabernáculo de seu corpo, que era imune à decadência e não gerou nenhuma corrupção pecaminosa ... O Senhor não tinha pecado, porque em sua humanidade Ele foi formado a partir da madeira incorruptível, ou seja, da Virgem e do Espírito Santo, forrada dentro e fora como com o ouro mais puro da Palavra de Deus.” (Hipólito, no Salmo 22, citado por Teodoreto, Dialogo 1; PG 10:610, 864-5)

3. Oposição de Tertuliano e Orígenes

Também encontramos dois opositores: Tertuliano de Cartago, que via como defeito em Maria a suposta perda da virgindade (Tertuliano interpretava que a frase “Que é sua mãe e quem são seus irmãos?” (Sobre a Carne de Cristo. Cap. 7); mostrava que Maria perdera a Virgindade, e portanto, pecara, através da incredulidade.); e Orígenes de Alexandria que achava que ‘se ela não tivesse experimentado escândalo na paixão do senhor, Jesus não teria morrido por seus pecados’ (Orígenes, Homilia 17 sobre Lucas).

A Igreja Católica, no entanto, não os considera as melhores fontes para se extrair fatos históricos sobre a Igreja, uma vez que:

1. O pensamento de Tertuliano de Cartago, era tão individual e heterodoxo que acabou a abraçar a seita de Montano; e depois a criou de sua própria seita, os “tertulianistas”; que persistiram até os dias de Agostinho de Hipona.

2. Orígenes de Alexandria foi um grande cristão do século III, contudo não é considerado um padre da Igreja devido excomunhão por Demétrio e devido à vários erros doutrinais de suas obras. São Jerônimo lembrava sempre dos erros deste cristão (Ele uma vez assim refutou Rufino dizendo: “O que ele chama “sua” fé? Aquela pela qual a Igreja romana exerce seu poder ou aquela que está contida nos volumes de Orígenes? Se ele responde: a fé romana, então nós somos católicos, nós que nada traduzimos do erro de Orígenes.” (Jerônimo, Contra Rufino I, 4)). Embora Orígenes tenha errado em várias questões doutrinais, ele tinha uma grande carinho com a Theotokos que nada pode se comparar com um protestante. Segundo o historiador Sozomeno, Orígenes aplicou o título Theotokos (Mãe de Deus) à Maria (Hist. Eccl. 7,32: EG 866) e no seu Comentário sobre o Evangelho de João, escreveu: "Ninguém pode compreender o Evangelho se não reclinou sua cabeça sobre o peito de Jesus e não recebeu dele Maria como mãe" (In Ioh. 1,6); no Comentário ao Evangelho de Mateus, atribuí a Maria as primícias da virgindade feminina: "Maria conservou a sua virgindade até o fim [da vida], para que o corpo que estava destinado a servir à Palavra não conhecesse relação sexual com um homem, vez que sobre ela tinha baixado o Espírito Santo e a força do Altíssimo como sombra. Creio que é bem fundamentado dizer que Jesus se constituiu para os homens a primícia da pureza que consiste na castidade e Maria, por sua vez, para as mulheres. Não seria bom atribuir a outra [mulher] a primícia da virgindade" (In Matt. Comm. 10,17: GCS 10,21). Por fim, Orígenes põe na boca de Isabel as palavras “Tu, minha Senhora” (Hom. ins. Lucam, hom. VII; PG 13,1902 D) à Maria.


Padres entre Nicéia

1. Santo Ambrósio de Milão (397) é um dos primeiros padres a excluir todas as faltas de Maria, em razão da graça:

“A virgem livre pela graça de toda mancha do pecado.” (Exposição ao Salmo 118, n. 30; PL 15:1599)

“Vem, então, e procure sua ovelha, não através de seus funcionários ou homens contratados, mas faze-o sozinho. Dai-me a vida corporal e na carne, que está caída em Adão. Levante-me não de Sara, mas de Maria, uma Virgem não só imaculada, mas uma Virgem que a graça fez inviolada, livre de toda mancha de pecado.” (Santo Ambrósio, Comentário sobre o Salmo 118)

Ambrósio sempre destacava Maria quando escrevia, ele já escreveu:

“O primeiro impulso de aprender é inspirado pela nobreza do professor. Agora, quem poderia ser mais nobre do que a Mãe de Deus? Quem mais esplêndido do que ela, a
quem o Esplendor escolheu, Quem mais casto do que ela, que deu à luz a um corpo sem contato corporal? O que devo dizer, então, sobre todas as outras virtudes? Ela era virgem, não só no corpo, mas em sua mente, bem como, e nunca misturou a sinceridade de suas afeições com duplicidade.” (Ambrósio, De virginibus 2, 2,7; PL 16:220;)

2. Santo Efrém da Síria (373), detentor de uma mariologia incrível, tinha a mesma mentalidade que Ambrósio, descartava de Maria qualquer mácula de pecado. Ele dizia em sua famosa Carmina Nisibeia:

“Em absoluta verdade, você e sua mãe são sozinhos perfeitamente lindos em todos os aspectos, porque em vós, Senhor, não há mancha alguma, e em sua Mãe não há mancha. Entre meus filhos não há ninguém como estes dois magníficos.” (Santo Efrém, Carmina Nisibena 27,8)

Podem se perguntar se Efrém conhecia a doutrina do pecado original. Contudo, segundo seus próprios escritos, ele a conhecia muito bem:

“Adão pecou e ganhou todas as tristezas, e o mundo, seguindo o seu exemplo, toda a culpa. E não levou nenhum pensamento decomo ele poderia ser restaurado, mas apenas de como sua queda poderia ser mais agradável para ele. Glória a Ele que veio e restaurou-o!” (Efrém, Hinos da Epifania 10, 1)

Outros exemplos da santidade de Maria e do desenvolvimento do paralelismo de Maria-Eva:

“O olho torna-se puro quando está unido com a luz do sol, e recebe a força de seu vigor e clareza de seu esplendor, torna-se radiante com o seu ardor e adornado com sua beleza ... Em Maria, como em um olho, a Luz fez uma habitação e seu espírito purificado e refiou seus pensamentos, santificou sua mente, e transfigurou a sua virgindade.” (Efrém, Hinos sobre a Igreja 36, 1-2)
“Pela serpente atingir Eva com sua garra, o pé de Maria a esmagou.” (Efrém, Diatessaron 10:13;. Cf ibid 2:2; também Hinos sobre a Igreja 37:5-7; Gambero, página 116-7)


3. Santo Agostinho (430): Com a definição de Santo Agostinho sobre a doutrina do pecado original, aperfeiçoam-se os estudos sobre a santidade de Maria. Santo Agostinho excluía todo o pecado da vida de Maria:

“Devemos excluir a Santa Virgem Maria, a respeito da qual eu não gostaria de levantar qualquer questão quando o assunto é pecados, em honra ao Senhor, porque Dele sabemos qual abundância de graça para vencer o pecado em cada detalhe foi conferido a ela que teve o mérito de conceber e suportar aquele que, sem dúvida, não tinha pecado. - com a exceção, então, desta Virgem, poderíamos reunir em suas vidas todos os santos, homens e mulheres, e perguntar-lhes se estavam livres do pecado, o que, em nossa opinião qual teria sido as suas respostas? ... Não importa o quão notável sua santidade neste corpo... eles teriam clamado a uma só voz: “Se dissermos que não temos pecado, enganamos a nós mesmos, ea verdade não está em nós” [1 João 1, 8].” (Agostinho,De natura et gratia 36, 42)

Agostinho deixa claro que não quer discutir sobre a santidade de Maria. Contudo, o texto mostra que Agostinho nega os pecados pessoais de Maria, mas deixa em branco a exclusão de Maria do pecado original.

4.Gregório de Nissa (394): também via uma santidade incrível em Maria; ele escreveu: “A plenitude da divindade que residia em Cristo brilhou através de Maria, a imaculada” (Gregório de Nissa, De virginitate, 2).

5. Epifânio de Salamia, considerava Maria sem imperfeição, "toda cheia de graça" (Epifânio, Panarion, 78,24: GCS 3,474).

6. Opositores

Contudo, o pensamento de Niceia sobre a plena santidade de Maria não foi unânime: Basílio, o Grande, João Crisóstomo, Cirilo de Alexandria atribuíram falhas veniais (leves) à Maria; todos, geralmente, por motivos supérfluos.

Vale ressaltar que, embora alguns cressem que Maria cometeu falhas veniais, eles criam numa Santidade Maravilhosa em Maria. Cirilo de Alexandria, escreveu também:

“Salve, Maria, templo onde Deus habita, templo santo, como o chama o profeta Davi quando diz: “Teu templo é santo e admirável em sua justiça” (Sl 64,6). Salve, Maria, a criatura mais preciosa da criação”; salve Maria, pomba puríssima” (Cirilo de Alexandria, Discurso pronunciado no Concílio de Éfeso, PL 77,1029-1040)

Padres entre Éfeso e Pós-Éfeso

Após o Concílio de Éfeso, a Igreja começou a olhar mais para Maria. Aí iriam começar os famosos debates que ocorreram na idade média entre os maculistas e Imaculistas. Entre os pais da Igreja da época entre Éfeso e Pós-Éfeso; temos:

1. São Máximo de Turim (408) escreve:

"Maria, digna morada de Cristo, não pela beleza do corpo, mas pela graça original” (São Máximo de Turim, Hom. V, ante Natale Domini in in Patrologia Latina 57:235D)

DEUS fez a criatura ser perfeito. O equilíbrio interior, a posição harmoniosa dentro do Universo Divino, além da amizade e perene comunhão com o SENHOR, constituem o dom que podemos chamar de “Graça-Original” ou “Graça-Inicial”. Todavia, o Pecado Original veio neutralizar os efeitos deste “dote” Divino, ou seja, da “Graça Original”, perdendo a humanidade aquela situação confortável e privilegiada propiciada pela “oferta-inicial” , sendo o coração das pessoas ocupado pelo descalabro, à insensatez e a desordem das paixões, causados pela transgressão de nossos primeiros pais. Máximo diz que a Virgem Maria estava nesta condição, a condição inicial de Adão e Eva, a ‘graça original’; indicando sua Imaculada Conceição.

2. Proclo de Constantinopla (446): Foi um padre da Igreja no século V, que deixou claríssimo o dogma:

“Ele veio dela sem qualquer falha, e fê-la para si mesmo, sem qualquer mancha. [...] Maria é a esfera celeste de uma nova criação, na qual o Sol da justiça, sempre brilhante, preservou toda a sua alma de toda a escuridão do pecado.” (S. Proclo de Constantinopla, Oratio 1 de Laudibus S. Mariae; PG 65:683 B; Oratio 6; PG 68:758 A)

3. Atanásio I (598): Foi um acérrimo defensor da dignidade da Santíssima Virgem, e cujos escritos declaram, em termos equivalentes, o privilégio da Imaculada Conceição (Oratio 3 de Incarnatione, No. 6; PG 89:1338).

4. Sofrônio (637 d.C): Patriarca de Jerusalém, dedicou muita atenção à plenitude da graça de Maria, escrevendo sobre a sua incomparável e ilustre qualidade; de sua perpetuidade; à sua singularidade, já que ninguém mais recebeu como ela a “pré-purificação” (Oratio 2 sobre a anunciação da santa deípara; Pg 87 (3): 3247). Em sua “Epístola Sinodal”, aprovada pelo Sexto Concílio Ecumênico, ele descreve Maria como:

“Santa, imaculada na alma e no corpo, inteiramente livre de qualquer contágio” (Epistola Synodica ad Sergium; PG 87(3):3159,3162).

5. Theodoto de Ancira (445) : No século V, também escreveu que Maria não tinha instrução na maldade de Eva:

“Virgem inocente, imaculada, sem defeito, intocada, imaculada, santa no corpo e na alma, como uma flor de lírio surgente entre os espinhos, sem instrução na maldade de Eva, sem nuvens pela vaidade feminina... Mesmo antes da Natividade, ela foi consagrada ao Criador... Santa aprendiz, convidada no templo, discípula da lei, ungida pelo Espírito Santo, e vestida com a graça divina como um manto, divinamente sábia em sua mente; unida a Deus em seu coração ... Louvável em seu discurso, ainda mais louvável em sua ação... Deus nos olhos dos homens, melhor aos olhos de Deus.” (Theodoto, Hom 6 em S. Deiparam, No 11; PG 77:1427 A)

6. São Fulgêncio Ruspe (533) escreve:

“Por essas palavras (Ave, cheia de graça) , o anjo mostra que ela (Maria) foi totalmente excluída da primeira sentença, e restaurada para a graça cheia de bênção.” (São Fulgêncio Ruspe, Sermão 36, De laudibus Mariae ex partu Salvatoris; Patrologia Latina 65:899C)
Esse termo ‘totalmente excluída da primeira sentença’ ele mostra a mesma interpretação que os católicos sobre a saudação angélica: A Imaculada Conceição.

Antes da Escolástica, depois de João Damasceno

São Pascásio Radberto (Séculos VIII-IX), deixa claríssima a doutrina da Imaculada Conceição. Segundo ele, Maria  “Esteve isenta de todo pecado original.” (Pascásio Radiberto, De Partu Virginis, Patrologia Latina 120, 1372A)


A Escolástica da Idade Média

A Idade Média foi marcada por uma acérrima briga dentro da Igreja Católica sobre o fato se Maria havia tido ou não uma concepção Imaculada.

Os Imaculistas, defendiam que Maria havia sido redimida no momento de sua concepção através da preservação e teve por maior defensor o beato Duns Scoto. Já os maculistas, defendiam que Maria havia sido redimida no ventre de sua mãe, e teve como defensores, grandes escolásticos como Bernardo Claraval e Tomás de Aquino. Vale lembrar que os maculistas pregavam que Maria nunca havia pecado, mas, para eles, ela havia sido concebida em pecado original. Tomás escreve:

"Devemos, portanto, confessar simplesmente que a Santíssima Virgem não cometeu nenhum pecado atual, nem mortal nem venial; de modo que o que está escrito (Cant 4: 7) for cumprida: "Tu és toda formosa, ó meu amor, e não há uma mancha em ti", etc. " (Summa Theologiae III: 27: 4)

Contudo teimavam em negar sua salvação por preservação, até porque Duns Scoto só nasceria depois de São Tomás, para explicar melhor a visão imaculista da redenção de Maria. Essas brigas dividiram tanto a Igreja, que no Concílio de Trento, ao excomungar Lutero, a Igreja preferiu não se posicionar sobre o assunto ainda, para não haver confusões internas num momento que tanto abalou a fé católica.

Quem pôs um fim nos debates dentro da Igreja Católica foi o Papa Pio IX, na famosa Ineffabilis Deus ; proclamada em 1854 a favor dos imaculistas. Acaba aí a dúvida e confusão dentro da Igreja Católica Romana.

Entre as denominações protestantes, ambas as doutrinas (tanto a maculista quanto a imaculista) é vista como herética, uma vez que, para eles, Maria foi redimida assim como todos os outros cristãos apenas no momento da Cruz.

Conclusão:
A tradição sempre apoiou a ideia da plena santidade de Maria. O anjo já diz tudo ao saudá-la com o gratia plena (Lucas 1,28), ou seja, plenitude da graça.

Autor: Não mencionado
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