quinta-feira, 26 de maio de 2011

783 – INICIAM A VENERAÇÃO DE IMAGENS (IDOLATRIA)

I - A MENTIRA

783 – INICIAM A VENERAÇÃO DE IMAGENS (IDOLATRIA)



II – ONDE ELA SE ENCONTRA


1. UNÇÃO SEM LIMITES: A igreja antes e depois do Século IV

2. AMIZADE GOSPEL - Uma Amizade do Céu


4. A História de Messias - Resultado da Pesquisa de livros do Google


6. Portal Nova Dimensão - O Natal é Cristão?

7. Igreja Evangélica Unção e Poder, Jesus Cristo é o Senhor ontem ...





11. Categorias



III - A VERDADE


Por Oswaldo



Provas bíblicas

 
O que Deus na realidade proibiu foi fazer ídolos e prestar-lhes culto de adoração. Tanto é verdade que, tanto em Êxodo 20,4, quanto em Deuteronômio 5,8 a palavra empregada em hebraico é FESEL que, traduzida para o grego é EIDOLON e no português ÍDOLO.

OS REBELADOS CHAMAM NOSSAS IMAGENS DE BONECOS OU DE ÍDOLOS!

Com efeito, não é possível imaginarmos Deus perfeitíssimo ordenar algo que há pouco havia proibido. Ora, se ele ordenou que se fizessem imagens era porque forçosamente ele as achava necessárias, úteis e benéficas. E não somente isso. Vemos na Bíblia que Deus operava milagre através delas e dava suas ordens dentre as imagens de dois santos (os anjos são santos); Quer mais? Ao aprovar o TEMPLO DE SALOMÃO – que estava repleto delas, “por dentro e por fora” (Ezequiel 41,17) com sua glória, essas “figuras” também foram aprovadas.

E ainda:


Deus aceitou ser adorado pelo seu povo prostrado ante um objeto sagrado chama a “ARCA DA ALIANÇA” que, por sinal, tinha em seu tampo, fazendo parte integrante dela as imagens de dois anjos:

1 - Deus as mandou fazer (Êxodo 25,18; Números 21,8)

2 - Deus dá suas ordens ao povo falando do meio dos querubins de ouro (Êxodo 25,22);

3 - Deus operou milagres através delas (Números 21,9; Êxodo 25,22);

4 - Aprovou-as quando encheu o templo de Salomão (que estava repleto delas por dentro e por fora) (Números 21,9; 1 Reis 8, 10-11; Êxodo 25,22);

5 - Permitiu que seus amigos o adorassem prostrados à frente delas (Josué 7,6)

Provas Históricas

PRIMEIROS SÉCULOS - Desde os primeiros séculos os cristãos pintaram e esculpiram imagens de Jesus, de Nossa Senhora, dos Santos e dos Anjos, não para adorá-las, mas para venerá-las. As catacumbas e as igrejas de Roma, dos primeiros séculos, são testemunhas disso. Só para citar um exemplo, podemos mencionar aqui o fragmento de um afresco da catacumba de Priscila, em Roma, do início do século III. É a mais antiga imagem da Santíssima Virgem, uma das mais antigas da arte cristã, sobre o mistério da Encarnação do Verbo. Mostra a imagem de um homem que aponta para uma estrela situada acima da Virgem Maria com o Menino nos braços.


O Catecismo da Igreja traz uma cópia dessa imagem (Ed. de bolso, Ed. Loyola, pag.19). Este exemplo mostra que desde os primeiros séculos os cristãos já tinham o salutar costume de representar os mistérios da fé por imagens, em forma de ícones ou estátuas. É o caso de se perguntar, então: Será que foram eles "idólatras" por cultuarem essas imagens? É claro que não? Eles foram santos, mártires, derramaram, muitos deles, o sangue em testemunho da fé. Seria blasfêmia acusar os primeiros mártires da fé de idólatras. No século VIII, sob influência do judaísmo e do islamismo, surgiu um movimento herético que se pôs a combater o uso das imagens. Eram os iconoclastas.

O grande e principal defensor do uso das imagens na época foi o santo e doutor da Igreja S. João Damasceno (de Damasco), falecido em 749, o qual foi muito perseguido por se manter fiel e defensor dessa santa Tradição cristã. A fim de dirimir as dúvidas sobre a questão, o Papa Adriano I (772-795) convocou o II Concílio Ecumênico de Nicéia, que se realizou de 24/09 a 23/10/787. Assim se expressou o Concílio, resolvendo para sempre a questão: "Na trilha da doutrina divinamente inspirada dos nossos santos Padres, e da Tradição da Igreja Católica, que sabemos ser a tradição do Espírito Santo que habita nela, definimos com toda a certeza e acerto que as veneráveis e santas imagens, bem como a representação da cruz preciosa e vivificante, sejam elas pintadas, de mosaico ou de qualquer outra matéria apropriada, devem ser colocadas nas santas igrejas de Deus, sobre os utensílios e as vestes sacras, sobre paredes e em quadros, nas casas e nos caminhos, tanto a imagem de Nosso Senhor, Deus e Salvador, Jesus Cristo, quanto a de Nossa Senhora, a puríssima e santíssima mãe de Deus, dos santos anjos, de todos os santos e dos justos" (Catecismo da Igreja Católica, nº 1161).


Essas palavras, por serem de um Concílio da Igreja, são ensinamentos oficiais e infalíveis, e não podemos colocá-los em dúvida. O grande S. João Damasceno dizia: "A beleza e a cor das imagens estimulam a minha oração. É uma festa para meus olhos, tanto quanto o espetáculo do campo estimula meu coração a dar glória a Deus" (nº 1162).

O nosso Catecismo explica que: "A imagem sacra, o ícone litúrgico, representa principalmente Cristo. Ela não pode representar o Deus invisível e incompreensível; é a encarnação do Filho de Deus que inaugurou uma nova "economia" das imagens" (1159).

S. Tomás de Aquino (1225-1274) também defendia o uso das imagens, afirmando: "O culto da religião não se dirige às imagens em si como realidades, mas as considera em seu aspecto próprio de imagens que nos conduzem ao Deus encarnado. Ora, o movimento que se dirige à imagem enquanto tal não termina nela, mas tende para a realidade da qual é imagem" (2131). Muitos querem incriminar a Igreja Católica, afirmando que ela desrespeita a ordem que Deus deu a Moisés: "... não vos pervertais, fazendo para vós uma imagem esculpida em forma de ídolo..." (Dt 4,15-16).

 
Os cristãos, desde os primeiros séculos, entenderam, sob a luz do Espírito Santo, que Deus nunca proibiu fazer imagens, e sim "ídolos", deuses, para adorar. O povo de Deus vivia na terra de Canaã, cercado de povos pagãos que adoravam ídolos em forma de imagens (Baals, Moloc, etc). Era isso que Deus proibia terminantemente.

A prova de que Deus nunca proíbiu imagens, é que Ele próprio ordenou a Moisés que fabricasse imagens de dois Querubins e que também pintasse as suas imagens nas cortinas do Tabernáculo. Os querubins foram colocados sobre a Arca da Aliança. "Farás dois querubins de ouro; e os farás de ouro batido, nas duas extremidades da tampa, um de um lado e outro de outro... Terão esses querubins suas asas estendidas para o alto e protegerão com elas a tampa...” (Ex. 25,18s, Ex 37,7; 1 Rs. 6,23; 2 Cr. 3,10). "Farás o tabernáculo com dez cortinas de linho fino retorcido, de púrpura violeta sobre as quais alguns querubins serão artisticamente bordados" (Ex. 26,1. 31).

Que fique claro, de uma vez por todas, Deus nunca proibiu imagens, e sim, "fabricar  
imagens de deuses falsos" . O mesmo Deus mandou que, no deserto, Moisés fizesse uma imagem de uma serpente de bronze (Nm 21, 8-9), que prefigurava Jesus pregado na cruz (Jo 3,14).

Também o rei Salomão, quando construiu o templo, mandou fazer querubins e outras imagens (I Rs 7,29). O culto que a Igreja Católica presta a Deus, e só a Deus, é um culto chamado "latria", isto é, de adoração. Aos anjos e santos é um culto chamado "dulia", de veneração. Maria, como Mãe de Deus recebe o culto de "hiper-dulia", super-veneração digamos, mas que está muito longe da adoração devida só a Deus.

São Pedro, ao terminar a segunda Carta falava do perigo daqueles que interpretavam erroneamente as Escrituras: "Nelas há algumas passagens difíceis de entender, cujo sentido os espíritos ignorantes ou pouco fortalecidos deturpam, para a sua própria ruína, como o fazem também com as demais Escrituras" (2 Pe 3,16). Infelizmente isto continua a acontecer com aqueles que querem dar uma interpretação individual à Palavra  
de Deus, sem autorização oficial da Igreja, levando multidões ao erro. Só a Igreja é a autêntica intérprete da Bíblia (cf.Dei Verbum,10), pois foi ela que, inspirada pelo Espírito do Senhor (Jo 16,12), a compôs. As imagens, sempre foram, em todos os tempos, um testemunho da fé. Para muitos que não sabiam ler, as belas imagens e esculturas foram como que o Evangelho pintado nas paredes ou reproduzido nas esculturas. E assim há de continuar a ser. É claro que o culto por excelência é prestado a Deus, mas isto não justifica que as imagens sejam retiradas das nossas igrejas. Ao contrário, elas nos lembram que aqueles que elas representam, chegaram à santidade por graça e obra do próprio Deus. Assim, as imagens, dão, antes de tudo, glória a Deus.


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